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   > Propaganda enganosa II



Amarilia Teixeira Couto
      ARTIGOS

Propaganda enganosa II




O programa eleitoral do PSB no rádio, aqui em BH, tem sido comandado pelo radialista José Lino Souza Barros. É interessante observar a veemência utilizada por ele para defender o seu candidato Márcio Lacerda. É algo,no mínimo,hilário. O que me levou uma vez mais a comentar o que vem sendo alardeado em prol do canditado à reeleição é o fato de não conseguir compactuar com mentiras tão acachapantes.Se não vejamos.

Quem mora em BH há mais de trinta anos como eu e que acompanhou mais de pertinho as transformações da cidade sabe do que estou falando.Márcio Lacerda caiu na prefeitura de paraquedas.Puro oportunismo político.Não que ele não tenha competência para o cargo.Longe de mim fazer tal afirmação.O que acontece com os conchavos de última hora ( caso do malfadado acordo entre o PT e Aécio), que confirmaram o nome do Márcio como cabeça de chapa em 2008 em detrimento de um nome do PT, não podia dar boa coisa. Que legitimidade tem o ex governador Aécio Neves para falar de BH e seus problemas quanto na verdade a sua cidade natal parece ser o Rio de Janeiro? Acho que ele deve conhecer mais das dificuldades enfrentadas pelos cariocas do que os percalços que enfrentam os mineiros.

Mas voltando ao radialista José Lino, o mesmo sempre foi uma pedra no sapato dos professores.Lembro-me muito bem que, em todos e longos períodos de greve que os professores municipais e estaduais enfrentaram, lá estava ele galhardamente articulando contra o movimento. Em muitas situações ele até conseguia enganar os incautos, mas numa atenção mais acurada ao seu discurso a gente sabia que ele só tinha um lado: a do mais forte.
A turma do Márcio não poderia ter escolhido melhor o seu apresentador, o seu abre-alas de um tremendo faz-de-conta. A violência em BH vem crescendo em índices alarmantes e nenhuma medida satisfatória é tomada.As nossas ruas são pessimamente mal iluminadas na área central, imaginem na periferia. O contingente de moradores de rua que, na época em que Patrus foi prefeito, foi diminuindo gradativamente através de políticas assertivas de ressocialização, vem agora ,como imenso retrocesso, aumentando assustadoramente.

Em contrapartida ,BH, nunca antes em sua história (salvo talvez em época de JK,1940-1945 ) ,foi alvo de tanto bate-estacas.Há muito tempo que o belo-horizontino, essencialmente tão pacato, não sabe o que é ir e vir sem um obstáculo à sua frente.A questão é que a quebradeira não tem fim, e as obras também não.É claro que uma cidade precisa de grandes projetos e que isso tem um preço.O problema é quando o povo, que deixou de ser ouvido há muito tempo, não entende por que razão o que é concluído hoje é destruído logo em seguida.

Enquanto isso, a dinheirama gasta de forma desordenada não sobra para o que é prioritário. De acordo com a propaganda e com o reconhecimento dos institutos de pesquisa, Márcio Lacerda é campeão.O melhor prefeito em todos os anos de sua gestão! A pergunta que não quer calar: quem deu esse título a ele? Fizeram a pesquisa com os mineiros que moram no exterior? Ou em alguma outra cidade do Brasil? Porque se perguntassem para quem vive aqui certamente o resultado seria outro.

Para terminar, gostaria de dizer que o meu protesto não é imparcial (nunca fui).Acredito que Patrus Ananias é o melhor nome para governar BH.Ele tem mais sensibilidade, mais competência, mais ousadia.Tem algo que poucos políticos têm:um espírito cristão evidenciado em seus projetos sociais.Um governante precisa ter uma responsabilidade maior com os seus concidadãos.Até porque, citando uma frase proferida pelo próprio Patrus no lançamento de seu programa de governo, dia 22 de setembro no Bairro Santa Tereza: “O nosso tempo se desdobra no tempo dos outros”.Logo, um político, na melhor acepção da palavra, não pode e não deve pensar em seus interesses pessoais.É preciso pensar num bem maior, é preciso pensar a cidade como a casa que abriga a todos e da forma mais acolhedora possível. A prefeitura de BH não precisa de um empresário ( bem sucedido com todos os seus méritos), mas de um político comprometido com as humanidades possíveis.


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