Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (651)  
  Contos (939)  
  Crônicas (730)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (204)  
  Pensamentos (640)  
  Poesias (2501)  
  Resenhas (129)  

 
 
Passagens-01-007
Airo Zamoner
R$ 104,00
(A Vista)



A Turma do Morro do...
Marcos Wagner Santana...
R$ 33,70
(A Vista)






   > MADRUGADA MALDITA



Cleso Firmino
      ENSAIOS

MADRUGADA MALDITA

           O pai já notara que o filho havia crescido, recém completara 19 anos. Contudo a mãe o via como uma eterna criança. Para as mães os filhos não crescem.
               Não se sabe ao certo o que acontecera, apenas que o filho estava com grandes problemas.
                  — O que aconteceu filho?
           Ele nunca contara nada. Em silêncio estava, em silêncio permanecia. Todas as vezes que saia, a mãe se dobrava aos pés de uma santa suplicando pela integridade física do rapazote.
      Estranho, às vezes muito calmo, outras vezes agitadíssimo. Mas calado, no seu canto, sem nunca dizer nada a ninguém.
      Ultimamente estava calmo, durante a semana permaneceu tranqüilo, até que subitamente o telefone da mãe toca:
                  — Alô, quem está falando?
       — Aqui é a Vanessa, eu gostaria de falar com o Alessandro.
         — Quem é Vanessa? — Pergunta a mãe. — Essa menina nunca ligou no meu celular antes.
              — Ah mãe, fui eu quem deu seu número. — Responde o filho. — Vanessa é uma menina com quem estou saindo.
             Toma uma ducha, se perfuma, arruma o cabelo estilo moicano punk, e sai para a rua.
             — Aonde vai menino? — Pergunta o pai.
            — Vou numa “parada aí velho”. Baile da juventude, com a ficante.
            — Vê se não demora menino. — Suplica a mãe.
          — Meia noite, no máximo as duas da manhã, já estarei de volta. — Responde e sai.
           O baile termina, o rapagão deixa a mina na porta de casa e parte em direção a sua. Duas da manhã, exatamente como prometera à mãe. A escuridão é miseravelmente densa, quase não se pode ver um palmo à frente na madrugada. Súbito, a campainha do celular soa novamente.
          — Alô. — atende a mãe com o coração descompassado.  — Quem está falando?
          —  Vanessa.
          A moça engasga com as palavras, a mãe perturba-se:
         — O que aconteceu com o meu menino?
      — Houveram-se dois tiros.... A polícia está no local, e o resgate tenta reanimá-lo...
       A mãe que até pouco suplicava pelo filho, deixa o celular cair e sai correndo na vã tentativa de socorrê-lo pelas próprias forças na madrugada maldita.



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui