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   > Namorantes – que tribo é essa?



Amarilia Teixeira Couto
      ARTIGOS

Namorantes – que tribo é essa?



Peguei por empréstimo o neologismo da escritora da qual gosto muito: Maria Helena Matarazzo, cujo livro homônimo ( Ed. Record- 2004) fala das pessoas que se lançam à árdua tarefa de viver bem uma relação amorosa.
Estamos vivendo uma época de relacionamentos descartáveis.Vivemos um tempo em que as pessoas preferem o trivial, o superficial a ter de correr o risco de sofrer por amor.Assim fica mais fácil ir pra balada todas as noites e beijar muito, fazer de conta que o ficante ocasional vai fazer com que o espectro da solidão desapareça pelo menos momentaneamente.Assim, todos e todas vão vivendo a aventura amorosa possível para escamotear a dor, o vazio que a falta de um afeto verdadeiro nos proporciona.

Mas em meio a esse comportamento moderno tão disseminado nas rodas sociais, nos programas televisivos e incorporado na rotina de tantas pessoas, existe um grupo que também vem crescendo num ritmo bem acentuado: o dos namorantes. São aquelas pessoas que não querem abrir mão das delícias do enamoramento, de uma verdadeira perceria.Não querem ignorar a DR (discutir a relação), mas preferem o diálogo amoroso, sem cobranças excessivas ou constantes e despropositada lavagem de roupa suja. Esse grupo emergente não quer fazer de conta que está vivendo um relacionamento.Muitas pessoas que compõem esse contingente já sabem da dor, da solidão, já aprenderam a ser sós na vida.Daí já podem falar com propriedade do seu querer ou dos nãos-quereres.Afinal, quando escolhemos ( ? )  alguém para amar, temos que preterir muitas outras coisas, temos um preço a pagar.Os problemas aparecem quando ninguém quer assumir a conta.
Mas, em relação aos namorantes, vejo que esse grupo já está fazendo um ruído considerável na sociedade.Eles descobriram o prazer da intimidade.O doce encantamento de estar bem consigo mesmos, de se amar primeiramente.Até porque um dos princípios básicos para ser um namorante bem-sucedido é se gostar tanto a ponto de conseguir ver no (a) outro (a), alguém que vai apenas acrescentar algo na sua vida, jamais subtrair. Os namorantes são verdadeiros, são cúmplices, são espontâneos e comunicativos.Eles aprenderam às duras penas que ninguém é feliz sozinho.Mas esse aprendizado se deu na sozinhez vivida, experenciada.Os namorantes sabem que o amor não se basta.Ele precisa de interação, de respeito, até de individualidade.
Se a gente desdobrar a palavra NAMORANTE teremos: namorado (a) e amante.Temos aí a essência de um bom relacionamento.O sonho de consumo de todos os casais.E como conseguir isso? Como sair da mesmice diária, do ranço que vai impregnando os relacionamentos e chegar a esse estágio? Se eu soubesse a receita, era só escrever a respeito e convencer um (a) escritor (a) famoso (a) a lançar o livro que seria um best-seller em pouco tempo.Eu também tenho buscado algumas respostas.Também passei pelo crivo da solidão, das frustrações e do desamor.Se agora falo sobre essa nova tribo emergente, é que tenho observado um novo querer, uma nova busca, uma maior expectativa em relação ao “estar junto”.Tem muita gente se soltando das amarras afetivas.Tem muita gente que não acredita mais no dito popular “é melhor estar mal acompanhado do que só”.E à medida que as pessoas vão se conectando consigo mesmas, entrando em sintonia com sua essência, vão percebendo que ser NAMORANTE é muito mais que viver acasalado.Primeiramte é um apaixonar-se por si mesmo.Depois é passar a acreditar na construção do afeto, na harmonia diária, na conquista da pessoa que temos ao nosso lado.Ser namorado (a) e amante ao mesmo tempo pode ser a síntese de uma vida plena, onde não há lugar para a ignorância, para a frieza, para o desamor.É o que vai fazer com que os casais superem suas crises, agüentem o tranco, passem pelas atribulações da vida, sem deixar que a doçura dos olhos desapareça.

E em tempos de tantas organizações familiares diferentes,de tantas possibilidades de relacionamentos é bom lembrar que, na tentativa de ser feliz, o que vale é cada um saber dos riscos que se corre para viver com autenticidade uma vida amorosa. Não cabe aqui nenhum juízo de valor,nenhum discurso moralista.Acho que a felicidade começa dentro de nós, mas se estende ao nosso convívio, a todos que nos cercam.Se ela é autêntica irradia luz, contamina quem está por perto. O (a) parceiro (a) será alguém para compartilhar e tornar ainda mais linda ,saudável e produtiva a vida dos namorantes.

Tenho aprendido isso com quem sabe exercitar o carinho, a amorosidade despretensiosa.Conheço alguns belos e ternos namorantes que são prova incontestável que o amor verdadeiro é dádiva e é possível.Cada vez mais quero me cercar de pessoas assim e sei que também procuro ser uma delas. Acho que é um aprendizado, entre tantos outros na vida, que vale a pena.


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