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EMOÇÂO

Foi um dia de intensa emoção. Estava triste, sem saber o que fazer. Alguém aconselhou. “Quebra o bloqueio. Põe tudo que sente pra fora”. Depois do conselho, pensou. “Talvez escrevendo eu consiga. É isso. Ponho no papel. Assim não amolo ninguém”. Agora, sentada frente à máquina, não sabe como dar início. Como pôr pra fora o que sente? Não sabia... Passou a vida toda segurando suas emoções, só extravasadas em lágrimas, a única coisa que não sabia guardar. Uma simples vontade depois de um conselho. Conseguiria fazê-las saírem? Na verdade, não era uma simples vontade. Era uma profunda vontade. Pensou que talvez fosse mais feliz, mais liberta, se conseguisse algum dia, de alguma forma, “botar pra fora”, nem que fosse um pouquinho só, toda aquela emoção... (leia mais)

Isis Berlinck Renault




Sexo e Dança de Salão

Quando “fui iniciada” nas artes da dança de salão, no início da década de 1990, percebi algo nebuloso e fortemente relacionado a sexo na atividade. Desde então venho observando, analisando, pesquisando e estudando a natureza desta relação. Precisei de anos para chegar ao ponto de entendê-la. Por ocasião do meu primeiro contato com a dança de salão, percebi que esta atividade exercia uma influência avassaladora sobre o comportamento sexual das pessoas de qualquer faixa etária. Inicialmente, imaginei que isto se devia ao fato de que a dança de salão é dependente da relação de masculinidade e feminilidade. Esta relação se dá por... (leia mais)

Maristela Zamoner




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   > Nathalie Gonçalves

  AUTOR  
 
Nathalie Gonçalves
Filha de pedagoga, sempre gostei de ler, escrever, ouvir música, sociedade... Como qualquer pessoa da idade. Mas quando me chamam de "qualquer", tenho uma certa reação adversa. Ninguém é "um qualquer". Acredito que, de uma forma ou outra, sempre trilhamos o que somos, costurando nossas ações e reações. Faço parte do todo, mas aos treze anos percebi que o todo me via só como mais uma, e que um simples discurso de aspirante à escritora não era suficiente. Então me entreguei ao desejo árduo de ser alguém completo... Mas ninguém é completo. Das mais variadas alternativas, descabelei-me, fiz de um todo para ser diferente. E como uma canceriana digna do frio julino, consegui ser diferente de uma boa parte do todo... Mas essa parte do todo sempre está em mim, tatuada, mostrando-se que esquecer as raízes é um crime incontestável. E aqui estou eu, quinze anos na cara, fones nos ouvidos, jazz por trás dos tímpanos e uma vontade enorme de tomar um café olhando uma bela paisagem no inverno enquanto alguém sorri para mim.