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   > Mini contos: "Reflexos", "Imaginativa realidade" e "A garota e o morro dos ventos uivantes"



Raissa M.
      CONTOS

Mini contos: "Reflexos", "Imaginativa realidade" e "A garota e o morro dos ventos uivantes"




Reflexos

 
Sua boca calou-se, não que não queria mais falar, mas sim por que as palavras não saiam de seus lábios. O ar tornou-se impossível de se respirar e o cômodo muito pequeno para as duas almas confusas. Ela parou, por um segundo fechou os olhos e tudo o que pode ouvir foi sua respiração descompensada. Saiu sem dizer adeus enfim deixando as lágrimas marca-lhe o rosto extremamente pálido. Enquanto andava tentava não olhar para trás, por que sabia que se o vesse parado na porta de casa como tanta outras vezes voltaria. Voltaria por que era mais fácil, por que não sabia o que esperar do caminho à frente, por que tinha medo:Medo de novas sensações e de mudanças. Andava sem notar as pessoas apressadas passando ao seu lado, estava perdida, mas não  era por não saber onde estava, mas sim por não saber a direção. Carregava nas malas lembranças e uma verdade doída: Ele lhe traíra com um beijo, ela com a alma. Há muito tempo que o seu coração já não o pertencia, há muito tempo que já não o amava.
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
Imaginativa liberdade
 
Estava sentada na parada de ônibus, o vai e vem de passageiros a deixava ansiosa por que ela sabia que se eles a vissem ali  numa tentativa fútil de viver novamente a trancariam em sua gaiola dourada.Entrou no ônibus receosa,olhou as pessoas,mas não foi notada.Os rostos preocupados e cansados dominavam os assentos "Nascer,servir e morrer" pensou.Dizia para si mesma que não podia nem queria ser diferente,não acreditava mais em mudar o mundo,ou pelo menos não admitiria para si mesma.Notou uma moça conversando com uma amiga ela era alta magra e tinha longos cabelos cacheados dourados.Parecia despreocupada tinha um tom de voz sonhador e cativante,sorria mesmo quando discordava do que era dito pela amiga então concluiu:Aquela vivia!
O ônibus chegou ao seu destino,ela desceu deixando a garota cativante para trás.Sentiu o cheiro de maresia e continuou a andar,não sabia se estava no caminho certo,apenas seguia.Arrumou os longos cabelos negros em um coque.Estava fazendo calor ela sabia pelo sol batendo em sua pele alva."Gostaria de sentir" pensou, há tempos ela não sentia nada. Logo viu a imensidão do mar,sentou na areia e por longas horas apenas observou,perdida em seus devaneios. Ela voltou pelo mesmo caminho,pegou o ônibus de volta e observou novos rostos,ela sabia que tinha a liberdade em suas mãos,mas foi presa por tanto tempo que desaprendeu a viver,como um pássaro livre sem as asas.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
A garota e o morro dos ventos Uivantes
 

Vi uma garota na biblioteca, enquanto a mesma olhava a seção de livros antigos e empoeirados ela me intrigou de uma maneira única. Sempre a vejo sorrindo por tudo e perto de alguém, talvez tenha medo da solidão. Depois de alguns dias a observando percebi que seu sorriso é demasiadamente superficial e que seus olhos não apresentam o mesmo brilho que tem na biblioteca, mesmo a vendo cercada de pessoas parecia-me sozinha e deslocada como não vi em nenhuma outra pessoa, me pergunto se seus amigos sabem que ela lê o morros dos ventos uivantes escondida na biblioteca,ou que costuma recitar frases de clarice lispector  para si mesma enquanto procura um livro.Me pergunto se eles sabem que ela está fingindo  sorrisos, me pergunto se seus amigos sabem quem ela é por trás dos livros, me pergunto se ela realmente tem amigos



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