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Pedagogia do Amor

Vivemos uma época de calamitosa incerteza (Martin Luther King) A humanidade caminha de mãos dadas, rumo ao caos. Os valores se invertem, mergulhados nas valas da hipocrisia. O amor que sempre foi o marco da esperança, da fé, da solidariedade existencial, antes praticada olho no olho, hoje é substituído pela tela de um computador ou vídeo de um televisor, até mesmo pelo marketing do imediatismo. Uma espécie de ditadura da frieza. A família era mais unida. Hoje, vai se destruindo nos tentáculos de atividades objetivas, onde o casal, a cada dia, tem menos contato com os seus filhos. Tentar ser alguém no futuro era, sobretudo, motivo e instrumento de interesse pessoal. Ir à luta, era buscar garantir a possibilidade única de vencer e tornar-se... (leia mais)

Josias Alcântara




Finalmente, a verdade!

Nada me desperta mais a atenção que a expressão de seu rosto. Olhos pequenos, escuros, escondidos atrás de sobrancelhas grisalhas de onde salta um brilho ofuscante. Olhos ligeiros, matreiros, espertos a contrastar com a velhice que o ronda, que o paquera, que joga alhures seu charme traidor. O sorriso dele, não é coisa facilmente identificável. É um ligeiro esgar maroto, quase sarcástico, às vezes para o lado direito, outras para o esquerdo. É algo forte que agride meu cérebro. Algumas vezes cruzo com ele pela Rua das Flores da minha Curitiba encantada. Em outras, estamos lado a lado, lendo a mesma notícia no jornal pregado na banca. No frio, sempre usa um surrado capote desbotado. No calor, o mesmo paletó xadrez de mangas puídas. Claudicante, corpo encurvado,... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Osmar Sampaio de Almeida Santos

  AUTOR  
 
Osmar Sampaio de Almeida Santos
Sam Payo Nasceu em São Paulo no começo da Segunda Guerra Mundial, mas não foi responsável por ela. Estudou em escolas públicas toda sua vida. Em 1961 emigrou para o rio Grande do Sul onde se naturalizou gaúcho. Estudou Sociologia, Política, Geologia, Filosofia, Artes Dramáticas e finalmente Medicina. Não completou nenhum desses cursos no Brasil.Em 1964 aproveitou-se dos pacotes turísticas oferecidos pela ditadura militar aos ativistas da UNE, e começou uma grande jornada ao redor do mundo como exilado, asilado, coitado e mal pago. Graças a uma bolsa de estudo ironicamente paga, em última instância, pelo Brasilacabou se formando médico no exterior. Depois de 38 anos de Europa, regressou ao Brasil.Sam Payo é pseudônimo literário do autor que publicou, no Brasil, vários livros de divulgação médico-científica sobre o Trabalho Humano, História, Economia, Política Militar, além de dicionários lingüísticos publicados nos Estados Unidos.  Em virtude dos preços exorbitantes dos livros, da nova política de educação da ditadura e sua censura ferrenha,  Sam Payo, em seu retorno ao Brasil, encontrou  um deserto literário, com poucos e honrosos oásis. Resolveu, então, se dedicar à ficção literária, mas não foi bem aceito pelas editoras filhas da desolação cultural deixada pela ditadura. Seus contos não foram aceitos de imediato, pois tinham começo, meio e fim, e durante os anos ditatoriais só se escrevia sobre temas abstratos e por linhas tortas. O realismo tinha saído da literatura brasileira. Finalmente, Sam Payo foi premiado num concurso de contos da FundArt de Ubatuba, o que o estimulou a experimentar a área de contos estilo europeu e não no estilo de “conto” brasileiro classificado em outros países mais como “crônicas” ou piadas. De certo modo, o estilo dos contos desse livro se classificam mais como “noveletas ou romancezinhos curtos, análogos aos curta metragens do cinema. . Em vez de relatar suas experiências no exterior com as famigeradas “memórias do exílio”, o autor preferiu retratar países estrangeiros através de histórias caricaturas de outras culturas. No terreno literário, ele tem ainda um romance aguardando publicação e outros em preparo.  Sam Payo vive hoje numa cidade tranqüila, de águas quentes, onde, finalmente, encontrou a paz para escrever o que se lhe dá na cabeça.