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   > O princípio da mudança



Gabriel Cavalheiro Tonin
      ARTIGOS

O princípio da mudança

       A história mundial sempre demonstrou que as grandes revoluções e os grandes acontecimentos da humanidade surgiram primeiro nas ideias, para depois ganhar as vias de fato. Os exemplos são vários, passando das Reformas Religiosas à Revolução Francesa e Revolução Russa, e no Brasil, tem-se como exemplos a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República. Todos esses acontecimentos tiveram a projeção a partir de mentes que o idealizaram e o convencimento e aceitação geral de tais ideias provocaram a vontade de mudança.                  
        Este estilo de conduzir um projeto se reflete muito na política. O ato de fazer política, de querer provocar no sistema uma modificação necessária parte do princípio primeiro de idealizar essa transformação. Os exemplos que se tem são muito claros. As grandes transformações mundiais ocorreram embasadas em princípios que foram previamente discutidos e estudados para posteriormente ganhar forma e passar da teoria para a ação. E foi uma fórmula que deu certo: bem ou mal, foram concretizadas renovações em diversos campos, seja ele religioso, econômico, político ou cultural. Tais atitudes demonstraram ser importantes no momento em que foram executadas, pois a necessidade de estar conduzindo os ciclos de desenvolvimento a partir de novas e diferentes visões e opiniões sempre foi muito visível e se demonstrou fundamental. A grande questão que enriquece o debate está centrada na forma como estão sendo tratados os projetos políticos: tornaram-se campos de disseminação de interesses pessoais e políticas de imediatismo, sem a aposta em longo prazo.                                    E essa maneira atual de observar o cenário global e realizar as modificações fundamentais é extremamente prejudicial. O que se observa atualmente são ondas gigantescas de protestos sem fundo que os ampare, ou seja, multidões que estão nas ruas lutando contra um sistema o qual elas não possuem outros mecanismos que sejam responsáveis por abortar o padrão vigente e implantar um outro. Essa falta de modernização do pensamento coloca os milhões que protestam diariamente em uma condição delicada, gerada pela distância entre as ideias e a prática da reivindicação. Não se discute mais em salas de aula ou em grupos específicos de estudos as teorias econômicas, o modo de como realizar modificações na base cultural de um país, a maneira para se construir um mundo sustentável, por exemplo. É preciso haver coerência para se cobrar atitudes, assim como é extremamente necessário mentes abertas ao debate para que tais feitos sejam realizados. A impressão que resta de movimentos que são marcados por muitos gritos e poucos argumentos é de que representam apenas projetos pessoais e não coletivos.                                                 E é pela dimensão da importância das ideias que elas devem ser discutidas. Um ser político é alguém que pensa em todos, que elabora seus projetos baseados em bons princípios e principalmente alguém que tem conhecimento da responsabilidade que carrega e faz essa responsabilidade gerar frutos. Todos somos seres políticos, e está em nossas mãos a possibilidade da mudança. Mas que sejam mudanças efetivas: que sejam pensadas antes e principalmente postas em prática. Podem ser pequenas, mas que sejam boas ideias. O grito sem argumentos não serve para nada



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