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Finalmente, a verdade!

Nada me desperta mais a atenção que a expressão de seu rosto. Olhos pequenos, escuros, escondidos atrás de sobrancelhas grisalhas de onde salta um brilho ofuscante. Olhos ligeiros, matreiros, espertos a contrastar com a velhice que o ronda, que o paquera, que joga alhures seu charme traidor. O sorriso dele, não é coisa facilmente identificável. É um ligeiro esgar maroto, quase sarcástico, às vezes para o lado direito, outras para o esquerdo. É algo forte que agride meu cérebro. Algumas vezes cruzo com ele pela Rua das Flores da minha Curitiba encantada. Em outras, estamos lado a lado, lendo a mesma notícia no jornal pregado na banca. No frio, sempre usa um surrado capote desbotado. No calor, o mesmo paletó xadrez de mangas puídas. Claudicante, corpo encurvado,... (leia mais)

Airo Zamoner




REBELDIA

- Espere aí! Você não está querendo dizer que o que me falta é rebeldia, está? - Estou! - Isso é inacreditável! Tive uma vida regrada. Tudo certinho no lugar. Me formei, fiz mestrado, doutorado, pós-doutorado e trabalho diuturnamente em pesquisas vitais para a humanidade... Não sou estúpido pra jogar tudo isso pro alto! - Estou tentando ajudar a explicar essa sua sensação... Você está aqui agora, em pleno horário de expediente, sentado comigo neste banco público... Por quê? - Já disse antes! Não me sinto bem! - E o médico? - Não é coisa de médico... - Então, voltamos ao início. Vou falar agora com todas as... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Emanuel Reis Gonçalves

  AUTOR  
 
Emanuel Reis Gonçalves


          
Nascido ao dia 29 de Junho do abençoado (ou não) ano de 1991, começa a sua historinha em JoãoPessoa, capital da Paraíba. A cada ano de vida, vai nascendo aos poucos e, ao contrário do que afirma a medicina, permanece nascendo à medida que os anos passam. Depois de cometer várias redundâncias como a retrocitada, sorri e escreve os seus primeiros poemas aos 12 anos de idade. Ainda imaturo, menos que hoje em dia, mostra um poema à professora de história da escola e é elogiado como qualquer um que mostrasse alguma coisa diferente. Dentre fragmentos estrelares de poemas e contos, passo pela consciência cidadã, saudando todo e qualquer tema. Enfim, um bom resumo do que é ser um maluco.