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   > De doida e de santa (lembrando Adélia Prado)



Amarilia Teixeira Couto
      POESIAS

De doida e de santa (lembrando Adélia Prado)

De doida e de santa (lembrando Adélia Prado)

De doida
como tantas
tenho o desejo aflorado
que me faz viver as fantasias
múltiplas
sensuais
detonadoras de uma libido
que
com o passar do tempo
está intacta
tão verdadeira
Tenho também
a loucura mansa
de ser mulher-criança
que busca sempre a alegria
que tem ainda a esperança
de viver um grande amor
Uma doidinha que olha
pro céu revirando as estrelas
em busca daquela
de brilho especial
que se identifica com a lua
quando está cheia
grávida de tantos sonhos
bons
De santa
tenho a crença na compostura
momentânea
certos pudores
uma timidez
assim
aos olhos alheios
uma cumplicidade com
meu anjo da guarda
que
de vez em quando me sussurra
ao ouvido
alguns conselhos
pra que me contenha um pouco
e me lembre da realidade
Ah, essa dualidade!
Tão própria da mulher!
Doida e santa habitam
sempre um mesmo corpo
Enquanto uma faz retiro espiritual
outra faz a festa dos sentidos
e sonha
deseja
e se entrega inteira
ao amor ocasional

Na verdade
mulher não combina
com santidade
É isso mesmo?
ou sou mais doida do
que imaginava.



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