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SEMEADURA

Avistando um aglomerado de mercadores, um andarilho gritou, decidido: - Atenção! Fechem o caminho; vou passar! Surpreso ao sentir um toque em seu ombro, voltou-se e deparou com a razão: - Por que agiste desta forma? Não sabes que é preciso caminho aberto para seguir adiante? O andarilho, sentando-se sob gigantesca árvore de multividências, dirigiu-se à razão, num repente: - Pedi que fechassem o caminho para que minha loucura não fugisse... A razão, mais confusa que convencida, argumentou sem hesitar: - Não há coerência no que dizes. Explica-te ou afasta-te de mim! Cruzando os braços sobre os joelhos, o andarilho insistiu: - Não desejei que minha loucura partisse, por não querer viver comprometido com tua existência mascarada... A razão, indignada, protestou sem mais... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




Mãe... nhe! Engoliram o papai!!

– Com Deus me deito, com Deus me levanto... “Eu SEI que é ele que está lá... Fica lá, só me olhando...” – Com a graça de Deus e do Divino Espírito Santo. “ Por que ele num vai embora?...” – Ave Maria cheia de graça... “Mamãe não tinha nada de mudar pra essa casa cheia de fantasmas... João fica dizendo que eu sou medroso, que fantasma não existe... Não existe uma ova... E aquele alí?” – O Senhor é convosco... “Como é que na outra casa eu não via nada? Essa casa é mal-assombrada, sim senhor... Ai, meu Deus, olha ele lá outra vez... Me olhando com aqueles olhos sem cara...” – Rogai por nós pecadores... “Vou tampar o rosto...” – Agora e na hora... “Tou escutando uns passos... É ele que... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




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   > Rodrigo de Souza Garcia

  AUTOR  
 
Rodrigo de Souza Garcia
Rodrigo Garcia, pseudônimo de Rodrigo de Souza Garcia nasceu em Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro. Reside hoje em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo. Na escola, sofreu perseguições porque era considerado pelas garotas, o garoto mais bonito. Por causa disso, desenvolveu distúrbios esquizofrênicos, doença que muito o castigou. Foi rejeitado em muitas empresas em que trabalhou por ser considerado louco. Aos 22 anos de idade, teve um surto psicótico, pensando ser Jesus Cristo e que sua família estava influenciada pelo diabo. Correu descalço até o trabalho, achando que lá seria crucificado. Seu pai, sua mãe e seus irmãos levaram-no para a Santa Casa e lá recebeu a indicação de um psiquiatra. Começou a tratar-se de esquizofrenia com o Dr. Fernando. Hoje, Rodrigo é uma pessoa normal e convive na sociedade. É escritor, artista plástico e pretende ingressar no curso de letras para dar continuidade à sua carreira literária. É torcedor fanático do Flamengo e escreve para um site gratuito, onde os leitores poderão encontrar vários textos seus, inclusive um artigo sobre sua vida.