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O DEMÔNIO E O ELEITO

Fez um pacto, uma coligação com o Demônio e ganhou as eleições. Festejou. O Demônio veio cobrar a dívida. Foi chegando perto do Eleito. Cutucou suas costas. O Eleito olhou para trás: – O que você quer? Tinha um tom de aspereza na fala dura. – O que é isso? Não se lembra de mim? – Você acha que vou me lembrar de todo mundo? Não vê que fui eleito com milhões de votos? Milhões, entendeu? Sabe o que é isso? Milhões! Não vê minhas ocupações diárias? Nem sei como você passou por minha segurança, por minha assessoria e tem a ousadia de me cutucar pelas costas. Vou chamar minha guarda pessoal! – Calma! Não imaginei que você se esqueceria de quem permitiu sua vitória... – Saia pra lá. Qual é a graça, agora? – Não é graça nenhuma. Você fez uma... (leia mais)

Airo Zamoner




CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Paulo Azze

  AUTOR  
 
Paulo Azze
        Somente um mineiro da engenharia aposentado despendendo algum tempo, tentando escrever alguma coisa, mesmo que não tenha nenhum estilo, mas não sendo "enfim um escritor sem estilo", que este é do Millor.