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   > Primeiro Beijo



Fernando Santos
      PENSAMENTOS

Primeiro Beijo

Foi numa tarde, numa linda tarde... A luz do sol entrando pela janela, iluminando nossos rostos com um brilho dourado. Você do meu lado, meio quieto, meio distante, mas estava do meu lado. Era silêncio, tudo era silêncio, um silêncio que dizia tudo, sem precisar falar, sem precisar tocar, no fundo eu sabia...
 Podia-se ouvir o relógio, que com seus ponteiros nos apressava, nós não podíamos demorar, mas não tínhamos coragem, alguma coisa fazia com que desistíssemos no meio do caminho. Um sussurro ou objeto que caía tirava a monotonia. Tentava encontrar um assunto, mas nada vinha. Também não precisava.
 Embaixo da mesa, seu pé tocava o meu, seja de propósito, seja por acidente, não importava, eu gostava. Tentava causar um novo acidente para fazer nossos pés se tocarem novamente. Eu ri. Nós rimos, só conseguíamos rir. As mãos suadas não nos deixavam livres. O coração batia rápido como se estivéssemos em perigo, aquilo era bom. Parecia que ia durar para sempre. O barulho dos carros lá fora nos trazia de volta para a realidade, mas nós não queríamos voltar, não agora... Não podia acabar assim.
 Sede. Fui buscar algo na cozinha, de um lado da parede ele respirava aliviado, do outro lado, eu, com minhas pernas trêmulas tentava encontrar a água na geladeira. Bebemos, falamos algo sobre a água, é... na verdade estava gelada...
 Olhando para o branco rabiscado da mesa, nossos dedos se moviam um em direção ao outro, em uma velocidade tão pequena que pareciam não se mover...
 Finalmente. A ponta do meu dedo já conseguia tocar a ponta do seu. Era aquele o meu troféu. Eu segurava a sua mão, não acreditava naquilo, não parecia real. O nervosismo era imenso, parecíamos dois adolescentes prestes a dar o primeiro beijo de suas vidas... o que, de fato, era...
 Uma mão segurava a outra, uma mão puxava a outra... nossos corpos estavam se aproximando de maneira meio desajeitada, eu já conseguia sentir sua respiração. Minha perna tremia muito, chegamos a rir disso...
 Não faltava quase nada, os narizes se tocavam levemente como se estivessem com medo. Eu ainda pensava se deveria continuar ou não, eu poderia parar ali se quisesse, eu poderia evitar um destino inteiro se tivesse parado ali, eu poderia ter evitado... mas eu não evitei... eu queria aquilo mais que tudo.
  Eu já não conseguia ver direito, só sentia seu cheiro me drogando, me viciando, me puxando para cada vez mais perto. Não havia mais distância alguma. Eu estava acorrentado, não tinha mais saída. Nossos lábios se tocaram, aquela sensação percorreu todo o meu corpo como um furacão que leva tudo o que vê pela frente.
 Agora eu tinha certeza, era isso, era o que eu precisava. E agora eu tinha. Como em um passe de mágica eu me apaixonei... o culpado foi aquele beijo... aquele primeiro beijo.
O melhor que já tive...
Talvez, por ser um beijo de amor.



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