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   > CARACTERIZANDO O COMÉRCIO ELETRÔNICO BRASILEIRO



ROBERTO RODNEY FERREIRA JUNIOR
      ARTIGOS

CARACTERIZANDO O COMÉRCIO ELETRÔNICO BRASILEIRO

 
  1. INTRODUÇÃO
 
Considerando que o presente artigo, estará abordando o comércio eletrônico no Brasil é conveniente assinalar, que nas últimas décadas, para o Brasil e para o mundo foi de efervescência efetiva, principalmente a partir da década de 1990, para todo o segmento organizacional, especialmente o comercial e financeiro.
Também é de se ressaltar que essa efervescência não se deu do nada, mas, em virtude da evolução, da explosão tecnológica, da Internet, da globalização e outros, que permitiram cidades, estados e países transcendessem seus limites territoriais, quebrando barreiras tempo-espacial, integrando-se em uma verdadeira aldeia global, marcando uma nova fase do processo de globalização da economia.
Nesse novo cenário, emergiu-se em todas as direções uma grande inovação, que transformou o planeta em um amplo e novo mundo econômico, inserindo-se aí o comércio eletrônico que possibilitou realizações de operações comerciais jamais imaginadas e sem o estabelecimento temporal e geográfico definitivo. O que fez e vem fazendo, que a cada dia ganhe mais adeptos e mais volume de negociações.
No Brasil essa acentuada revolução não foi diferente, o que parece ter representado significativa implementação no cenário econômico do país, mas que também foi determinante, para a incrementação da criatividade em todos os sentidos em vista do que passou a ser um grande filão de oportunidades.
No comércio eletrônico, desde sua inauguração, números vultosos de cifras passaram a ser intercambiados, por via das transações comerciais internas e externas. Não deixando de considerar, que alguns dos motivos tidos como os maiores influenciadores, tenham sido a comodidade, a conveniência e a tranqüilidade de se realizar transações econômico-financeiras, sem o empecilho temporal geográfico.
Na perspectiva dessa evolução que contaminou o mundo, foi que se criou no pesquisador um grande interesse associado ao anseio e, porque não dizer curiosidade em se aprofundar no assunto, propiciando estabelecer uma delimitação de estudo, manifestada pela elaboração de uma problematização que foi o de entender em relação aos aspectos econômicos, financeiro, político e social “Atualmente, como tem se caracteriza o comércio eletrônico no cenário brasileiro?”.
Essa questão, certamente possibilitou estabelecer como ponto norteador da pesquisa o objetivo geral que foi o de “caracterizar o comércio eletrônico no cenário brasileiro, na atualidade”.
 
  1. METODOLOGIA
 
Uma vez que o presente trabalho buscou atender o que requisitou o objetivo, optou-se pelo desenvolvimento de uma pesquisa caracterizada pela tipologia bibliográfica de natureza dedutiva. Não por inferir menor valor ou maior facilidade a essa técnica de pesquisa, mas pela não necessidade de se tratar o assunto de forma experimental ou exploratório, ainda. Mas, podendo ser este o próximo passo a ser desenvolvido.
Em virtude disso, a pesquisa bibliográfica, tornou-se assim caracterizada, por ser um estudo sistematizado desenvolvido a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos, materiais impressos, geralmente encontrados nas bibliotecas, redes eletrônicas, acessíveis ao público em geral, podendo vir a preceder outros tipos de pesquisas ou esgotar-se em si mesma. (DUARTE & FURTADO, 2002).
Não obstante, vale ressaltar, também, que a pesquisa bibliográfica expressada no contexto aqui apresentado, não deixou de ser um trabalho exaustivo, exigindo consultas sobre todo o assunto e, não deixando de ter o tino científico.
Diversos livros, artigos e materiais eletrônicos, como citados, foram colecionados e fichados, sendo agrupados metodicamente, com vistas a atingir o objetivo da pesquisa, não deixando de ressaltar que esse material, além de apresentar os pontos e focos, considerados como de maior relevância, também se propiciaram críticas.
De todo, o trabalho se constituiu materialmente, da coordenação de diversos fichamentos, consistindo em uma ordenação de elementos e uma construção arquitetada, com vistas a responder a objetivação proposta, como já foi anunciado anteriormente.
 
 
 
  1. O MERCADO NA VISÃO GLOBALIZADA
 
Tem-se visto na grande maioria da literatura e, por conseguinte, na grande maioria das respectivas introduções, que os textos se iniciam por fazer alusão à crescente e progressiva evolução de mundo, de sociedade, de tecnologia, dentre outros. Isso também pode - se ser notado, como prova paralela, na introdução deste próprio artigo. Entretanto essa argumentação tem sua lógica, por ser um efeito exclusivamente da verdade.
A maioria das coisas, dos atos e dos fatos, já não são mais vistos como a algum tempo atrás. Assim também ocorre como termo “mercado”, que em virtude da visão ontológica dos acontecimentos, já não é mais visto o mercado, dentro do antigo conceito que trazia a imagem de um local físico, de pessoas comprando e vendendo coisas, das feiras livres etc.
Em função dessa mesma evolução aludida, o mercado foi também evoluindo, não só na sua forma real, mas também conceitual, principalmente pela associação do marketing e da tecnologia.
Da feira ao ar livre, o mercado foi para debaixo de grandes áreas cobertas, depois passou a ser sinônimo de ruas ou quarteirões cheios de lojas e por fim, dentro deste mesmo conceito, evoluiu para Shopping Centers (WYLLIE, 2006).
Ainda nessa perspectiva evolutiva, o conceito de mercado continuou a se adaptar e ser adaptado às necessidades e às realidades surgidas.
O mercado passou, então a ser interpretado como sendo o grupo de compradores reais e potenciais de um produto, podendo ser identificado de duas formas estruturais: o físico (marketplace) e o virtual. Na mesma consideração, pode -se destacar também diversos tipos de mercado como o financeiro, o de trabalho, o da filantropia, entre outros (TAVARES, 2006). Contudo, dentre todos os tipos, em função do que se objetivou por ser desenvolvido na pesquisa geradora desse artigo, optou-se por focalizar o mercado no âmbito virtual, especificamente direcionado ao mercado eletrônico, ao mercado cibernético.
Todavia, é importante antecipar em não fazer confundir o entendimento do mercado cibernético aqui aforado, com o entendimento do “ciberespaço”. Até porque, o ciberespaço, termo criado por William Gibson em 1984, também já confundido pelo senso comum com a Internet ou como “dimensão” virtual cuja natureza é não-territorial, como “pós-orgânico”, etc. e, que Lorenzetti (2004, p. 31) esclarece como sendo “um espaço do anonimato, um não-lugar pela despersonalização que representa, no qual o indivíduo ingressa sem sua história individual e característica interesse, e no qual prolifera o simulacro de identidade, um “não-lugarglobal.”
Na verdade o mercado aqui abordado trata - se de um mercado que, ao que parece, saiu da modalidade linear que caracterizada cada tipo, para adentrar em uma condição verticalizada, em um setor de franco crescimento e, que, aliado à Internet, tornou-se uma ferramenta poderosa (SILVA et al, 2001) e, que deu ao comércio eletrônico uma nova dimensão e às economias nacionais e internacionais, um filão de desenvolvimento.
 
  1. O BRASIL X A GRANDEZA DO COMÉRCIO ELETRÔNICO
 
O assunto comércio eletrônico, desde sua inauguração, tornou-se grande maioria do planeta, principalmente para os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, um assunto relevante, diante do que proporcionou e vem proporcionando em termos de crescimento econômico-financeiro.
No Brasil, desde a década de 1990, o assunto passou a ter ênfase em virtude das possibilidades de crescimento. Nos últimos anos, já é realidade a significância que o setor alcançou.
Reportando-se ao ano de 2005, em que se noticiou que:
 
“O comércio virtual no Brasil deve crescer pelo menos 30% este ano em relação a 2004, movimentando mais de R$ 9 bilhões. A estimativa tem origem em estudos feitos por duas consultorias especializadas. Segundo a e -consulting, o aumento das vendas on-line deve subir exatos 30%, enquanto a Lafis Consultoria aposta em uma alta de 40%. Os dados levam em conta os gastos com automóveis, viagens e bens de consumo”.
 
                                (O ESTADÃO, 2005).
 
 
A notícia por si só, deixa subentender que o comércio virtual no ano de 2004, em virtude da previsão para 2005, teria chegado aos R$ 6.3 bilhões de reais, o que afirma um volume considerável de transações e, de respectivo crescimento.
Certamente que os números positivos apontados foram animadores, tanto para o comércio, como para outros segmentos da economia que passaram a ver oportunidades na notícia.
Pesquisa feita pelo site e-Bit no primeiro trimestre de 2004 mostrou que os campeões de vendas on-line seriam os CDs e discos de DVDs, escolhidos em 26% das transações. Em seguida vieram os livros e revistas (24%), artigos de saúde e beleza (7,2%), itens de informática (6%) e aparelhos de telefone e celulares (3,3%), entre outros (O ESTADÃO, 2005).
Todavia, uma ocorrência no Brasil, que além de ter sido percebido por toda a sociedade, mas também exaustivamente afirmada pela mídia e, que não poderia ser deixado à margem das considerações, é, que, entre as razões apontadas para o crescimento do comércio virtual no Brasil estaria também a ampliação das conexões de banda larga, combinada com uma paralela queda dos preços dos computadores, que aumentava o número de potenciais clientes.
Por outro lado, vale ressaltar, que, ainda assim, o número de compradores ainda foi baixo dentro do universo de internautas. Pois, levantamento do Instituto Ipsos-Opinion divulgou que apenas 20% das pessoas que acessaram a rede compraram alguma coisa (na rede) no período de 2005. A maioria dos que resiste a usar lojas virtuais preocupa-se com a segurança (36,2%). Há também outros fatores: 27,04% preferem ver o produto no ponto-de-venda; 12,84% não confiam no item que vão receber; e 9,6% têm medo de fornecer dados pessoais. (O ESTADÃO, 2005).
Voltando à atualidade, a visão de crescimento é majestosa. Pois, os três anos de recuperação da economia brasileira, que trouxe aumento no nível de emprego, controle da inflação e melhoria na renda do brasileiro, parece ter rendido bons frutos também para o comércio eletrônico nacional.
Segundo números da e-bit, empresa de pesquisa e marketing on-line, o fechamento do primeiro semestre/2006 do setor apontou crescimento nominal no faturamento, de 79% quando comparado ao mesmo período de 2005. Os seis primeiros meses de 2006 representaram vendas de cerca de um bilhão 750 milhões de reais, contra 974 milhões de reais de janeiro a junho de 2005 (CAVALCANTE, 2006).
Percebe-se daí, que o primeiro semestre de 2006, foi bem mais significativo que o mesmo período de 2005. E, quando em 2005, o aumento de internautas e o número de aquisições de computadores aumentaram, não conseguiu ampliar tanto o volume de compradores, por falta de confiança, medo e outros, o primeiro semestre de 2006, pareceu ter sentido o impacto do aumento de compras on-line, certamente, por um possível aumento da confiabilidade. 
Pois, segundo consta, os principais fatores que influenciaram a alta, está ligado ao aumento do número de e-consumidores (pessoas que fazem compras pela Internet), uma maior freqüência de compra daqueles que já eram assíduos do comércio eletrônico e a entrada de grandes empresas que passaram a apostar no canal para comercializar seus produtos e serviços (CAVALCANTE, 2006).
Todavia, é de se registrar que, segundo Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, o investimento de empresas como FNAC (que já vendia on-line, mas não investia pesado no canal) associado à entrada das lojas Pernambucanas, que estreou seu site de vendas em junho/2006, por exemplo, servem para melhorar a confiança dos clientes na Internet e aumentar a penetração das lojas virtuais.
 
  1. A CONSOLIDAÇÃO DA INTERNET NO BRASIL
 
Durante a trajetória histórica da comunicação à distância, teve-se presenças relevantes para cada época, embora hoje, algum desses instrumentos sejam obsoletos, como é o caso do telégrafo. A busca pelo aperfeiçoamento do telégrafo levou à invenção do telefone, cuja patente foi registrada por Grahan Bell em 1876. Em menos de quatro anos, 30 mil aparelhos já tinham sido instalados nos EUA (PINTO, 2005).
A tentativa de transmitir impulsos elétricos sem a necessidade de fios criou as condições para Gugliemo Marconi lançar, em abril de 1895, o “Telégrafo Wireless”, patenteado no ano seguinte. A partir daí, começa a era “Televisão, Cinema e Diversão” e, por conseqüência, “a economia do entretenimento e a sociedade do espetáculo”, preparando o mundo para o processo de digitalização (COUTINHO, apud FERREIRA, 2004). Com a criação do computador eletrônico em 1946 e do chip em 1947, abriu-se o caminho para a sociedade em rede tal como hoje é assistida (SILVA JUNIOR, 2000).
No fim dos anos 60, começa a abertura da rede à comunidade acadêmica norte-americana. Esse processo resultou, em 1983, na destinação da então nomeada Arpanet para fins científicos e na criação da Milnet, para fins militares. Mais tarde, sendo desenvolvido principalmente na Califórnia, a rebatiza Arpa-Internet foi beneficiada pelo Unix, sistema operacional que possibilitava o acesso computador a computador, e pelo protocolo TCP/IP, que permitia a comunicação entre redes diferentes. “Assim. [a] ‘Internet’ foi definitivamente inaugurada e a exploração de seus próprios potenciais estava só começando”, anuncia Ferreira (2004).
  Daí caber, nessa altura, esclarecer a definição de Internet: 
“Do ponto de vista técnico, a Internet é a rede mundial que comporta uma série de protocolos que possibilitam de uma forma geral a comunicação de dados. Na verdade, a Internet se constitui numa rede de redes, que se configura, a partir de meados dos anos 90, como o principal ambiente global da CMC [Comunicação Mediada por Computadores].”
                                                                        (SILVA JUNIOR, 2000). 
 
Silva Junior (2000) relata que a internet se implantou no Brasil graças a esforços governamentais. Em 1988, por iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, três conexões com os EUA foram estabelecidas a partir da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do Laboratório Nacional de Computação Científica e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).       No começo da década de 80, esses mesmos órgãos já tinham obtido conexão com os EUA. “Pode-se considerar assim, que o Brasil ‘entra’ na rede mundial dessa forma”, afirma o autor.
Também com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi criada em 1989 a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), cuja implantação ocorreu em 1990. O objetivo era criar uma rede acadêmica no país.
Foi decisiva para a consolidação da Internet no Brasil, ainda segundo Silva Junior, uma iniciativa do Ibase (Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômica), durante a ECO - 92. Nessa ocasião, pela primeira vez, a ONU firmou parceria com uma ONG e uma rede acadêmica (a RNP) para disponibilizar serviços de comunicações internacionais de uma conferência oficial das Nações Unidas (PINTO, 2005).
Um pouco antes, em 1990, o primeiro provedor brasileiro de acesso à rede, a Alternex, contava com 190 usuários. Em 1994, a Embratel, ainda estatal, iniciou, de forma experimental, o seu serviço de acesso à internet. A abertura à fase comercial ocorreu em 1995. No fim do ano seguinte, já existiam no país mais de 200 provedores comerciais e cerca de 200 mil usuários. Em 1999, levantamento do Ibope mostrava que 3,3 milhões de brasileiros eram usuários da rede. Em dezembro de 2004, de acordo com reportagem da “Agência Estado” (2005), baseada em dados do Ibope, 10,9 milhões de pessoas navegaram pela Internet no Brasil (PINTO, 2005).
Considerando-se a Internet e, também o Comércio eletrônico, deve-se ressaltar que esse último no Brasil, embora já bastante evoluído ainda seja incipiente. É, portanto, um setor ainda em formação, mas com um cenário de perspectiva bastante promissor, conforme se pode denotar, pelo que a tabela 01, apresenta como previsão de crescimento.
 
Tabela 01: Cenários de Crescimento para a Internet no Brasil
(em milhões) Pessimista 
Crescimento Anual 12%
Intermediário       
 Crescimento Anual 16%
Otimista
 Crescimento Anual 20%
  Total   %   %   %
Ano População Internautas Pop Internautas Pop Internautas Pop
2001 172,3 12.0 6,9% 12.0 6,9% 12.0 7,0%
2011 199,9 37.2 18,7% 52.9 26,5% 74.3 37,2%
Fonte: FELIPINI (2006).
 
 
 Como se observa pela tabela, o cenário aponta para um número de 52 milhões de pessoas conectadas a Web para 2011. O que embora pareça uma enorme quantidade de pessoas vai representar pouco mais de um quarto da população brasileira na ocasião, muito abaixo do porcentual de pessoas que tem acesso à televisão e ao telefone já nos dias de hoje.  Vale dizer que o Yankee Group, Instituto de Pesquisa Americano, em um estudo chamado "A Second Wave: The Brazilian Internet User Forecast" projeta para o Brasil o número de 42,3 milhões de usuários de Internet, já em 2006, inicio da segunda metade do decênio em questão (FELIPINI, 2006).
 
6. OS ACORDOS COMERCIAIS
 
O Brasil tem direcionado esforços políticos para a integração econômica no Cone Sul da América do Sul. O MERCOSUL é um tratado que estabeleceram um mercado comum entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, promovendo a livre movimentação de bens, serviços e fatores de produção entre esses países.
No sentido de assegurar e proteger o comércio brasileiro em relação ao exterior, dois impostos são instituídos no sentido de regular as transações, são eles o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com são considerados, para os acordos comerciais.
O acordo é concebido com o objetivo de eliminarem impostos de importação e barreiras não-tarifárias (BNT), estabelecer uma tarifa externa comum e a adotar políticas comerciais comuns. O acordo busca, também, uma coordenação nas posições dos membros em fóruns econômicos e comerciais, regionais e globais, e nas políticas macroeconômicas e industriais na área de comércio exterior. O MERCOSUL também pretende assegurar a competição justa entre as partes e, como compromisso entre os membros, harmonizar suas legislações em áreas relevantes (BRASIL/MF, 2006).
No que concerne aos impostos alfandegários e taxas, registra-se que, além do Imposto de Importação, as importações estão sujeitas à diversos outros impostos e taxas no Brasil, que são geralmente pagos durante o processo de desembaraço alfandegário. Dois impostos são responsáveis pela maior parte dos custos adicionados na importação. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), um imposto federal que varia de zero até quinze por cento para o caso dos componentes eletrônicos, e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um imposto sobre valor adicionado dos governos estaduais, aplicável tanto nas importações quanto em produtos domésticos.
A alíquota de ICMS varia conforme o Estado; no Estado de São Paulo, por exemplo, a taxa é de dezoito por cento. Estes dois impostos sobre vendas são calculados em uma base cumulativa, assim como os impostos sobre valor adicionado na Europa (as taxas de IPI e ICMS sobre os produtos que passam por diversas etapas de processamento podem ser ajustadas para compensar as taxas desses impostos em cada estágio). As exportações brasileiras são isentas desses impostos (BRASIL/MF, 2006).
Entretanto, como instrumentos reguladores do Comércio Eletrônico no Brasil, criaram-se uma legislação, própria a partir da criação do Comitê Executivo de Comércio Eletrônico.
O Comitê foi instalado pelo Ministro Furlan o Comitê Executivo de Comércio Eletrônico, em solenidade realizada na CNI/Brasília. A idéia se consagrou pela importância do tema, e quanto à urgência do Brasil em promover o desenvolvimento e a disseminação do comércio eletrônico, tendo orientado o Comitê a trabalhar em quatro prioridades: marco legal, inclusão digital, exportações, e Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (BRASIL/MDIC, 2006).
O Comitê Executivo de Comércio Eletrônico foi criado pela Portaria Interministerial 42/2000 pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Ciência e Tecnologia e do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Fazem parte do Comitê os Ministérios da Fazenda, das Relações Exteriores, e das Comunicações, além da ANATEL.
Representam o setor privado às confederações da Indústria (CNI), do Comércio (CNC) e dos Transportes (CNT), a Federação de Bancos (FEBRABAN), e as Associações de Software (ABES e ASSESPRO) e de provedores (ABRANET). O Comitê conta ainda com um representante da comunidade científica (UFRJ).
Integram, ainda, o Comitê as confederações da Agricultura (CNA), dos dirigentes lojistas (CNDL), dos exportadores (AEB) e a sociedade BRISA (BRASIL/MDIC, 2006).
O Comitê é, essencialmente, uma interface entre os setores públicos e privado e visa melhor compreender e acelerar o desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil.
O Comitê é formado por seis subcomitês temáticos aos quais, sob a liderança do setor privado, cabe formular e trazer à discussão as contribuições das entidades representadas para discussão no Comitê. Dessas discussões resultam projetos e recomendações que, levadas aos órgãos competentes, resultam em aperfeiçoamento de normas e da legislação, na adoção de padrões técnicos, etc., além de manifestar-se sobre as proposições do público em geral (BRASIL/MDIC, 2006).
Os interesses do Comitê podem ser compreendidos, mas não se esgotam, na Tabela 02:
 
 
 
 
Tabela 02: Lista do Comitê Executivo de Comércio Eletrônico
Legislação sobre, ou que afeta, o comércio eletrônico Proteção ao consumidor Taxação
Patentes, inclusive patentes de métodos de negócios Meios de pagamentos Criptografia
Normas técnicas, inclusive formatos padronizados Código de ética em comércio eletrônico Logística e distribuição
Estatísticas do comércio eletrônico Software e tecnologias para o comércio eletrônico Inserção da pequena e média empresa
Disseminação e capacitação para o  comércio eletrônico Articulação com demais programas de governo Acordos internacionais (ALCA, MERCOSUL, OMC, Ompi, etc.)
Capacitação para fornecedores do setor público Formação de comunidades,  "marketplaces" e empreendimentos populares solidários Exportação via comércio eletrônico
Comércio eletrônico no agro negócio Aplicações sociais do comércio eletrônico Projetos piloto em comércio eletrônico
 
Fonte: Secretaria de Tecnologia Industrial (2006).
 
  1. CARACTERÍSTICAS DO COMÉRCIO ELETRÔNICO
 
Os fatores que mais parecem intensificar e motivar as transações virtuais, por via do comércio eletrônico parece ser as facilidades disponibilizadas via Internet, para a efetivação da atividade. De um lado oferece comodidade aos compradores, de outro lado a facilidade dos vendedores, inserirem-se no comércio, por intermédio da WEB.
Para essa facilidade, a Locasite (2006), pontua alguns elementos importantes, que como tal, pode ser incrementado por qualquer loja e disponibiliza ao cliente, como pode ser percebido a seguir:
 
Domínio Próprio
Para implantar o sistema de comércio eletrônico não é necessário ter o domínio hospedado na Locasite, o sistema permite a configuração de um subdomínio personalizado ao qual o E-commerce poderá ser carregado através de qualquer navegador na Internet.
 
 
 
Logística de Entregas
Adota-se o correio para cálculo de frete nas categorias Sedex (24 à 72 Horas) e Entrega Convencional (Até 7 dias úteis). O cálculo é automático levando-se em conta o CEP de origem o CEP de destino e o peso do produto.
Controle de Estoque
O estoque é controlado automaticamente à cada pedido, podendo ou não vender o produto com estoque suficiente. Quando o estoque mínimo é atingido um email é enviado ao administrador da loja como alerta.
Cadastro do Cliente
O cliente cadastrado possui seu login e senha de acesso podendo comprar na loja quantas vezes desejar bastando para isso se identificar à cada visita. Na administração estão disponíveis ferramentas para acompanhamento do gerente da loja podendo efetuar todas as mudanças que forem necessárias.
Endereços de Entrega
O cliente pode cadastrar vários endereços de entrega dos produtos e na hora da compra escolher para qual dos endereços deseja entregar os produtos, esta opção é muito útil para enviar presentes quando o faturamento é feito ao cliente e a entrega ao endereço escolhido.
Histórico das Compras
O cliente a qualquer momento pode acompanhar a situação de seus pedidos bastando para isso se identificar e acessar sua conta onde poderá consultar o histórico de todos seus pedidos.
Carrinho de Compras
O carrinho de compras é permanente e permite ao usuário interromper uma compra e voltar depois para continuar de onde parou.
Produtos em Promoção
Os produtos promocionais apresentam na tela o valor real e o valor com desconto. O próprio comprador poderá dar descontos em porcentagens ou entrar com um valor novo para o produto. Poderá também determinar por quanto tempo é válida a promoção e quando vencer o prazo estipulado, o produto sairá automaticamente da seção de promoções de sua loja virtual.
 
 
 
Lançamento de Novos Produtos
O lançamento de um produto pode ser programado para uma data específica e estará sendo apresentado na página principal, na seção de Produtos Brevemente Disponíveis, com a data prevista do lançamento.
Gerenciamento de Banners
Esta opção oferece a oportunidade de negócios na venda de banners promocionais, o gerenciamento é completo oferecendo controle da quantidade de exibições, datas programadas para início e término e com gráfico estatístico dos resultados na administração da loja.
Monitoramento Online
Todo visitante da loja pode ser acompanhado e monitorado em suas atividades informando ao gerente o carrinho de compras e os produtos que o cliente esta adquirindo na loja.
Relatório Webtrends
É completo o sistema de relatórios de acesso ao site e estão disponíveis para acompanhamento estatístico das atividades.
Personalização da Loja
As cores da loja são totalmente personalizáveis podendo o administrador do site a efetuar modificações definitivas ou periódicas no visual da loja.
Mailing List
O usuário cadastrado pode definir se deseja fazer parte do mailing e o administrador tem controle total para envio periódico de newsletters, promoções, novidades e informativos da loja.
Servidor Seguro
Segurança é fundamental nas transações eletrônicas, todas as páginas da loja estão programadas para trabalhar com criptografia de dados usando o certificado de segurança geotrust da Locasite, garantia para seu cliente.
Característica do Produto
Todo produto cadastrado possui sua descrição, imagem e preço. Os detalhes são expostos na tela juntamente com a opção de comprar agora e colocar no carrinho de compras.
 
 
 
Comentário do Produto
Os visitantes da loja podem deixar um comentário á respeito de um produto, classificar como bom ou ruim e compartilhar esta informação com os outros visitantes da loja.
Pesquisa de Produtos
Pesquisa por palavra-chave ou busca avançada. Seu cliente poderá procurar por produtos na loja através do mais avançado sistema de busca já disponibilizado em uma loja virtual. O produto poderá ser procurado por seção, fabricante, modelo e até pela faixa de preços.
Promoções, Novidades e Lançamentos
Ao entrar na loja o cliente visualizará de imediato quais são as promoções, novidades, lançamentos e últimos produtos colocados à venda.
Produtos Mais Comprados
Na hora da compra o cliente será informado dos produtos mais adquiridos pelo sistema como sugestão para que seja adquirido por ele também.
Segundo essas características, denotam - se que as possibilidade de segurança, de planejamento, organização, direção e controle são funções cabíveis, no segmento do comércio eletrônico. Portanto, capaz de ser flexibilizado e orientado cada vez mais ao sucesso.
 
  1. CONCLUSÃO
 
No contexto apresentado, com devida fundamentação, pôde-se perceber que o comércio eletrônico, de maneira geral, é o efeito evolutivo da comunicação à distância, associado ao mercado.
Percebeu-se nessa associação uma trajetória histórica, em que a comunicação à distância, teve início com o telégrafo, passando pelo telefone, telégrafo Wireless, a televisão até chegar ao computador e à Web.
Por outro lado o comércio, antes visto como local de encontro para transações de mercadorias, também passou pela mesma evolução, indo desde o mercado livre até os shoppings centers e associando ao computador e à internet, para se manifestar como um novo segmento comercial, o comércio virtual eletrônico.
Daí por diante, o mercado passou a ser um grupo de compradores reais e potenciais de um produto, podendo ser identificado assim, tanto no âmbito físico quanto no virtual, possibilitando a transição do mercando puramente linear, para um mercado verticalizado e de franco crescimento. 
Diante do contexto, e da efetiva transição para a modernidade eletrônica, pode-se considerar que o objetivo delineado para a pesquisa geradora do presente trabalho, foi atingido, podendo, caracterizar o comércio eletrônico brasileiro muito eficiente e promissor, embora ainda incipiente.
No Brasil, o mercado eletrônico não surgiu de forma diferente, embora com algum retarde. Todavia, sua expansão foi bastante rápida, proporcionando muitas expectativas em relação ao crescimento econômico-financeiro.
O texto destaca em um período mais recente, que o Brasil, por intermédio do seu comércio eletrônico tem faturado cifras bastante elevada, representados por diversos bilhões de reais, e, por conseguinte, com crescimento, muitas vezes, acima do esperado de ano para ano. O que fez com que passasse a ser visto com a devida significância.
Considerando, também, a grande evolução do número de internautas, da regressão dos preços dos computadores, coube assegurar à Internet, como sendo uma rede mundial capaz de comportar uma série de protocolos, possibilitadores de uma comunicação ampla e globalizada, que, mediada por computadores, motivassem tanto aos vendedores de produtos quanto aos compradores, em virtude da segurança, da rapidez e da comodidade. E, que foi implantada no Brasil, em 1988, por iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, com três conexões com os Estados Unidos, consolidando a Internet no Brasil.
Nesse aspecto, puderam-se perceber previsões bastante otimistas em relação ao crescimento da Internet no Brasil, no que concerne aos internautas, que na verdade é o segmento representativo dos compradores no comércio eletrônico, que numa projeção de 10 anos, passaria de um total populacional de 172,3 milhões em 2001, para 199,9 milhões em 2011 e, de um quantitativo de internaudas de 12 milhões em 2001, para 37,2 milhões de internautas em 2011.
Contudo, em um país democrático, caberiam algumas normatizações para proteção do mercado interno, o que gerou alguns acordos comerciais no segmento do comércio eletrônico.
Nesse caso, além dos impostos tradicionais IPI e ICMS, com alíquotas baseadas no tipo de transação e em suas localizações, criaram-se o Comitê Executivo de Comércio Exterior, como interface entre o setor público e privado, objetivando a aceleração do desenvolvimento do comércio eletrônico, com devido conhecimento.
A partir desse comitê os interesses foram diversificados e melhor garantidos os resultados do comércio eletrônico, por via da legislação, dos métodos e da formalização de incrementos de proteção em todos os níveis, principalmente para os consumidores. 
O texto demonstra também que o comércio eletrônico, consolidado com a Internet, teve também consolidação de outros fatores importantes, para incentivar o novo tipo de mercado, tais como, domínio próprio de sistema, ao invés de hospedeiro, possibilidade de uma logística de entrega, de controle do estoque, de cadastramento de clientes, historio das compras, monitoramento on-line, dentre outros.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  1. REFERÊNCIAS

 

TAVARES, Fred. Marketing um Panorama Geral. Disponível em:. Acesso em: 10 de setembro de 2008.

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