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   > Eco de Queixumes



jose carlos ribeiro
      POESIAS

Eco de Queixumes

 ECO DE QUEIXUMES 
 
Oh! Magistral rouxinol madrugadeiro
Se neste canto de paixäo eu fosse mesmo derradeiro
Em final de madrugada, em pequena temporada
Ou até mesmo após a estiada
Isolaria o meu sofrer e a minha dor.
Deixe-me, deixe-me criatura ardente
Replenar-me desta semente
Deste angelical, sem asas, sem coroas
Só de amor e paixäo,
Ou se näo vaguear com toda minha solidäo.
Romper as negras noites frias
Subir aos céus, indagar as três Marias
Ser soprado pelo cansim ou difamado pelo pasquim
Só para desvendar o segredo inocente
Tal qual a queda da estrela cadente.
Vamos perambular juntos no vadio aconchego desta noite
Faça de mim um começo sem fim
Ilumine a estrada com carinho
Näo negue teu querer
Poderás ter, sem fenecer
Todo o encanto infindado do meu amor.

Fragmento retirado do meu livro romance "Bordel"
José Carlos Ribeiro/Escritor

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