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COLEÇÃO ARQUIVOS - TESOUROS ETERNOS DA LITERATURA IBERO-AMERICANA

Livros à mancheia têm-me chegado nestes últimos meses, levando-me a um profundo mergulho no tempo. A uma reflexão intensa sobre o quanto desconhecemo-nos, ainda que parte imensa nesta América, latina e de proporções gigantescas no tocante a problemas, sim, mas também no tocante à riqueza cultural. Muitas das edições que tenho recebido não são atuais, porém preciosas ao nosso processo de busca e de integração, no qual o fator cultural faz-se imprescindível. Sem conhecermos o passado, lutamos por uma identidade inexistente, segundo alguns autores especializados no estudo e na pesquisa do fenômeno cultural ibero-americano. E as novidades, às vezes antigas, nos impedem este retorno urgente à nossa formação, à nossa certeza de que somos dignos de respeito pela... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Cleomácio Souza dos Santos

  AUTOR  
 
Cleomácio Souza dos Santos
Natural de Cristinápolis - Sergipe, nascido em 1984, Cleomácio Souza dos Santos é uma pessoa muito reservada em sua vida pessoal, caseiro, alheio as badalações, sempre concentrado, ver o silêncio como alimento, inspiração. Muito sorridente e carismatico, sempre de bom humor. Começou a escrever com oito anos quando percebeu seu dom ao parodiar sucessos populares ouvidos por sua mãe no rádio. As contigências da vida o fizeram parar por um longo tempo, chegando inclusive a descartar tudo que tinha feito por desilusão, muitas dificuldades pela falta do pai que faleceu o deixando com apenas três anos. Ver a música como terapia, sua droga, e é apaixonado por ela (sempre ouvindo ou cantarolando) toca violão e compõe. Imagina que viver sem se perguntar é como não viver, por isso sempre está com indagações na cabeça, e como são muitas resolveu escreve-las, acha que essa é uma maneira de se entender melhor, compartilhando suas ideias.