Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (207)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2526)  
  Resenhas (129)  

 
 
Alerta das Estrelas
Francisco Ederaldo...
R$ 77,70
(A Vista)



Abrindo a caixa preta...
Silmara Aparecida Lopes
R$ 38,50
(A Vista)






   > Leitura e Compreensão de Textos



João Batista Drummond
      ARTIGOS

Leitura e Compreensão de Textos

                                Leitura e Compreensão de Textos
                             (Com os Dois Hemisférios Cerebrais)
 
 
Quando lemos qualquer texto, (artigos, crônicas, contos, poesias), nos valemos dos dois hemisférios cerebrais, para fazer a decodificação neurolingüística necessária à sua assimilação e compreensão.
A leitura, conquanto pareça uma tarefa simples, na verdade trata-se de um ato complexo, envolvendo várias atividades simultâneas, que se processam em nano-segundos, nas trocas bioquímicas e de descargas elétricas entre a coleção de neurônios.
Enquanto que o hemisfério esquerdo rastreia os sinais codificados pela escrita, conferindo a validade de seus aspectos formais, o hemisfério direito por seu lado viaja no conteúdo e nas idéias, criando imagens e paisagens, convertendo palavras e frases em um filme mental que é “a versão do diretor”.
Ou seja, todo e qualquer texto só pode ser percebido pelo individuo a partir de uma versão criada em seu córtex que é exclusiva de cada leitor.
Isto porque qualquer texto passa, ao ser lido a provocar o estoque de informações acumuladas pelas memórias múltiplas, que compõe nosso acervo de memória geral.
O hemisfério esquerdo avança na leitura como um delegado das formas e das cátedras, policiando o texto de forma severa e crítica, muitas vezes tolhendo, em um texto de muitos erros, a ação leve e jovial do hemisfério direito, que mais irreverente, viaja na maionese do texto, sem se ater as questões gramaticais e ortográficas.
Por ai fica evidente que a atitude de quem lê um texto é fortemente influenciada pelo grau de desenvolvimento de cada hemisfério cerebral.
Quem é muito “cérebro esquerdo”, diante de um texto criativo e inovador, mas com muitos erros de forma, pode ter seu lado direito simplesmente aprisionado, não conseguindo alcançar a profundidade de uma mensagem de autor muito talentoso, mas pouco letrado.
Da mesma forma, quem é muito “cérebro direito”, pode ter sua viajem limitada ou mesmo boicotada pelo excesso de formalismo e prolixidade de um texto.
Um texto com excesso de esmero formal pode ser para estes como a narração de um filme monótono, pedante e complicado demais para servir de rampa para um mergulho no “mundo dos sonhos”.
Por isto é importante que cada autor busque o aprimoramento da sua escrita em vários aspectos sem, no entanto se deixar vencer pela tirania das regras da escrita formal.
A ditadura das cátedras tem matado muito mais autores talentosos ao longo dos tempos do que os piores regimes autoritários aos seus críticos e opositores.
Enquanto o segundo prende e mata o corpo físico, o primeiro liquida com idéias inovadoras, talentos, livre criação, produções culturais e artísticas.
O talento não pode abrir mão dos espaços de liberdade onde, numa antevisão do futuro, a arte e a cultura buscam e criam respostas para os impasses criados pela ditadura do conhecimento formal e pelo absolutismo das cátedras.
Este é o verdadeiro estado democrático, de direito do livre pensamento.
 
João Drummond
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui