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MINHA PRIMEIRA COMUNHÃO

Tinha quase nove anos. Fui criada na religião católica. Meus pais eram muito religiosos. Quando se aproximava o Natal, eles promoviam lá em casa uma novena. Além da família, os vizinhos também participavam. Após a novena, eu me sentava ao piano e tocava várias músicas sacras, inclusive a Ave Maria de Schubert. Todos me aplaudiam, dizendo que eu executava com técnica e sentimento as partituras. Quando completei meus nove anos, minha mãe me informou que a Diretora da minha escola, Da. Neide Arruda Leal, desejava que seus alunos da terceira série fizessem a preparação para a primeira Comunhão com as catequistas da Igreja... (leia mais)

IVETE FLORES CATTA PRETA RAMOS




“D” DE “DEUTSCHLAND”, POR QUE, ENTÃO, “ALEMANHA”???

Uma tradução de Tânia Gabrielli-Pohlmann “D” = “Deutschland”? Que coisa estranha! Quem fala português, diz “Alemanha”; em espanhol este país se chama “Alemaña”; aqueles que falam inglês, adotaram o termo “Germany” e quando se vai para o Leste Europeu, o “Schwabo” é que designa o cidadão alemão. Mas o que se vê nas placas de automóveis alemães é a letra “D” indicando “Deutschland”. Por quê? De onde vêm tantos termos diferentes para indicar um único país? A língua alemã e o povo alemão formaram-se, basicamente, através de diferentes grupos étnicos, tendo cada qual sua língua. A existência de registros escritos em língua alemã remonta ao Século VIII d.C.. A língua oficial era o latim, mas o povo se comunicava em seus... (leia mais)

Clemens Maria Pohlmann




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   > Nathalie Gonçalves

  AUTOR  
 
Nathalie Gonçalves
Filha de pedagoga, sempre gostei de ler, escrever, ouvir música, sociedade... Como qualquer pessoa da idade. Mas quando me chamam de "qualquer", tenho uma certa reação adversa. Ninguém é "um qualquer". Acredito que, de uma forma ou outra, sempre trilhamos o que somos, costurando nossas ações e reações. Faço parte do todo, mas aos treze anos percebi que o todo me via só como mais uma, e que um simples discurso de aspirante à escritora não era suficiente. Então me entreguei ao desejo árduo de ser alguém completo... Mas ninguém é completo. Das mais variadas alternativas, descabelei-me, fiz de um todo para ser diferente. E como uma canceriana digna do frio julino, consegui ser diferente de uma boa parte do todo... Mas essa parte do todo sempre está em mim, tatuada, mostrando-se que esquecer as raízes é um crime incontestável. E aqui estou eu, quinze anos na cara, fones nos ouvidos, jazz por trás dos tímpanos e uma vontade enorme de tomar um café olhando uma bela paisagem no inverno enquanto alguém sorri para mim.