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   > Ilimitada



Carolina Holanda
      PENSAMENTOS

Ilimitada

            Só porque eu não sei de medidas, não me julgue sem limites. Eu os tenho, juro. E não me teste para sabê-los, meus limites até onde vão. Não sei, por exemplo, até onde é permitido querer alguém. Quero às pessoas como quero aos objetos, e isso me torna um ser pior do que eu gostaria de ser. Não sei de esperas ou preços a se pagar. E eu me precipito.
            É que eu não sei de medidas, já o confessei. Então não entendo quantas ligações seguidas configuram uma insistência obsessiva. Vê? Nem sei se toda insistência é obsessiva. Não sei quantas tentativas de fazer alguém entender meu ponto de vista são sinal de que a pessoa já entendeu e apenas não concorda. Nem quantas desculpas são apenas uma forma educada de dizer “não”.
            Não, eu não sei quando parar. Já me disseram, em alguma ocasião distante. Mas talvez isso não me faça mal, percebe? Posso ter alguns pudores, mas não tenho medos. Não tenho, por exemplo, medo de me expor com as palavras. Isso sempre foi uma saída eficaz para mim. E eu não tenho medo de parecer ridícula quando estou sendo ridícula – porque, sim, às vezes, é preciso.

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