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   > AUSÊNCIA DA FAMÍLIA NO ÂMBITO ESCOLAR



Nice
      ARTIGOS

AUSÊNCIA DA FAMÍLIA NO ÂMBITO ESCOLAR

Maria José Nice Paiva Duarte* e Maria Lenir Oran Feitosa**
 
RESUMO
 
O presente relato expõe sobre a ausência da família na vida dos alunos e suas conseqüências tratando-se de uma temática levantada durante os estágios I, II e III em uma escola estadual do município de Itacoatiara, em decorrência do Curso de Letras da Universidade do Estado do Amazonas, para obtenção do título de Licenciada. Sendo fruto de uma análise sobre a ausência e também uma investigação sobre os motivos que levam os familiares a se afastarem da vida escolar dos filhos. Traz também, reflexões à luz de alguns autores, sobre a temática Buscou-se identificar os problemas causados pela ausência dos pais na escola e analisar os efeitos dessa ausência na vida escolar dos adolescentes. Para alcançar esses objetivos, a metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e de campo, como instrumentos, questionários e plano de ação. Utilizou-se a abordagem quantitativa e qualitativa. Ao final da aplicação da pesquisa foi constatada a ausência. Conclui-se o trabalho com um chamado aos pais que ajudem os professores na educação de seus filhos.
Palavras-chave:Educação. Família. Abandono.
 
____________________
*Graduanda em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Amazonas.
**Professora Orientadora da disciplina Estágio Supervisionado do Curso de Graduação da Universidade do Estado do Amazonas. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM.
 
INTRODUÇÃO
 
Infelizmente é fato que em muitas escolas ainda haja fortes indícios de que os pais ou responsáveis não dispensem a devida atenção aos seus pupilos. A ausência das famílias não é observada apenas pelos professores, que percebem a diferença entre um aluno e outro, mas também por todos que acompanham o seu dia-a-dia.
Nos anos de 2010 e 2011, na Escola Estadual Professora Luiza de Vasconcellos Dias, que oferece ensino fundamental, atuando do 1º ao 9º ano, foram realizados os estágios supervisionados I e II com acompanhamento dos alunos de turmas do 6º Ano. Após entrevistas com a gestora, supervisora, professora e até mesmo com os pais, ficou claro que o problema existe e que necessita ser trabalhado.
Tendo em vista estes acontecimentos gerou-se a necessidade de investigar os motivos que levam os familiares a se afastarem da vida escolar dos filhos, bem como identificar os problemas causados por tal ausência, assim como os efeitos da mesma, sendo os objetivos do presente trabalho.
 
A escola, o aluno e a família
 
Para entender o significado dos termos escola, aluno e família é necessário uma busca, não somente de conceitos, mas das impressões que o ser humano carrega ao longo dos tempos.
Primeiramente é interessante verificar o que se tem convencionado por escola? Para Aulete (2004, p. 327) a escola “é um estabelecimento de ensino coletivo, conjunto dos alunos, professores e pessoal, seguidores de uma doutrina, teoria ou autor”. Ou ainda. “Prédio onde funciona a escola”. Mas para muitos é local de amadurecimento, aquisição de conhecimento e mudança de vida, uma vez que, o conhecimento liberta, transforma e edifica. A escola não é apenas seus muros, suas paredes de tijolos. Não é somente o corpo docente e discente que se agrupa ali todos os dias. É também local de transformação de toda uma sociedade. A escola é a junção do saber com a vida.
Quanto a aluno o termo é ainda mais forte. Para a mesma autora, aluno é “quem recebe lições ou ensinamento de um professor, pessoa que estuda.” Termo que pode ser mais explorado quando se pensa na dimensão do ser humano que ocupa os bancos escolares em busca de conhecimento e encontra um local propício também a novos relacionamentos, conflitos e situações inusitadas.
Sem esquecer do primeiro grupo em que conheceu e do qual faz parte desde o seu nascimento. A família, para Aulete (2004, p. 362) significa “grupo de pessoas que tem parentesco entre si, pai, mãe e filhos. Pessoas originárias de uma mesma descendência,” que também pode ser conceituada como “grupo de pessoas que por algum critério possuem algumas características comuns”.
Lopes (2006, p.56), quanto aos profissionais da educação, coloca que precisam conhecer o contexto e as experiências de vidas das crianças, e buscar identificar como as famílias lidam com as características específicas do desenvolvimento infantil, como compreendem os modos de pensar e agir das crianças e quais são os estímulos do ambiente familiar para o seu desenvolvimento.
            Demonstrando que é necessário que haja sintonia entre ambos para que se alcance êxito no que se diz respeito a aprendizagem. A família, o aluno e a escola precisam estar em constante comunhão.
 
Os motivos que levam os familiares a não acompanharem os filhos na vida escolar
 
Segundo Itiba (2002, p.36) e Steinberg (2005, p.52) alguns dos principais motivos que levam os familiares a não acompanharem os seus filhos são o trabalho e a não participação da vida dos mesmos.
Itiba (2002, p.36), quanto às questões do trabalho, assegura que tem mudado de forma significativa, mas que “a velha divisão de papéis insiste em se manter: o pai trabalha e por isso não precisa participar da educação das crianças... mesmo que a mãe trabalhe fora”. E que, por trabalhar fora, não dispõe de tanto tempo para auxiliar o filho. A criança, o adolescente, o jovem estudante aproveita a situação para ficar cada vez mais distante do que deveria realmente ser como aluno pesquisador.
Para Steinberg (2005, p.52), os pais aparentam não participar da vida dos filhos quando não sabem o nome do professor da escola, ou o nome de seus amigos, ou que temáticas estão estudando em determinado período. Informações corriqueiras que deveriam fazer parte da rotina familiar. Coloca também que participar efetivamente significa “dedicar boa parte do seu tempo ao filho. Expõe também que deve estar a par de toda a agenda do adolescente, observando a sua rotina de forma a compreender e respeitar seu espaço, suas escolhas, aproveitando as oportunidade de orientação com tal acompanhamento.
Itiba (2002, p. 183) dedicou todo um capítulo de seu livro a temática: Pais e escola: Bela parceria. Tendo como foco a possibilidade de que se a parceria entre a escola e família for formada desde os primeiros passos da criança, todos terão muito a lucrar. A criança que estiver bem vai melhorar e aquela que tiver problemas receberá ajuda tanto da escola quanto dos pais para superá-los. Quando a escola, o pai e a mãe falam a mesma língua e têm valores semelhantes, a criança aprende sem grandes conflitos e não quer jogar a escola contra os pais e vice-versa.
            Para responder como estabelecer tais parcerias em meio a tanta ausência e afastamentos o autor coloca que o diálogo é altamente necessário. E que atenção e carinho também são incentivos fortíssimos.
 
Os efeitos negativos da ausência dos pais na vida escolar
 
Quanto aos efeitos negativos causados pela ausência dos pais na vida escolar dos filhos alguns autores defendem a ideia de que a família precisa dar início ao processo educacional logo nos primeiros anos de vida em casa e no decorrer do processo continuar com postura firme incentivando e moldando seu filho.
Lopes (2006, p. 21) afirma que os pais são atores fundamentais no processo institucional de avaliação e de acompanhamento das crianças. Dessa forma, é com os pais e demais integrantes da família, sejam eles adultos ou crianças, que ela vai interagir, iniciando seus processos de socialização e construindo suas primeiras representações sobre o mundo. A família constitui-se, assim, na primeira fonte de informações sobre o mundo e referência de socialização.
Assegurando que a família precisa estar cada vez mais próxima do seu filho/aluno.
Para os professores os efeitos negativos surgem no dia a dia, apresentados no desenvolvimento das atividades.
Lopes (2006, p.42) coloca que a importância de que o professor (a), pense em alternativas de envolver as famílias e a própria comunidade na instituição, promovendo a ampliação do universo cultural e bem-estar. Pois essa problemática persiste de longa data.
Araújo (2010, p. 61) complementa que, quando os pais não valorizam a escola os alunos tendem a não valorizar também. Que os alunos copiam as atitudes dos pais e com a escola não seria diferente. Se os pais são intolerantes, os filhos vão levar essa atitude pra dentro da escola.
A ausência familiar também é colocada por Araújo (2010, p.65), como motivo de desânimo e falta de interesse na criança e adolescente. A autora explica que a família precisa demonstrar respeito e consideração pelo ato de aprender que não se limita e ler e escrever. Mas para isso precisa mostrar com suas atitudes o devido valor estando presente na vida escolar dos filhos.
 
METODOLOGIA
 
Tipos de pesquisa
 
Para a pesquisa estabeleceu-se a pesquisa bibliográfica e de campo.
De acordo com Gil (2002, p.59) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
Enquanto que para Prestes (2007, p.26) “É aquela que se efetiva tentando-se resolver um problema ou adquirir conhecimentos a partir do emprego predominante de informações provenientes de material gráfico, sonoro ou informatizado.”
Para esse tipo, é necessário providenciar levantamento de tema relacionado ao que se pretende selecionar conteúdos já catalogados ou publicados, utilizando-se de estudos realizados por outros.
A pesquisa de campo, para Prestes (2007, p.32) seria aquela em que o pesquisador, por meio de entrevistas, questionários, protocolos verbais, observações coleta seus dados. Já para Furasté (2008, p.35), trata-se da pesquisa que busca conhecer aspectos importantes e peculiares do comportamento humano em sociedade. Envolve estudos de satisfação, de interesses, de opinião de pessoas ou grupos de pessoas sobre aspectos de sua realidade.
Esse tipo de pesquisa visa analisar, classificar, catalogar e interpretar dados levantados sem sofrer interferência do pesquisador.
 
 
Métodos da pesquisa
 
Como métodos foram constituídos para a pesquisa o dedutivo, estudo de caso e pesquisa ação.
Quanto ao método dedutivo, Prestes (2007, p.31) diz que a racionalização ou a combinação de idéias em sentido interpretativo tem mais valor que a experimentação caso a caso, ou seja, utiliza-se a dedução, raciocínio que caminha do geral para o particular.
A Dedução é contrária a indução, pois através da indução, conhecimentos novos não são produzidos, mas explicitados a partir do que já estava implícito.
            O Estudo de Caso, de acordo com Gil (2002, p.54) é uma modalidade de pesquisa amplamente utilizada nas ciências biomédicas e sociais. Consiste num estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados.
Enquanto que pesquisa ação significa não somente planejar, observar, mas agir e refletir conscientemente de forma sistemática, diferente do que se faz em experiências diárias. A pesquisa ação tem em vista a produção de mudanças através de busca minuciosa. O que dá abertura para que possa ser realizada por qualquer pessoa que tenha interesse em encontrar respostas.
A pesquisa ação tem como objetivo melhorar a compreensão da prática, a situação onde se reproduz essa prática além da própria prática dos participantes. Assim como envolver a participação dos integrantes do processo, promover a organização democrática da ação, bem como proporcionar conhecimento da mudança com os participantes.
 
Instrumentos da pesquisa
 
Como instrumentos de pesquisa foram utilizados questionários aplicados para as entrevistas e plano de ação.
De acordo com Oliveira (2002, p.165) o questionário é um instrumento que serve de apoio ao pesquisador para a coleta de dados e apresenta aspectos como a necessidade de preparação de amostra, experiência e conhecimento.
O questionário deve ter como objetivo providenciar respostas e explicações. A princípio as entrevistas não devem ser cansativas a ponto de perturbar o entrevistado, para isso a extensão do questionário deve ser limitada.
Quanto ao plano de ação ou plano de aula Libâneo (1994, p. 241) diz que se deve levar em consideração, em primeiro lugar, que a aula é um período de tempo variável. Chamando a atenção para o fato de não ser possível completar as atividades sugeridas em apenas uma aula. E que o processo de ensino e aprendizagem se compõe de uma ordem sistemática que precisa ser seguida para alcançar os objetivos.
Na sequência estão os questionários e plano de ação aplicado em sala de aula.
 
Questionário aplicado aos alunos
 

  1. Qual o seu nome, idade e série?
  2. Qual a importância da educação para você?
  3. Quais as suas maiores dificuldades na aprendizagem?
  4. Com quais componentes você mais se identifica?
  5. Você gosta da didática do professores?
  6. Você gosta da escola?
  7. Você gosta da merenda?
  8. Se possível, você mudaria de escola?
 
 
Questionário aplicado a gestora
 
  1. Qual o seu nome, escolaridade e tempo de serviço na função?
  2. Qual o seu papel como gestora da escola?
  3. Qual o papel da escola para a comunidade?
  4. Existem projetos na escola para os alunos e para a comunidade? Quais?
  5. Você gosta da escola?
  6. Quais os principais entraves encontrados para resolução de problemas apresentados pelos alunos?
  7. Quais são os causadores da reprovação?
  8. O que se tem feito para resolver tais problemas?
  9. Como é o acompanhamento da família?
  10. O que a escola tem feito para mudar o quadro de descaso com os filhos dos pais?
  11. Você acredita que os responsáveis estão cientes dessa omissão?
  12. O que pode ser feito para mudar esse quadro?
  13. Enquanto gestão participativa, qual a sua atitude quanto ausência da família?
 
Questionário aplicado a supervisora
 
  1. Qual o seu nome, escolaridade e tempo de serviço na função?
  2. Quais as atribuições do supervisor escolar?
  3. Qual o seu papel como supervisora da escola?
  4. Que entraves você encontra com os docentes?
  5. Quais os principais entraves encontrados para resolução de problemas apresentados pelos alunos?
  6. Na sua opinião  quais são os causadores da reprovação?
  7. Qual é o principal problema encontrado na escola: evasão, reprovação ou desistência?
  8. Como é o acompanhamento da família?
  9. Você acredita que os responsáveis estão cientes dessa omissão?
  10. O que pode ser feito para mudar esse quadro?
  11. Enquanto gestão participativa, qual a sua atitude quanto ausência da família?
  12. Como a família poderia ajudar mais?
  13. Existe diferença no desempenho entre os alunos que recebem acompanhamento da família?
 
Questionário aplicado a professora
 
  1. Qual o seu nome, escolaridade e tempo de serviço?
  2.  Você trabalha que componente curricular? Há quanto tempo?
  3. Você tem quantos alunos atualmente?
  4. Quais as maiores dificuldades apresentadas pelos alunos?
  5. Como é o acompanhamento da família?
  6. O seu planejamento é tempo suficiente para organizar uma semana de trabalho?
  7. O que você consegue fazer durante o planejamento?
  8. Qual a sua opinião sobre o uso de mídias durante as aulas?
  9. Que outros meios você utiliza para ministrar suas aulas?
  10. O que preciso ser revisto na educação, na sua opinião?
  11. Na sua opinião, quais são os causadores da reprovação?
  12. Como a família poderia ajudar mais?
  13. Existe diferença no desempenho entre os alunos que recebem acompanhamento da família?
  14. No seu ponto de vista, a família está ciente dessa omissão?
  15. O que a escola está fazendo para atrair a família?
 
Tipo de abordagem da pesquisa
 
A abordagem quantitativa para Oliveira (2002, p.115) significa quantificar opiniões, dados, nas formas de coleta de informações, assim como também o emprego de recursos e técnicas estatísticas desde as mais simples, como percentagem, média, moda, mediana e desvio de padrão, até as de uso mais complexo, como coeficiente de correlação, análise de regressão etc, normalmente utilizados em defesas de teses.
Esse método é utilizado em pesquisas descritivas, onde se busca descobrir e classificar variáveis, a relação entre elas, e também na investigação da relação de casualidade entre causa e efeito.
Na pesquisa qualitativa a pretensão não é medir unidades, sendo essa a grande diferença entre quantitativa e qualitativa.
 
Universo e amostra
 
              De acordo com Oliveira (2002, p. 160) universo “é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum”.
              Pode-se considerar como universo desta pesquisa todos que fazem parte da escola como docente, discente ou administrativos. Assim como a comunidade representada por pais ou responsáveis.
              Separando cada segmento pode vir a ser considerado amostra, que é “uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo; é um subconjunto do universo”. Neste caso, mais especificamente, os alunos, pais e professores.
 
Análise e Interpretação dos Dados
 
Os resultados ora apresentados foram gerados a partir de informações obtidas com alunos do 6º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Prof.ª Luiza de Vasconcellos Dias.
Tais resultados têm o objetivo de responder as perguntas feitas quanto à ausência ou não dos pais ou responsáveis na vida escolar dos filhos.
Atividades realizadas na pesquisa de campo:
Inicialmente foi observado durante o estágio supervisionado l, realizado em meados do mês de setembro de 2010, durante as entrevistas, que a ausência dos pais era o principal problema que não permitia o bom andamento do aprendizado. Baseado nesta problemática decidiu-se verificar minunciosamente o assunto realizando mais entrevistas e, ao final, uma produção textual contendo uma lista minuciosa dos acontecimentos a partir de sua saída da escola, realizado pelo próprio aluno.
Após a realização das entrevistas, que se encontram em anexo, ficou clara a ausência família encontrada pelos docentes e discentes.
 
A pesquisa de campo durante o estágio supervisionado l
 
1 No primeiro momento da pesquisa  fez-se o levantamento por meio dos dados da pesquisa bibliográfica sobre o assunto adotado.
 
2 No segundo momento foram determinadas as técnicas que seriam empregadas na coleta de dados e a metodologia.
 
3 Terceiro momento foi a coleta de dados no campo da pesquisa, realizada na escola.
 
4 A fase final constou da análise e interpretação dos dados.
 
Desenvolvimento da pesquisa na sala de aula (atividade realizada durante o estágio supervisionado III)
 
Durante o estágio supervisionado III, no início de mês de setembro de 2011, na Escola Estadual Profª Luiza de Vasconcellos Dias, foi aplicado plano de ação onde a culminância foi uma produção textual sobre a rotina do aluno após a saída da escola, visando verificar em que momento os pais intervinham ou pelo menos indagavam sobre o que aconteceu na escola e quais as atividades a serem desenvolvidas em casa.
 
A avaliação dos resultados das pesquisas (Estágio Supervisionado l, II e III)
 
            Após a produção textual, num universo de 32 alunos, ficou constatado que somente dois (02) alunos recebem algum tipo de assistência/acompanhamento por parte dos pais/responsáveis ao chegarem em casa. O restante não possuia uma rotina específica após a saída da escola e passava a maior parte do tempo ociosa. Dois (02) dos alunos eram os quie ajudavam os irmãos menores.
Quanto ao item leitura apenas um afirmou fazer leituras sem direcionamento, por iniciativa própria. Dezoito (18) alunos ficavam boa parte do tempo livre assistindo TV e seis (06) desempenhavam atividades que ajudavam no sustento na cada, quer seja na roça, na pesca ou em restaurante da família.
Se falava muito em vencer obstáculos, ter esperança de que seus filhos alcançarem uma vida melhor, no entanto, no momento em que precisavam orientá-los e supervisionar estavam ocupados demais para desempenhar o seu papel. A escola sozinha pode até fazer a diferença na vida dos alunos, mas a presença da família é primordial. A escola pode alcançar um ou outro aluno, mas seu objetivo é mais que apenas alguns. Porém, sem a ajuda da família é um sonho praticamente impossível.
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
            Quanto se escolhe a profissão de professor, nos dias atuais, não se espera encontrar na sala de aula alunos que não tenham apoio em casa, que não são indagados sobre as tarefas ou sobre o estudou naquele dia. Espera-se que tudo o que for ministrado na sala de aula será reforçado em casa e que o estudante chegará no dia seguinte mais animado ainda para continuar os estudos e ainda cheio de indagações e perguntas.
            No entanto a realidade é bem diferente. A língua portuguesa precisa ser observada, exercitada e estudada. Precisa ser memorizada, gravada em nossa mente e corações diariamente para que haja apego, paixão, entusiasmo. Caso contrário acontece o que se vê muito, as pessoas tem total aversão a sua língua materna. Não é possível, mesmo com o professor mais artista que seja que consiga chegar a todos os seus alunos de forma que deixe todos apaixonados pelo nosso bom e velho português. Entretanto, a família que deveria estar apoiando de todas as formas está presa as suas atividades diárias, seus afazeres, suas novelas e seus programas de televisão que não veem o quanto os filhos estão pedindo socorro. E chegam ao ponto de pedirem ao professor que refaçam a atividade com o filho. É fácil refazer uma atividade. Mas a média baixa vai acompanhar essa criança par ao resto da vida. Ao invés de pedirem para refazer a atividade deveriam pedir aos professores que lhes mostrassem onde poderiam ajudar mais.
            Conclui-se dizendo que a educação não vai melhorar, e isso não é só em língua portuguesa, enquanto os pais não acordarem para a vida. E que os maiores heróis para os filhos são os pais e não professores.
 
NOFAMILYINSCHOOL SCOPE
 
ABSTRACT
 
This report exposes the absence of family in the lives of students and their consequences in the case of an issue raised during the stages I, II and III in a state school in the city of Itacoatiara, due Course of Arts, Universidade do Estado do Amazonas, for the title of License. As a result of an analysis of absence and also an investigation into the reasons why family members to move away from the school life of children. It also brings reflections in the light of some authors on the subject tried to identify the problems caused by the absence of parents in the school and assess the effects of absence from the school life of adolescents. To achieve these objectives, the methodology used was literature research and field instruments such as questionnaires and action plan. We used the quantitative and qualitative approach. At the end of the application of research was found to lack. We conclude the work with a call to parents to assist teachers in educating their children.
Keywords:Education. Family.Abandonment.
 
AGRADECIMENTOS
 
Agradecer é tão somente reconhecer que não estamos sós na caminhada. E há muito o que agradecer e a quem agradecer.
            Primeiramente a Deus que a força vital que nos move. A família pelo apoio e incentivo. Meu esposo Paulo Duarte que não me deixou desistir. A universidade que oportuniza mais e mais a quem busca o conhecimento. A querida Mestra Lenir Oran que escolheu trabalhar com uma turma tão difícil e que com certeza faz parte dessa vitória. A minha amiga Sílvia Carvalho, que além de amiga, companheira dividiu comigo muitas das minhas aflições. As minhas amigas Vanessa Raquel, Kenussi Bezerra e Iriene Gonzaga que fizeram esse período ser mais ameno. Sem esquecer da Thayse Camargo, Marluce Andrea e Melciane Borges, que fizeram parte da minha primeira equipe quando ainda estudava no horário Vespertino. Enfim, a todos que direta ou indiretamente contribuíram para que eu obtivesse o sucesso que tanto almejava. A todos o meu sincero obrigada.
 
 
REFERÊNCIAS
 
AULETE, C. Mini dicionário contemporâneo da língua portuguesa. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
 
ARAÚJO, E. F. Escola e Família. 1. Ed. Manaus: Valer, 2010.
 
GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas S.A., 2002.
 
ITIBA, I. Quem ama, educa! São Paulo: Editora Gente, 2002.
 
LIBÂNEO, J. C. Didática. 27 ed. São Paulo: Cortez, 1994.
 
LOPES, K. R.; MENDES, R. P.; FARIA, V. L. B. (Organizadoras). Livro de Estudo: Módulo III. PROFINFANTIL Brasília: MEC. Secretaria de Educação Básica, 2006.
 
OLIVEIRA, S. L. Tratado de Metodologia Cientifica. 2.ed. São Paulo: Pioneira, 2002.
 
PRESTES, M. L. M. A pesquisa e a construção do conhecimento científico. 3ed. São Paulo: Respel, 2007.
 
STEINBERG, L. 10 príncipios básicos para educar seus filhos. 1ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.


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