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   > Células Tronco: A Bioengenharia em Odontologia



Aila Rodrigues Cruvinel
      ARTIGOS

Células Tronco: A Bioengenharia em Odontologia

Estudos se desenvolvem com uma busca de  grande interesse no desenvolvimento de técnicas para a manipulação de células-tronco, no intuito de instituirem-se tratamentos restauradores de tecidos e órgãos. Para que a bioengenharia seja eficaz, faz-se necessária a presença de três fatores: as próprias células-tronco, uma matriz extracelular e fatores de crescimento. Existem inúmeros fatores de crescimento envolvidos no desenvolvimento do órgão dentário. Por isso pesquisadores ainda não foram capazes de formar um órgão completo, embora existam diversos estudos evidenciando a formação de esmalte e dentina a partir de células-tronco isoladas da polpa dentária. Recentemente, também foram isoladas células-tronco da polpa dos dentes decíduos. Sabe-se que estas células são altamente proliferativas, sendo de grande importância para o Cirurgião Dentista o conhecimento do seu comportamento biológico e técnicas de obtenção,
relatos sobre a existência das células tronco na área de Odontologia é um pouco antiga, mas o uso destas células que chamávamos de mesenquimais indiferenciadas é bem recente. Sabíamos que existiam células que tinham a capacidade de regeneração. No entanto, o uso delas em específico para a engenharia tecidual vem sendo desenvolvido com mais intensidade a partir da última década, começando, em especial, a partir dos anos 90. Daí em diante, passamos a dominar a tecnologia da extração e de diferenciação, diminuindo os riscos de alterações que poderiam ser causadas pelo uso delas.
Muitos desses estudos ainda não são realidades clínicas.
Existem muito mais perspectivas que realidades. Apesar de muitas publicações sobre esses experimentos, eles ainda são muito incipientes, então, quando falamos de células-tronco e tecidos dentários formados é muito mais perspectivas e potencialidades da utilização da técnica do que da realidade clínica.
Formar um dente e ter sua utilização completa, no quesito de como vamos modular os processos biológicos e dar uma forma a esta estrutura. Já conseguimos formar isoladamente os tecidos, mas ainda não conseguimos fazer com que em conjunto eles (os tecidos) se comportem como um dente. Os estudos tendem a caminhar para a descoberta de um arcabouço ou uma estrutura sobre a qual esses tecidos sejam colocados e seja formada uma estrutura dentária com fins de utilização.
Acredita - se que em até uma década teremos grandes avanços nesse tipo de tecnologia e nesse sentido. Já conseguimos fazer os tecidos, com as tecnologias disponíveis, que ainda estão um pouco aquém das necessidades. Com o avanço da tecnologia, certamente muito em breve, estaremos usando estruturas dentárias adequadas advindas de processos com células-tronco para o uso de procedimentos em dentística e processos restauradores.Os principais desafios no desenvolvimentos de pesquisas nesta área estão sempre as questões éticas. As fontes dessas células e como se devem caminhar os procedimentos. Em segundo, estão os problemas com a tecnologia.Dispor de estrutura de tecnologia adequada, que inclui laboratórios, profissionais técnicos qualificados, tudo isso é importante ao trabalhar com células-tronco e por fim as mutações. Quando manipulamos células, existe todo um cuidado com todos os processos mutantes, ou de como vamos impedir que estas mutações venham a trazer muito mais prejuízos do que benefícios,especialmente nos últimos três anos, as Agências de apoio e fomento à pesquisa que subsidiam esse tipo de pesquisa, têm investido bastante na qualificação e na liberação de recursos para a área. Estamos numa condição muito boa em relação ao cenário internacional. Não existe uma grande defasagem em relação aos países mais desenvolvidos, temos muitos pesquisadores brasileiros escrevendo publicações em genética no exterior. Acredito que com a seqüência de investimentos que estamos observando, até mesmo do CNPq, a tendência é que consigamos um padrão internacional muito importante para o desenvolvimento da pesquisa brasileira.Pam Yelick e Jay Vacantes, do Instituto Forsyth, de Boston, conseguiram gerar, com sucesso, pequenos dentes que continham estruturas epiteliais e mesenquimais. Esse trabalho contou com a participação de pesquisadores brasileiros (Aracajú SE e Cuiabá MT ).

As dificuldades na criação dos dentes por meio de células-tronco são muitas porque os processos biológicos envolvidos na formação dentária são extremamente complexos.

A substituição de dentes perdidos pela engenharia tecidual em humanos ainda está em um estágio inicial, caro e difícil de reproduzir. Entretanto é uma real possibilidade.

Na nossa realidade cárie, pulpites e periapicopatias são as principais causas da perda dentária. Há uma enorme demanda por serviços odontológicos para uma parcela significativa da população brasileira. Para mudar essa realidade é necessário repensar o ensino odontológico, que precisa se adaptar aos novos conceitos, às inovações científicas, valorizando o ensino da ciência básica que permite abordar assuntos como célula-tronco e biologia molecular, como ferramentas para o atendimento clínico, visto que o modelo de atenção clínica baseado unicamente em procedimentos restauradores fracassou. O ensino de odontologia deve ter como objetivo a formação de um profissional generalista, com sólidos conhecimentos técnicos-científicos, humanísticos e éticos, orientado para a promoção de saúde e a prevenção de doenças bucais prevalentes, sem esquecer da capacidade de apreender as inovações tecnológicas, como por exemplo, lidar com as células-tronco.




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