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O que e como fazer para escrever bem

Uma das maiores preocupações que permeiam o âmbito escolar tem sido a produção de texto, em especial o dissertativo, por apresentar dificuldades no seu processo de elaboração e produção. Por ser um texto que procede de reflexões sobre determinado assunto, em que a opinião do locutor deve ser explicitada e, principalmente, acatada pelo interlocutor, exige-se maior rigor e complexidade nos mecanismos de produção. Quer dizer, ao comentar sobre determinado assunto tem-se a pretensão de atingir o outro, seja por convencimento ou por persuasão. Assim, torna-se fundamental se servir de uma linguagem elaborada, haja vista que para se obter adesão do interlocutor, o discurso deva... (leia mais)

Andreia Frederico Coutinho




CLAUDINE

Ela se destaca nos meus olhos. Saltita alegrias. Nos rodopios, o vestido de rendas e babados restaura harmonias antigas. A minúscula mãozinha agarra o pai carrancudo. Puxa-o na avidez de conhecer os detalhes do mundo. Aos gritinhos, arrasta-o, estimulando-o a ver. Ver e opinar. Dizer como é lindo, como é feio, engraçado, estranho, tudo que se oferece descompromissado aos seus olhinhos curiosos. Observo e meu coração dói. Vontade de agarrar esse pai pelo colarinho. Sacudi-lo com violência pedagógica. Acordá-lo dos seus trinta, quarenta anos. Forçá-lo a sentir a felicidade que flui gratuita por seu braço indiferente. Gritar para que olhe, uma vez ao menos, para baixo. Fazê-lo ver que a vida berra na alegria voluntária da filha, pesquisadora do mundo. Contenho-me e ele... (leia mais)

Airo Zamoner




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   > Osmar Sampaio de Almeida Santos

  AUTOR  
 
Osmar Sampaio de Almeida Santos
Sam Payo Nasceu em São Paulo no começo da Segunda Guerra Mundial, mas não foi responsável por ela. Estudou em escolas públicas toda sua vida. Em 1961 emigrou para o rio Grande do Sul onde se naturalizou gaúcho. Estudou Sociologia, Política, Geologia, Filosofia, Artes Dramáticas e finalmente Medicina. Não completou nenhum desses cursos no Brasil.Em 1964 aproveitou-se dos pacotes turísticas oferecidos pela ditadura militar aos ativistas da UNE, e começou uma grande jornada ao redor do mundo como exilado, asilado, coitado e mal pago. Graças a uma bolsa de estudo ironicamente paga, em última instância, pelo Brasilacabou se formando médico no exterior. Depois de 38 anos de Europa, regressou ao Brasil.Sam Payo é pseudônimo literário do autor que publicou, no Brasil, vários livros de divulgação médico-científica sobre o Trabalho Humano, História, Economia, Política Militar, além de dicionários lingüísticos publicados nos Estados Unidos.  Em virtude dos preços exorbitantes dos livros, da nova política de educação da ditadura e sua censura ferrenha,  Sam Payo, em seu retorno ao Brasil, encontrou  um deserto literário, com poucos e honrosos oásis. Resolveu, então, se dedicar à ficção literária, mas não foi bem aceito pelas editoras filhas da desolação cultural deixada pela ditadura. Seus contos não foram aceitos de imediato, pois tinham começo, meio e fim, e durante os anos ditatoriais só se escrevia sobre temas abstratos e por linhas tortas. O realismo tinha saído da literatura brasileira. Finalmente, Sam Payo foi premiado num concurso de contos da FundArt de Ubatuba, o que o estimulou a experimentar a área de contos estilo europeu e não no estilo de “conto” brasileiro classificado em outros países mais como “crônicas” ou piadas. De certo modo, o estilo dos contos desse livro se classificam mais como “noveletas ou romancezinhos curtos, análogos aos curta metragens do cinema. . Em vez de relatar suas experiências no exterior com as famigeradas “memórias do exílio”, o autor preferiu retratar países estrangeiros através de histórias caricaturas de outras culturas. No terreno literário, ele tem ainda um romance aguardando publicação e outros em preparo.  Sam Payo vive hoje numa cidade tranqüila, de águas quentes, onde, finalmente, encontrou a paz para escrever o que se lhe dá na cabeça.