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Luiz C. Lessa Alves
      RESENHAS

PAC

            PAC
           
            Pac! não ia além de representação gráfica usada, principalmente, pelos cartunistas. Hoje, notabilizada como símbolo do desenvolvimento social brasileiro. Quem, diria!
            Gostaria muito poder acreditar que onomatopeia não venha cobrar por seus direito, exigindo retorno desta palavra “pac!”, ao seu lugar de origem, isto é, ao seu berço vernáculo.
            Conhecendo político, vendo como aplicam os recursos a eles confiados, este Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) não sobreviverá, aqui no Rio de Janeiro, após eleições deste ano 2010. Novos condutores do “carro forte” darão tanto “cavalo-de-pau” quanto necessário for para justificar o desaparecimento do dinheiro.
            Esse filme é mais velho que o próprio cinema; mas todo mundo assiste repetidas vezes, mesmo pagando caro!
Parece aquele programa da *Globo, não presta, mas... “Vale a Pena Ver de Novo”. Ela diz, e o povo acredita!
            Lembro ainda quando Moreira Franco, governador do Rio de janeiro, na época, deixou nas ruas os buracos do metrô e um rombo imenso nos cofres do estado. Em setembro de 1990, ele chegou a assinar uma confissão da dívida de 150 milhões de dólares com sete empreiteiras responsáveis pela expansão do metrô, ficando o débito para seu substituto. Depois viajou para a França.Quando retornou da Europa, não se elegeu em mais nada. - graças a Deus! 
            Em 1998 fez mais uma tentativa para senador; felizmente não conseguiu! Mas, em compensação, o desgraçado do Fernando Henrique, presidente do Brasil naquele período, levou-o para ser uma das suas “mãos fortes” do seu cofre, isto é, assessor “especial”, onde permaneceu até 2002.
            A partir de 2006, aquele infeliz, decidiu não disputar cargos eletivos. Atualmente ocupa a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Economica Fderal, participando do comitê gestor do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) administrando as dez modalidades de jogos mantidas pelo Governo Federal.
            Sossegar-se numa farta e produtiva fazenda de galinhas, nada mal para uma velha raposa, sem prestígio nem mais forças para caçar!
            Recentemente, César Maia entregou Cidade da Música inacabada e sem a “grana”! Mas, ninguém procurou saber em qual ritmo o dinheiro dançou! Como tem sorte essa gente!
             São estas e outras centenas de falcatruas quem me dão motivos para apostar na falência do Programa de Aceleração do Crescimento, em particular, aqui no Rio de Janeiro.
            Lamentavelmente será mais um “pac!” na cara desse povo sonhador.  
            Para Sérgio Cabral e Paes, governador e prefeito do estado e cidade do Rio de janeiro, respectivamente, só existem Centro, Zona Sul e Norte, onde predomina nobreza. Eles investem toda sobra do muito que recebem da união, estado e municípios somente nos morros dessas comunidades! Ainda, choram, se esperneiam, organizam passeatas quando são obrigados dividir royalties da Petrobrás com irmãos menos ricos.
            Por que ninguém desconfia do excesso de zelo dispensado por esses governantes àqueles antros, não sei! Não é segredo para ninguém que ali se esconde os traficantes mais perigosos!
            Baixada Fluminense e Zona Oeste somam mais pessoas carentes do que por acolá, no entanto, deles só conseguem ter promessas retóricas, ainda antigas, durante campanhas eleitoreiras.
            Estão projetando turismo naqueles redutos, e vão conseguir! Instalaram elevador panorâmico, e até já compraram teleférico! Para isso eles têm dinheiro sobrando! Educação e saúde, nada! 
Rocinha, depois de ser visitada por certo papa, virou “Cartão Postal”. Caso outra santidade venha fazer nova aparição ali, certamente, aqueles confins vai se tornar uma das “Maravilhas do Mundo”! - quanta demagogia! - Ela tem todos os atributos para tal: é uma das maiores favelas urbana do Planeta; protegidas pelos governantes; mercado grande e livre, completo... prata, ouro negro, perola, etc., em pó, em pedra de “extasiar” qualquer cliente. E é na Zona Sul do Rio de janeiro, onde há mais consumidor exigente; turistas até! Isso deve gerar uma baita “receita!”. A qual eu batizo como RPP (renda de produtos proibidos). 
            Proporcionando luxo e conforto a covis, ao invés de repressão, políticos cariocas tornam-se os principais mentores da violência nesta cidade. 
            “Os recursos arrecadados com a Cosip servirão para iluminar os caminhos dos moradores do complexo do Alemão e de Manguinhos, na Zona Norte”. “A promessa é do secretário municipal de Conservação e Serviço Públicos, Carlos Osório”. (Jornal Extra, 15/5/2010).
            Aposto como moradores dessas favelas nem vão tomar conhecimento dos custos. A maioria deles não paga impostos, mesmo!
            Para compensar tais perdas, o governo vai cobrar dos cidadãos iluminação pública com seus desperdícios; a partir de 22 de março de 2010. (J. Extra, idem).
            Enquanto isso, nós continuamos recebendo “TTT” (taxas, tóxico e tiro). Afinal, violência é o elevador panorâmico e teleférico ideal para candidatos subirem no pleito a cargos políticos no Rio de Janeiro!
O ruim em tudo isso é que esse tipo de transporte sempre causa acidente; mas só o trabalhador se machuca.
Apesar de falarmos bastante sobre política, nosso grupo é totalmente apolítico! Pode apostar! 
            Acontece que ao chegarmos aqui, sempre encontramos fatos diversos jogados nas areias. São acontecimentos que a mídia pega, seleciona o que ela entende como ideal para o povo, e edita. As sobras são despejadas nas praças, bares, fábricas, escritórios, salões, rios, mares... Onde quer que tenha várias pessoas reunidas. Daí, algumas acabam encalhando em Grumari! Então, nós as pegamos e fazemos nossa reciclagem! Depois, sentados sobre nossa grande mesa de partículas de quartzo, reproduzimos toda sua metafísica!
 
Texto do meu livro “Pescando em Grumari” lançado em 06/01/11 por esta Editora Protexto.


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