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O LEÃO E O BURRO

O velho e temido leão, Com uma fome danada, foi procurar o burrinho para uma bela caçada. E encontrando o animal, Que não era muito esperto, Combinou que ele seria De uma ramagem coberto. Tudo pronto, à caça foram. E o burrinho camuflado Tinha que urrar diferente Do que estava acostumado. O burro treinou bastante, Foi treinando mais e mais. Com seus urros bem estranhos Espantou os animais. As bestas apavoradas Saíram em disparada. E o leão se aproveitou Pra fazer sua caçada. Tendo feito várias presas, Exausto, foi descansar,. Então pediu ao asninho Que parasse de urrar. Aquele, já todo prosa, Perguntou para o leão: “E que tal a minha voz?... (leia mais)

GERALDO DE CASTRO PEREIRA




A terceira intenção

Tenho vontade de parar. Descansar. Interromper essa andança sem tréguas. Já trilhei à beça. Já corri, já tremi, já sofri, já ri também à beça. Já fiz troça, já respeitei, já ofendi, já obedeci, já liderei, já escrevi outra vez à beça. Já pensei que transformaria esse mundo dos homens, mas descobri que o mundo é das mulheres. Tenho vontade de parar, sim. Mas não posso! Não posso interromper essa caminhada. Tenho que trilhar mais um tanto, correr, tremer, sofrer, rir, respeitar, ofender, obedecer, liderar, escrever, transformar outro tanto, outro inútil tanto. Nasci nos estertores da segunda guerra do mundo, no limiar da paz. No vestibular da maturidade, carreguei uma pistola na cinta, pilotei um tanque de guerra, atirei com uma ponto-trinta. Joguei granadas... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Rodrigo de Souza Garcia

  AUTOR  
 
Rodrigo de Souza Garcia
Rodrigo Garcia, pseudônimo de Rodrigo de Souza Garcia nasceu em Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro. Reside hoje em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. Na escola, sofreu perseguições porque era considerado pelas garotas, o garoto mais bonito. Por causa disso, desenvolveu distúrbios esquizofrênicos, doença que muito o castigou. Foi rejeitado em muitas empresas em que trabalhou por ser considerado louco. Aos 22 anos de idade, teve um surto psicótico, pensando ser Jesus Cristo e que sua família estava influenciada pelo diabo. Correu descalço até o trabalho, achando que lá seria crucificado. Seu pai, sua mãe e seus irmãos levaram-no para a Santa Casa e lá recebeu a indicação de um psiquiatra. Começou a tratar-se de esquizofrenia com o Dr. Fernando. Hoje, Rodrigo é uma pessoa normal e convive na sociedade. É escritor, artista plástico e pretende ingressar no curso de letras para dar continuidade à sua carreira literária. É torcedor fanático do Flamengo e escreve para um site gratuito, onde os leitores poderão encontrar vários textos seus, inclusive um artigo sobre sua vida.