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   > ARITANA, O ÍNDIO QUE FOI À LUA



Tânia Gabrielli-Pohlmann
      RESENHAS

ARITANA, O ÍNDIO QUE FOI À LUA

A Editora DCL – Difusão Cultural do Livro – fez chegar-me exemplar de um livro infantil, cuja leitura surpreende pela maturidade, pela graça e pela apresentação impecável. A curiosidade já havia sido despertada por Joyce Cavalccante, diretora da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras, que me havia enviado, no mesmo dia, mail com informes a respeito do lançamento do livro no SESC Pompéia, que aconteceu no dia do índio, com direito a oficina para crianças com Neide Nascimento e histórias de índios, contadas por João Carlos Nascimento... A REBRA divulgando um autor masculino? Só podia ser bom, mesmo!

O contraste anunciado no release que acompanha o exemplar, certamente veio a alimentar ainda mais a vontade de ler “Aritana, o Índio que foi à Lua” , de Ulisses Tavares, com ilustrações fantásticas de Víctor Tavares. Na capa, um indiozinho num foguete. Na contracapa, o convite saboroso: “...conheça algumas palavras do vocabulário tupi...” – quem é que poderia resistir? Nem o jacaré de Macunaíma, nem eu...

Tudo começa assim:

“A menos que você seja um cunumim, vai encontrar nesta história palavras que nunca viu ou ouviu na vida.
Sempre que achar uma delas, consulte o vocabulário tupi espalhado pelas páginas.
É assim que uma boa parte dos índios brasileiros falava e ainda fala.
Entendeu, caraíba?”


Aritana, o índio que foi à lua” é uma “história que aconteceu há muitos anos, quando foguetes ainda eram novidade...”, num “...dia de chuva forte na caá...”.

Por causa dessa chuva, os cunumins resolveram se aquecer “...em volta ... da fogueira acesa dentro da oca”, quando “Kaiti, uma guaibim da tribo, que ensinava uma linda cunhataim a moer mandioca para fazer mbeiú percebeu a ausência de Aritana...

Mas Aritana estava era passeando, “...quando deu de cara com um filhote de siguaçu”. O indiozinho começou a correr atrás do siguaçu, mas siguaçu era mais rápido. E assim foi que, quando a chuva começou a desabar na caá, Aritana viu que estava longe de sua oca e procurou um lugar para se esconder. É aí que a coisa esquenta, pois Aritana encontra uma “coisa enorme e prateada, com a ponta mais alta do que a copa da sumaúma”. E nela se esconde.

O que aquele foguete estava fazendo no meio da caá? Não conto! Só conto que o indiozinho entrou no foguete “bem na hora em que ele estava sendo testado...”
Em que planeta o foguete foi parar e que Aritana foi descrevendo para os cientistas? Também não conto! Conto apenas que as páginas seguintes são cheias de aventuras, lições de amor à natureza e de conscientização quanto à tolerância inter-racial. Um livro com indicação pedagógica a partir do primeiro ciclo do Ensino Fundamental (primeira série), mas que também pode ser de bom conselho aos adultos que andam se esquecendo do que significa respeito...

Ah, sim! O que significam as palavras em tupi? Também não conto, não! Quem quiser saber, que leia o livro e que se delicie!

*

Ulisses Tavares é de São Paulo. Há 35 anos dedica-se inclusive à literatura infanto-juvenil; tem 74 livros publicados. Leciona jornalismo digital, propaganda e marketing, web business e, como publicitário, é o criador das campanhas para o Partido Verde desde sua fundação.


*

Meu maior orgulho é poder, com o meu trabalho, motivar jovens leitores a construir um mundo melhor e mais humano. Porque literatura não é lição de casa, é lição de vida”.

Ulisses Tavares

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Victor Tavares é carioca. Desenhista desde 1989, já ilustrou mais de 130 livros de produções nacionais e internacionais, tendo já recebido oito prêmios em concursos de ilustrações.

*


Foi assim, fazendo o que gosto, que consegui realizar vários sonhos. (...) Ser artista é assim, cada um com sua forma de expressão.

Victor Tavares


*


Obra: Aritana, o índio que foi à lua

Autor: Ulisses Tavares

Ilustração: Victor Tavares

48pp./21x21cm

ISBN: 85-7338-731-9


Contatos com o Autor: uuti@terra.com.br

Contatos com a Editora: dcl@editoriadcl.com.br

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Tânia Gabrielli-Pohlmann é escritora, tradutora paulistana, radicada na Alemanha, onde produz e apresenta dois programas de rádio, dedicados à história, à cultura e à música brasileira: “Brasil com S” e “Revista Viva” (com Clemens Pohlmann)
Contatos: a-casa-dos-taurinos@osnanet.de










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