Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto

MINHA PRIMEIRA COMUNHÃO

Tinha quase nove anos. Fui criada na religião católica. Meus pais eram muito religiosos. Quando se aproximava o Natal, eles promoviam lá em casa uma novena. Além da família, os vizinhos também participavam. Após a novena, eu me sentava ao piano e tocava várias músicas sacras, inclusive a Ave Maria de Schubert. Todos me aplaudiam, dizendo que eu executava com técnica e sentimento as partituras. Quando completei meus nove anos, minha mãe me informou que a Diretora da minha escola, Da. Neide Arruda Leal, desejava que seus alunos da terceira série fizessem a preparação para a primeira Comunhão com as catequistas da Igreja... (leia mais)

IVETE FLORES CATTA PRETA RAMOS




O MERGULHO

Aquele brusco tremor o impulsionou violentamente para trás. Já sentira isso há muito tempo, quando inadvertidamente, colocara o dedo no bocal de uma lâmpada. Experiência assustadora! Alguma coisa entrara subitamente em seu corpo. Ao mesmo tempo em que, num ato reflexo, puxara a mão de volta, sentira uma contraditória atração. Queria levar outro choque! Quantas vezes, ao ver um bocal sem lâmpada, sentira novamente aquela estranha tentação. Sempre resistiu bravamente. Agora, contudo, num misto de sofrimento e prazer, toda aquela sensação se repetia e nada tinha a ver com o choque elétrico! Letras. Palavras. Livros. Depois que dominara as letras, passara a admirar as palavras. Ficava horas, olhando e pensando nelas. Letras sem sentido adquiriam uma espécie de vida... (leia mais)

Airo Zamoner




Default



   > Osmar Sampaio de Almeida Santos

  AUTOR  
 
Osmar Sampaio de Almeida Santos
Sam Payo Nasceu em São Paulo no começo da Segunda Guerra Mundial, mas não foi responsável por ela. Estudou em escolas públicas toda sua vida. Em 1961 emigrou para o rio Grande do Sul onde se naturalizou gaúcho. Estudou Sociologia, Política, Geologia, Filosofia, Artes Dramáticas e finalmente Medicina. Não completou nenhum desses cursos no Brasil.Em 1964 aproveitou-se dos pacotes turísticas oferecidos pela ditadura militar aos ativistas da UNE, e começou uma grande jornada ao redor do mundo como exilado, asilado, coitado e mal pago. Graças a uma bolsa de estudo ironicamente paga, em última instância, pelo Brasilacabou se formando médico no exterior. Depois de 38 anos de Europa, regressou ao Brasil.Sam Payo é pseudônimo literário do autor que publicou, no Brasil, vários livros de divulgação médico-científica sobre o Trabalho Humano, História, Economia, Política Militar, além de dicionários lingüísticos publicados nos Estados Unidos.  Em virtude dos preços exorbitantes dos livros, da nova política de educação da ditadura e sua censura ferrenha,  Sam Payo, em seu retorno ao Brasil, encontrou  um deserto literário, com poucos e honrosos oásis. Resolveu, então, se dedicar à ficção literária, mas não foi bem aceito pelas editoras filhas da desolação cultural deixada pela ditadura. Seus contos não foram aceitos de imediato, pois tinham começo, meio e fim, e durante os anos ditatoriais só se escrevia sobre temas abstratos e por linhas tortas. O realismo tinha saído da literatura brasileira. Finalmente, Sam Payo foi premiado num concurso de contos da FundArt de Ubatuba, o que o estimulou a experimentar a área de contos estilo europeu e não no estilo de “conto” brasileiro classificado em outros países mais como “crônicas” ou piadas. De certo modo, o estilo dos contos desse livro se classificam mais como “noveletas ou romancezinhos curtos, análogos aos curta metragens do cinema. . Em vez de relatar suas experiências no exterior com as famigeradas “memórias do exílio”, o autor preferiu retratar países estrangeiros através de histórias caricaturas de outras culturas. No terreno literário, ele tem ainda um romance aguardando publicação e outros em preparo.  Sam Payo vive hoje numa cidade tranqüila, de águas quentes, onde, finalmente, encontrou a paz para escrever o que se lhe dá na cabeça.