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   > A ovelha cor-de-rosa



Kate Lúcia Portela de Assis
      INFANTIL

A ovelha cor-de-rosa

A Ovelha Cor-de-Rosa
 
Há muito, muito tempo em um rebanho como outro qualquer, nasceu uma ovelhinha.
Mas não era uma ovelha como as outras, era uma ovelha rosa!
No meio das brancas.
Se fosse uma ovelha negra, teria sido logo expulsa do rebanho, com toda a certeza.
Mas era uma ovelha rosa.
Até simpática.
Por isso, as outras ovelhas decidiram esperar Rosa – era esse o seu nome – crescer, para então expulsá-la do rebanho.
- Não podemos admitir ovelhas que não sejam brancas como a lua no céu! – falou uma ovelhona branca.
Mas Rosa tinha cor de algodão doce, de balão de aniversário, de vestido de menina!
E aprendeu a falar ovelhês antes do tempo, e aprendeu a saltar tão alto que tocava os galhos das árvores verdes, o céu azul, as estrelas prateadas, a lua branca e o sol amarelo.
Rosa cresceu.
Mas era vista como uma mancha.
Como algo que deveria ser removido.
- Que faço para ficar branquinha? – lamentava ela.
Teve ideias.
Rolou na farinha.
Arranjou até tinta branca.
Mas nada dava certo.
E ela acabou sendo expulsa.
Recebeu, ao menos, um desejo de boa sorte e uma recomendação:
- Vá em busca do Rebanho das Ovelhas Rosas...
Algumas ovelhas brancas ironizaram:
- Quem sabe não vira uma pantera cor-de-rosa, hein?
E riram.
Rosa ficou triste.
Deixou de dar cambalhotas com o vento, de mandar beijos para os cometas, de contar as pedrinhas dos caminhos tortos...
Mas resolveu viajar em busca do Rebanho das Ovelhas Cor-de-Rosa.
Andou.
Caminhou.
Caminhou.
Andou.
Até que encontrou o Rebanho das Ovelhas... Azuis.
Elas eram amantes dos Mares da Imaginação e lindamente sonhadoras.
Mas não aceitavam ovelhas que não fossem azuis.
Rosa não desistiu.
Andou.
Caminhou.
Caminhou.
Andou.
Até que encontrou o Rebanho das Ovelhas... Vermelhas.
Elas tinham um coração ousado como o sol nascente em plena linha do horizonte.
Mas não aceitavam ovelhas que não fossem vermelhas.
Rosa não desistiu.
Andou.
Caminhou.
Caminhou.
Andou.
Até que encontrou o Rebanho das Ovelhas... Verdes.
Elas amavam a natureza e eram as melhores amigas do Curupira.
Mas não aceitavam ovelhas que não fossem verdes.
Rosa não desistiu.
Andou.
Caminhou.
Caminhou.
Andou.
Até que encontrou o Rebanho das Ovelhas... Amarelas.
Elas adoravam suco de luz e só se alimentavam de margaridas mágicas.
Mas não aceitavam ovelhas que não fossem amarelas.
Então...
Rosa desistiu.
Não andou.
Não caminhou.
Não caminhou.
Não andou.
Até que avistou, após muito tempo, uma ovelhinha colorida.
Elas se aproximaram.
-Bé-bom bé-dia! – disse Rosa.
- Bé-bom bé-dia! – falou a ovelhinha colorida.
Rosa ficou encantada!
A ovelha tinha as patas cor-de-rosa! A cabeça era azul! O corpo era verde e vermelho! O nariz era lilás! Os olhos marrons e a língua dourada!
- Bé-Sou bé-uma bé-ovelha bé-sem bé-rebanho!-  exclamou Rosa.
- Bé-quem bé-tem bé-boca bé-vai bé-a bé-Roma! – baliu a ovelha colorida.
- Bé-não bé-entendi!
- Bé-é bé-um bé-enigma!
No Rebanho das Ovelhas de Roma, tudo era de trás pra frente.
As histórias começavam assim:
- Vez uma era...
A amarelinha começava no céu.
No pique-pega, as ovelhinhas corriam de costas.
Rosa estava intrigada.
Mas o melhor é que se aceitavam ovelhas de todas as cores.
E crianças.
E jovens.
E adultos.
E idosos.
Mas o Rebanho não era bem de Roma, não!
Era de uma ROMA...
Só que de trás pra frente!
 
 


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