Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (641)  
  Contos (940)  
  Crônicas (724)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (207)  
  Pensamentos (651)  
  Poesias (2527)  
  Resenhas (129)  

 
 
A Secretaria do Oeste
Evaldo Cassol
R$ 43,20
(A Vista)



R$ 25,00
(A Vista)






   > SADDAN E O CARTEIRO



Cleso Firmino
      CRôNICAS

SADDAN E O CARTEIRO

         Ouvi um soar de palmas em frente a minha casa e saí para ver quem era.  Era o Antero, que mais uma vez vinha com aquele papo de futebol.  Nada contra futebol, eu até gosto. Mas o Antero é fanático, só o time dele é bom, e isso eu não suporto!...
            O caso é que enquanto eu atendia Antero, percebi que descia a ladeira a toda a velocidade, Narciso, o carteiro; jovem de meia idade, aplicado, competente, com mais de quinze anos na Empresa de Correios e telégrafos e dez só na distribuição de correspondência aqui na vila...
            Poucos dias antes o Oronte, meu vizinho da direita, trouxera da casa de sua mãe, um cãozinho de estimação. Cãozinho no modo carinhoso de falar, porque o bicho é uma fera,  da mistura desordenada de um vira com um fila que acabou ficando do tamanho exato de um belga.
           O ladrante tinha um nome carinhoso também: “Saddan”, velho conhecido dos carteiros da outra vila.  Não houve um só carteiro até hoje que não tivesse sido mordido pelo maldito cachorro.
            Narciso vinha pedalando sua bicicletinha amarela e engrolando uma canção distraidamente, quando foi surpreendido por Saddan e não deu tempo nem de olhar para trás; a grande sorte do velho carteiro é que entre uma pedalada e outra, o cachorro que era para pegar em cheio sua  panturrilha, acabou agarrando apenas a barra da calça.
            Não sei se fico com pena do cachorro ou do carteiro, porque com aquela confusão toda do tombo, Narciso ora por cima, ora por baixo da bicicleta, o cão se assustou de um tanto, que acabou se recolhendo em sua casa e o velho carteiro ficou estirado no chão por alguns instantes, mas graças a Deus sem nenhuma mordida.
            É, não houve ferimentos por parte do cão, ainda bem. Mas por outro lado, entortou o guidão da bicicleta, as cartas pularam como pipoca para fora da sacola, esparramendo em meio a poeira e para aumentar o azar do velho carteiro, o coitado quebrou um dente e justo o da frente.
            



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui