Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto

O MERGULHO

Aquele brusco tremor o impulsionou violentamente para trás. Já sentira isso há muito tempo, quando inadvertidamente, colocara o dedo no bocal de uma lâmpada. Experiência assustadora! Alguma coisa entrara subitamente em seu corpo. Ao mesmo tempo em que, num ato reflexo, puxara a mão de volta, sentira uma contraditória atração. Queria levar outro choque! Quantas vezes, ao ver um bocal sem lâmpada, sentira novamente aquela estranha tentação. Sempre resistiu bravamente. Agora, contudo, num misto de sofrimento e prazer, toda aquela sensação se repetia e nada tinha a ver com o choque elétrico! Letras. Palavras. Livros. Depois que dominara as letras, passara a admirar as palavras. Ficava horas, olhando e pensando nelas. Letras sem sentido adquiriam uma espécie de vida... (leia mais)

Airo Zamoner




Literatura Paranaense - Provocações Provocações

Teve alguém que disse: “Ou o poeta mata o soneto ou o soneto acaba com a poesia”. E não foi com tal radicalismo que se chegou ao bom poema de nossos dias. Vivem e convivem: quadras, sonetos, sextilhas, trovas, décimas, poesias livres e sem rimas, haicai... Só o féretro da antipoesia deve passar sem o acompanhamento de leitores. A arte é da vanguarda porque rompe o entrave de regimes e ideologias, e o Modernismo é um movimento de vanguarda, por excelência. Aos escritores, artistas e poetas cabe a responsabilidade de guiar os povos, restaurando valores, porque o entulho destrói a sociedade e, isto tem muita importância num mundo aético, de valores invertidos, espalhando e espelhando formas de anticultura. Já virou modismo representar a miséria e, dói-nos dizer, chegam a... (leia mais)

Carlos Zatti




Default



   > Simone Costa

  AUTOR  
 
Simone Costa

Desde criança tive curiosidade no outro lado da história. No como seria se não tivesse sido…

Sempre quis inventar – ou propor – outros finais, outras soluções, outros caminhos, outros olhares. Acredito que tenha sido ai o meu primeiro encontro com “esta escritora”  que desde sempre esteve aqui.

Percebi, bem mais tarde, que “esse interagir” com a vida, com as pessoas, com os escritores, com personagens – reais ou não, poderia me render prazer. Este foi o meu segundo – e definitivo – encontro comigo mesma. Desde então brinco de escrever com seriedade.

Não pretendo ser decifrada.

Quero apenas ser lida e criticada.

Simone Costa nasceu no Rio de Janeiro em 1966 e há 10 anos escolheu São Paulo para viver.

Atualmente é Editora da Web REVISTA CONTEMPORÂNEA, uma publicação participativa sobre literatura, cultura, artes e entretenimento.