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   > Coisas do Cotidiano: os arranhões do Carro da Rosa



Djalma Miranda dos Santos
      CRôNICAS

Coisas do Cotidiano: os arranhões do Carro da Rosa

Coisas do Cotidiano: os arranhões do Carro  da Rosa
 
 
Os arranhões do carro - A Rosa me deixou o seu carro hoje, para levá-lo ao mecânico de lanternagem, a fim de cuidar de alguns arranhões, que alguém fez, na lataria traseira do veículo.
 Ela, muito sem tempo, me incumbiu da missão, pois o mecânico fica bem perto lá do escritório e assim teria tempo suficiente pra levar o carro.
Feito o orçamento, quando voltava, parei para lavar o carro ali no posto Ipiranga, da Arthur Bernardes.
O atendente do posto foi logo notando os arranhões e perguntando quem teria feito àquela barbaridade, dizia que era um absurdo, como alguém teve coragem de fazer aquilo, carro novinho, etc.
Expliquei que a dona do carro não sabia se os rabiscos foram feitos no pátio da escola ou na garagem do seu prédio. Fiquei pensando, quem realmente poderia ter feito aquela maldade?
 A prof. Rosa é uma pessoa muita querida na sua escola, sempre alegre e sorridente, amável com os colegas e com os alunos, não tem inimizade com ninguém, não reprova e então, por que alguém iria riscar o seu carro?
Não, definitivamente, não poderia ter acontecido na escola!  Mas, se não foi na escola foi na garagem do seu prédio. Será?
Ora, no prédio todos os vizinhos gostam dela. Mora lá há mais 20 anos, se dá bem com todo mundo, cumprimenta a todos e tem grandes amizades no conjunto e ainda trata bem os porteiros.  Poderia ter sido lá?  Quem sabe na rua, em alguma parada, quando não deu gorjeta pro “flanelinha”. É bem possível.  
         Na realidade, o que motivou aqueles rabiscos, foi um dos 7 pecados capitais: a INVEJA!   
          Alguém, com muita inveja, cometeu  aquela injustiça.
          Falei ao lavador de carros, que a dona do Peugeot, iria pinta-lo,  pois não agüentava mais as pessoas falarem sobre os rabiscos e sempre ter que explicar  o ocorrido.
          E ele então, me contou a seguinte estória: disse que, certa vez, construiu na sua casa um muro de arrimo torto.   Todo mundo que chegava, ia logo perguntando quem teria feito aquele muro tão torto, que aquela obra não era de pedreiro e sim de um ajudante burro, que na sabia trabalhar e porque ele não o desmanchava.                  Como era ele que tinha feito, simplesmente ficava calado, agüentando as gozações, até que um dia tomou uma decisão: derrubou o muro e construiu outro, mas desta vez certinho.  Nunca mais ninguém falou nada!
          Essa estória me levou a comentar o assunto.
          Rosamulher,  mande consertar o carro e jamais esse assunto voltará a ser comentado, sendo que o invejoso que lhe causou esse pequeno, mas irritante prejuízo, terá a sua compensação, na hora certa.
         Que Deus ajude a conservar sua paciência, quando os outros já a perderam.  Mantenha o seu estado de espírito sempre FELIZ e tudo se resolverá.     
CURITIBA – DEZEMBRO DE 2006.


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