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Kate Lúcia Portela de Assis
      ARTIGOS

Pluft

 
Será que as crianças têm medo de fantasmas?
E os fantasmas? Têm medo de crianças?
Gostam de pastel de vento?
Fazem tricô para os  fantasminhas pobres?
A resposta para essas indagações lúdicas podem ser encontradas na peça teatral “Pluft, o fantasminha”, da genial Maria Clara Machado.
A peça retrata o cotidiano de uma família de fantasmas, que têm um encontro inesperado com pessoas.
Aborda o medo de crescer, o medo do outro.
“PLUFT – Mamãe, eu tenho medo de gente! (Larga a boneca)
MÃE – Bobagem, Pluft”.
Pluft aprende a enfrentar seus medos, superando preconceitos.
E abre-se ao outro.
A amizade entre a menina Mirabel e o fantasminha Pluft nos emociona e celebra poeticamente o respeito às diferenças.
Somos levados a enxergar o mundo de acordo com a perspectiva de um fantasminha, um viés inédito.
Quando um fantasma morre, vira papel celofane.
Quando um fantasma pega muito sol, pode até derreter.
Quando um fantasma assusta pessoas, está trabalhando.
A língua dos fantasmas é o fantasmês.
As senhoras fantasmas incentivam o intercâmbio cultural entre gente e fantasma.
Enfim, a criatividade permeia toda a obra.
Por isso, a escola precisa abrir suas portas para o texto teatral.
Segundo estudiosos, uma das maiores dificuldades de realização da leitura do texto dramático nas séries inicias das escolas de ensino fundamental diz respeito à editoração de livros com textos dramáticos, que é muito restrita e pouco divulgada. Da mesma forma, os professores, pela falta de conhecimento ou orientação, deixam de abordar esta atividade como parte de suas aulas.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (Língua Portuguesa), é importante trabalhar a diversidade de textos. Todavia, nota-se a preferência, na escola, pelos gêneros narrativo e lírico, com omissão do gênero dramático.
BARCELOS (1975) afirma que a escola está negligenciando a formação de outra categoria de leitores, aqueles capazes de interagir com a arte dramática, seja como público receptor de espetáculos teatrais, seja como aprendizes ou praticantes de atividades que envolvem o texto teatral e a arte dramática.
GRAZIOLI (2007) considera que a leitura do texto dramático é uma forma de aproximar o leitor do teatro.
Pesquisadores afirmam que o texto teatral, que só se completa no palco, pode, igualmente, se completar no imaginário do leitor.
Basta que fantasminhas como Pluft possam se encontrar com meninas como Mirabel, dessa vez, no palco das escolas do Brasil...
 
 
 
 


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