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   > Saudade!



Heloisa Pereira de Paula dos Reis
      CRôNICAS

Saudade!

                                    Saudade

 Quando alguém se vai, ela fica em seu lugar e como se torna uma presença constante em nossa vida, nós a imaginamos uma companheira ad eternum.
O coração chora baixinho, não temos mais o controle das lágrimas, a cabeça pende para o lado como a mostrar a dor que de nós se apossa. Passamos então a viver pensando, querendo, sofrendo e nada...  Pois tudo fica por conta de nossa imaginação.
É a saudade, que é o vazio de alguém que atravessou nosso caminho em algum tempo, em algum lugar e se foi sem olhar para trás. É um misto de tristeza, de falta e de não aceitação. Talvez seja um
“dó de mim”, que ficou impregnado na alma e que trás a sensação de estar sem rumo, sem arrimo, ao léu, de não saber o que fazer “de minha vida sem você.” Mas esse dó aos poucos vai se dispersando, diluindo no tempo.  Saudade é um sentimento de difícil interpretação. É a reminiscência que aos poucos vai se dissipando, esvaindo-se...
Saudade tem começo, meio e fim. É um quase morrer. Mas o tempo, o tempo se encarrega de separá-la de nós, de torná-la distante o suficiente para que não doa. Ele nos acolhe, nos protege, aconchega e acarinha, enquanto ela se distancia e se perde no passado, deixando para sempre de ser o presente em nossa vida. Ela se vai e nós ficamos... Sem a presença que queríamos nossa e a imagem que não mais sabemos para onde foi.
A saudade dura o tempo certo que precisamos para aquietar o coração, secar as lágrimas e viver novamente, como se nada tivesse acontecido. Ela se torna uma história a ser contada de um tempo vivido. Passa a ser uma página virada, pois se assim não fosse, passaríamos a viver melancolicamente, nostalgicamente, tendo a vida ceifada num momento de partida.
Ou não?

Heloisa - 2010




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