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   > HÁ MUITO TEMPO ATRÁS



Antonio Araújo de Freitas
      CRôNICAS

HÁ MUITO TEMPO ATRÁS


Um homem extraordinário surgiu.
Ele era de uma erudição que transcendia o conhecimento humano. Trazia dentro de si, conhecimentos que nem mesmo ele, sabia explicar.
Assim como acontece com alguns de nós, que trazemos conhecimentos que não sabemos explicar.
Tamanha era a sua erudição, que ele não conseguia transmitir o seu conhecimento, devido à pobreza da linguagem. Ele conhecia conceitos que não havia palavras capazes de defini-los.  
Ele nasceu em uma época errada, em meio a um povo ignorante, cheio de crenças e superstições. E assim como alguns de nós, acreditava que poderia mudar o mundo com suas idéias revolucionárias.
(estava enganado)
- “Mas como transmitir novas idéias e conceitos para mentes tacanhas e supersticiosas?” – Pensou Ele.
- Devo utilizar uma linguagem comparativa, para que o povo possa compreender as minhas palavras.
Então, utilizou o recurso de uma linguagem simbólica.
Falava através de parábolas. Acreditando assim, que pudesse ser mais facilmente compreendido.
Esse foi o seu grande equívoco.
- “Como fazer um povo supersticioso, ignorante e que havia sido escravizado, até mesmo por suas próprias superstições, compreender que o poder estava dentro de cada um deles? Que a solução dos problemas estava dentro do ser humano e não fora. Como os líderes religiosos querem nos fazer acreditar?”
Era mais fácil para aquele povo acreditar que os destinos das suas vidas estivessem nas mãos de um ser superior, que traçava os seus destinos. Assim, estariam eximidos da culpa da sua própria inépcia (incapacidade).
Ele tentou mostrar que a força estava dentro de cada um. Mas como acontece até hoje, encontrou resistência dos poderosos. Que sabiam que se o povo tomasse consciência do seu real poder, perderiam os seus privilégios.
E por isso Ele falou:- “Nunca estareis a sós. Abra os seus ouvidos e ouça a sua voz interior“
E quando se referia à fé, referia-se a acreditar em uma força que vem de dentro. Do próprio indivíduo. Não de uma terceira pessoa. Não do exterior. De alguma criatura que habita algum lugar mágico, (céu).
Se tal criatura existisse, e tivesse os poderes que se acredita que tem, não nos deixaria sofrer. Proveria indefinidamente às nossas necessidades.
Não seria injusto a ponto de privilegiar a uns poucos, em detrimento de milhões que sofrem.
Essa força criadora existe, mas não interfere de modo algum nas nossas vidas.

(A Fé, caminha em direção oposta à Razão)



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