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Finalmente, a verdade!

Nada me desperta mais a atenção que a expressão de seu rosto. Olhos pequenos, escuros, escondidos atrás de sobrancelhas grisalhas de onde salta um brilho ofuscante. Olhos ligeiros, matreiros, espertos a contrastar com a velhice que o ronda, que o paquera, que joga alhures seu charme traidor. O sorriso dele, não é coisa facilmente identificável. É um ligeiro esgar maroto, quase sarcástico, às vezes para o lado direito, outras para o esquerdo. É algo forte que agride meu cérebro. Algumas vezes cruzo com ele pela Rua das Flores da minha Curitiba encantada. Em outras, estamos lado a lado, lendo a mesma notícia no jornal pregado na banca. No frio, sempre usa um surrado capote desbotado. No calor, o mesmo paletó xadrez de mangas puídas. Claudicante, corpo encurvado,... (leia mais)

Airo Zamoner




Aos dez anos

O irmão chegou com uma novidade: se ela colocasse um fio de cabelo dentro de um vidro cheio d’água e tampasse bem tampado, ele se transformaria em uma cobra. - Mas tem que ser com a raiz, disse. Porque ela é que vai ser a cabeça da cobra. E tem mais – não pode ficar dentro de casa. Tem que ficar no chão, perto da terra. Arrancou o fio de cabelo mais comprido que encontrou, com raiz e tudo. Colocou num vidro, tampou bem tampado, colocou no chão embaixo de uma mangueira e ficou esperando. - Já tem três dias e não tô vendo nada mudar... - Calma, né? - Quem disse pra você que cabelo vira cobra? - O Betinho. Ele disse que a vó dele disse que um irmão dela fez isso e virou cobra. - Ah!... Outros tantos dias,... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




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   > Alva xavier

  AUTOR  
 
Alva xavier

Uma baiana apaixonada pela vida, poetisa, graduando em Comunicação Social Publicidade e Propaganda. Inconformada com a desigualdade social e a forma de governo no Brasil. Extremamente sincera. Amo profundamente, respeito absolutamente as pessoas e seu modo de pensar, acordo de madrugada para escrever, escrevo na fila do banco, dentro do ônibus e em qualquer lugar e em qualquer momento que a poesia vem. Acredito em sonhos. Mas quando sonho, acredito na vida, se estou aqui é para viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga, nem teu quase Amor ou sou TUDO ou sou NADA. Não suporto meio termos. Sou inconstante e imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso e me irrito de forma inexplicável quando alguém duvida das minhas Palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo, mas faço o melhor que posso. Não exijo que me entendam, nem que me aceitem. São poucas as pessoas para quem eu me explico. Palavras até me conquistam temporariamente, mas, atitudes me ganham ou me perdem PARA SEMPRE!