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MINHA PRIMEIRA COMUNHÃO

Tinha quase nove anos. Fui criada na religião católica. Meus pais eram muito religiosos. Quando se aproximava o Natal, eles promoviam lá em casa uma novena. Além da família, os vizinhos também participavam. Após a novena, eu me sentava ao piano e tocava várias músicas sacras, inclusive a Ave Maria de Schubert. Todos me aplaudiam, dizendo que eu executava com técnica e sentimento as partituras. Quando completei meus nove anos, minha mãe me informou que a Diretora da minha escola, Da. Neide Arruda Leal, desejava que seus alunos da terceira série fizessem a preparação para a primeira Comunhão com as catequistas da Igreja... (leia mais)

IVETE FLORES CATTA PRETA RAMOS




MORDAÇAS CULTURAIS?

“... A língua é minha pátria, e eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria...” “Língua” Caetano Veloso “Vossa Mercedes aceita uma chávena de chá?” – tradução: “Cê qué um chá?” Pois é... Nossa belíssima Língua Portuguesa está sendo muito maltratada... Mas nos orgulhamos de nossa unicidade lingüística, apesar de nossos quase 8.600.000 Km². Oficialmente não há dialetos no Brasil. E nos orgulhamos disto. De uma mentira oficializada? De um massacre brutal, porém discreto? Que tenhamos apenas uma língua oficial em todo o território brasileiro é de se aceitar e de causar orgulho. Especialmente quando se vê a dificuldade de comunicação entre os habitantes de um país territorialmente tão... (leia mais)

Tânia Gabrielli-Pohlmann




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   > Mário Diógenes Poplade

  AUTOR  
 
Mário Diógenes Poplade
Mário Diógenes Poplade, neto do francês Gabriel Honorè Poplade e filho de Diógenes Poplade e Maria Ribeiro de Mello, nasceu em Curitiba, no Hospital Victor Ferreira do Amaral, às 02:10h. do dia 10 de outubro de 1953. Aos quatro anos de idade foi morar no município de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), onde estudou e passou toda sua infância. Mesmo morando em São José dos Pinhais, aos 14 anos matriculou-se no SENAI (Serviço Nacional da Indústria), onde iniciou um Curso de Composição Manual (Tipografia). Nesta instituição de ensino profissionalizante e no turbulento ano de 1968, escreveu um dos seus primeiros artigos. Uma redação intitulada "Um dia de Chuva", à qual alguns acharam por bem publicá-la no Jornal daquela Instituição. Sempre às voltas e envolvido com as letras (trabalhando em tipografias e jornais - Diário do Paraná, inclusive), custeou seu curso de segundo grau e o "Terceirão". Submetendo-se em 1976 ao exame vestibular da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Tuiuti (hoje Universidade Tuiuti do Paraná), logrou classificar-se em 8.º lugar, vindo a formar-se em Psicologia no ano de 1981. Todavia, já nos primeiros anos do Curso de Psicologia, privilegiava como livros de cabeceira as obras de Sigmund Freud. Numa informação recuperada a partir do contexto de sua análise pessoal, lembrou ter lido (em castelhano e como se fosse um livro qualquer e sem poder avaliar sua real importância), o Seminário XI de Lacan. Acadêmico ainda, e participando de uma terapia em grupo na própria Faculdade, não conseguia entender como alguém poderia trabalhar em grupo algo de tão particular quanto o é a subjetividade humana. Este foi um dos motivos que o inspirou a voltar-se totalmente para a Teoria Freudiana e a partir dali nunca mais privilegiou outra teoria que não a psicanalítica como orientação teórica para a sustentação da sua prática. Intencionando aprofundar-se no estudo e na pesquisa deste fato novo denominado inconsciente, passou a percorrer da maneira mais aproximada possível os caminhos do mestre vienense. Assim, em meados de 1980, juntamente com outros colegas do Curso de Psicologia, fundou em Curitiba a SOHIPAR (Sociedade de Hipnologia do Paraná), onde tentou pesquisar e desvendar o funcionamento do inconsciente proposto por Freud, através da utilização clínica da hipnose. Desiludido com os resultados obtidos e compreendendo melhor porque Freud abandonara a hipnose, retomou com maior vigor ainda à pesquisa, o aprofundamento e o estudo da Psicanálise. Em 1981 começou a trabalhar no Departamento de Pessoal na Reitoria da Universidade Federal do Paraná. Em 1982 foi para o Departamento de Psicologia daquela Instituição Superior de Ensino, onde passou a ocupar, a partir de 1988, o cargo de psicanalista do Centro de Psicologia Aplicada da UFPr, cargo que ainda hoje ocupa. Também foi no ano de 1981 que iniciou sua análise com um analista ortodoxamente freudiano, assim como, sua Formação em Psicanálise. Inaugurando neste mesmo ano seu primeiro consultório, passou a recepcionar em atendimento psicanalítico seus clientes. Em 1984 iniciou mais um Curso Superior. Desta vez privilegiou o Curso de Pedagogia, tendo em vista sua intenção futura em realizar o Curso de Mestrado em Educação. À época, e dentre os poucos cursos de Mestrado oferecidos pela UFPR, o em Educação se lhe mostrara como sendo o mais aproximado à sua intenção, que era de debater e questionar a formação e a profissionalização do psicólogo clínico no Brasil. Foi neste Curso de Mestrado, iniciado em 1985, que defendeu sua tese intitulada “PSICOLOGIA CLÍNICA: Formação e Profissionalização”. No ano de 1986, vinculou seu trabalho à Biblioteca Freudiana de Curitiba, onde permaneceu colaborando intensamente até 1998 quando, por razões de ordem estritamente particular e por vontade própria, desvinculou-se. No ano de 1987 iniciou um Curso de Especialização em Psicologia na Universidade Federal do Paraná. Dando prosseguimento a sua Formação em Psicanálise, em 1988 retomou sua análise pessoal com um outro analista que, eminentemente lacaniano, viria impregnar, inclusive, sua maneira e forma de trabalhar e dirigir a cura na clínica psicanalítica, à qual perdura até os dias atuais. Na atualidade e além de psicanalista do CPA da UFPR, é Coordenador e Orientador de Cursos e Grupos de Trabalho e Estudo sobre a Teoria Psicanalítica de Freud e Lacan em seu consultório particular. Também é autor de diversos artigos publicados em revistas especializadas no Brasil e no Exterior e dos seguintes livros: PSICANÁLISE E TRANSFERÊNCIA, (2002); RELAÇÃO DE OBJETO E AS ESTRUTURAS CLÍNICAS (2003) e PSIQUIATRIA, PSICOLOGIA, PSICANÁLISE: sont-elles égales? (2004). É ainda Membro da ACEPAI (Associação Cultural dos Escritores, Poetas e Autores Independentes) e da UBE/PR (União Brasileira de Escritores).