Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (651)  
  Contos (939)  
  Crônicas (730)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (204)  
  Pensamentos (640)  
  Poesias (2501)  
  Resenhas (129)  

 
 
Sobrevivendo da...
Marilia Zamoner
R$ 66,90
(A Vista)



Entardecer em Porto...
Ingrid Regina...
R$ 66,42
(A Vista)






   > Era outra vez...



Kate Lúcia Portela de Assis
      ARTIGOS

Era outra vez...


Contar histórias é uma arte cada vez mais incentivada nas escolas, hospitais, templos religiosos, livrarias...
O boom dessa atividade no mundo moderno se deve muito à atual tendência de valorização da leitura e do singelo olho no olho, que aproxima as pessoas.  Estudiosos afirmam que se trata de uma reação ao ritmo frenético do mundo atual, em que o contato entre as pessoas escasseou.
Deste modo, o ressurgimento da contação de histórias está ligado ao contexto do culto à tecnologia, ao imediatismo, ao superficialismo, bem como à tendência às relações humanas descartáveis. Isso porque a narração de histórias é um maravilhoso convite ao ouvir, ao escutar o outro e à consequente socialização das pessoas.
Pesquisadores como Regina Machado (2004) vêm enumerando os benefícios da prática de narração de histórias, como a possibilidade de “virar o olho”, de braços dados com a imaginação e fantasia.
De fato, essa atividade, além de contribuir eficazmente para a formação de leitores, nos proporciona (a) o contato com a diversidade cultural e étnica, (b) a valorização da literatura e tradição oral, (c) a manutenção da memória e identidade de uma sociedade, (d) o enriquecimento das experiências infantis por meio de uma pedagogia do imaginário, (e) o encantamento e a sensibilização dos ouvintes, (f) o alimento da alma, (g) o resgate de significados para a nossa existência, (h) a troca de afetividade, (i) a ampliação da capacidade de escuta e reflexão, (j) o desenvolvimento da criatividade.
Há também ganhos mais específicos, como a ampliação do vocabulário, o contato com o esquema narrativo das histórias, a valorização da língua portuguesa em sua modalidade escrita e em sua modalidade oral.
A contação de histórias não deve ter cara de aula. Segundo Fanny Abramovich (1995) ela é o ponto de partida para o desenhar, o musicar, o teatralizar, o brincar, o inventar, pois tudo pode nascer de um texto.
Na escola, as crianças fazem dobraduras, fantoches, mosaicos, colagens, desenhos...
Sempre relacionados à história.
Com os contos, as crianças criam o seu próprio repertório moral e se enriquecem com a ginástica imaginativa.
A contação de histórias é, por vezes, o Livro Vivo!...
Brincar e se envolver com a contação de histórias representa um treino para a criança aprender a lidar com a realidade. As histórias não são uma fuga, são um ensaio.
Atualmente, os contadores de histórias são valorizados e requisitados, por conta do calor humano e da afetividade que evocam e que a tecnologia não nos proporciona.
Os contos apresentam um caráter terapêutico, pois encantam e curam.
Simplesmente, salvam sonhos!
Contar histórias é um ato de amor literário.
Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser que conte outra!...


CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui