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   > O fim do mundo



Carolina Holanda
      PENSAMENTOS

O fim do mundo

Segundo o calendário maia, 2012 é o ano em que se acaba o mundo. Não creio. Ainda que diante de minha pouca idade, já presenciei mais de um fim de mundo anunciado e, adivinhem!, em nenhum deles o mundo se acabou. Não há da acabar agora. Creio.
 
Dois mil e doze, contudo, será o ano em que se acabarão muitos mundos. Como muitos anos o foram, e muitos outros o serão. O fim do mundo que se cria dentro das projeções de um casamento mal sucedido; o fim do mundo que a empresa representava para seu dono, ou para um simples funcionário demitido. O fim do mundo para os pais que perdem um filho. O fim de uma extensa possibilidade de mundos para a criança que fica órfã, para um acidentado que perde os movimentos ou a visão. O fim de um mundo solidamente construído para aqueles que perdem tudo, menos a vida, vitimados por uma enchente, um terremoto, ou outro desastre além de nossas proporções. Acaba-se o mundo, tal qual o concebemos, quando perdemos alguém muito próximo e querido, para a vida ou para a morte. Acaba, um pouco e também, para a mulher que, já se tendo formado em mãe, descobre-se incapaz de gerar um filho. Sim, acaba.
 
Em dois mil e doze muitos mundos irão se acabar. Mas, com a força primária que nos move, que é o instinto pela vida, sobreviveremos. Iremos nos reerguer de sob as cinzas de nosso apocalipse mais íntimo e, do pó que ainda embaça nossa visão, construir um mundo onde possamos nos sentir mais confortáveis e seguros diante de nossa nova realidade. O nosso momento de trazer à tona aquela nossa parte prometida, que foi forjada à imagem e semelhança de Deus.


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