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   > A MARQUISE



AMAURI CHICARELLI
      CONTOS

A MARQUISE

  1.  

  
A MARQUISE
 

  1.   O porão  da igreja do Município estava cheia de carteiras escolares formando uma meia lua de .frente a  grande mesa de escritório onde Valmir mexia em alguns papéis enquanto coçava o queixo e passava os dedos sobre  a barba quase branca que dava um formato pontudo ao seu rosto magro e esperto. Assobiava muito baixo alguma coisa e continuava o que estava fazendo. Se prestava atenção aos papéis era impossível saber. Parecia inquieto. Seus lábios se moviam escondidos sob o a mata de pelos brancos e pretos. Movimento visível apenas, pelo leve  vai e vem  do bigode que cobria a boca. Na certa fazia  algum cálculo complicado. Anotava alguma coisa no papel  e em seguida, com a mão direita, segurava os dedos da esquerda um a um  da maneira que as crianças fazem contas. Olhou as pontas enrugadas das mãos  e as unhas muito grandes. Assobiou um pouco mais, deu um suspiro de terras, daqueles que  colocam no chão depois de grande esforço mental e olhou para  frente surpreso e sorriu aquele sorriso de Papai Noel sabido ao notar que Hugo estava parado perto da porta aparentemente interessado em sua figura,,,
  2.    Hugo  conheceu  Valmir logo que mudou para aquele bairro. Suas  conversas não eram muito frequentes, mas o outro sempre o convidava pra assistir às reuniões de uma organização de apoio e tratamento de viciados e alcoólatras como era seu caso. Hugo sempre prometia que ia na próxima semana,  mas é claro que era só por educação e mais claro ainda que Valmir tinha certeza disso por experiência própria, quando dava um sorriso de quem conhecia tudo do assunto.
  3.  E assim passavam as semanas e os meses sem que Hugo se decidisse. Ou melhor,  nem mesmo  levava a sério o convite. Por que precisava levar a vida até o final.? Por que perder ou achar o juízo? Valmir tinha encontrado seu juízo e sua realidade e contava os dias de abstnência. Hugo não queria contar seus passos. Ele achava difícil e inútil narrar seu próprio passado e ficar exposto a comentários e juízos mesquinhos  de seres que ele nem conhecia. Nem tinha o menor interesse em ouvir ladainhas algumas vezes por semana. Não tinha religião, nunca acreditou em nada depois dos oito anos. Para que então ir num porão  qualquer chorar em público sua possível miséria? Eles que se virassem do seu jeito e ele do seu.........(continua no meu livro) A  Outra Banda do Rock...
     


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