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   > Uma Análise Sobre Troia



Edinaldo Garcia
      ARTIGOS

Uma Análise Sobre Troia

 A lenda de Troia, retratada no poema épico de Homero, conta uma estória de grandes reis, bravos guerreiros, batalhas grandiosas, disputa de poder, paixões, enfim. Todos os elementos de uma boa narrativa, típica de um best-seller moderno. No entanto, os gregos antigos acreditavam serem reais os textos de Homero.
       Hoje, ainda há duas linhas de raciocínio entre os historiadores em relação à Guerra de Troia. Alguns dizem que os relatos não passam de textos mitológicos, outros creem que, de fato, houve uma guerra nos arredores dos muros da cidade, fulminando no famoso episódio do Cavalo de Troia.
      A arqueologia já apresentou inúmeras provas de que a cidade lendária realmente existiu. Desde a década de 1960, quando Heinrich Schliemann, um arqueólogo alemão acreditou que os cânticos de Homero eram sim fatos históricos, e então, procurou incansavelmente por Troia, encontrando-a na colina de Hissarlik, na Turquia. Atualmente, o também alemão, Manfred Korfmann, é quem lidera o sítio arqueológico de Hissarlik, e já jogou por terra muitos argumentos que são contra as teorias de Schliemann, provando ser realmente a cidade descrita por Homero. Ossadas com vestígios de morte violenta, pontas de lanças e flechas foram encontradas na muralha, o que reforça que a cidade já esteve sob ataque. Contudo, as evidencias encontradas mostram que as batalhas travadas ali são menores daquelas descritas por Homero, que duraram dez anos – algumas semanas no filme.
     Fato é que a cidade de Troia realmente existiu e que deveria ser uma construção quase colossal, que poderia ter sido usada como cenário por Homero. Na verdade, não existem provas suficientes para afirmarmos com exatidão que Homero tenha existido, mesmo tendo inúmeros relatos sobre ele, como os do historiador Heródoto, que não só acreditava na existência de Homero como também na veracidade dos seus escritos.
      O roteiro do filme, feito por David Benioff, mostra uma narrativa mais dinâmica, real e romantizada do que os textos em que ele se inspirou. O filme Troia, de 2004, mostra os deuses distantes, quase imaginários, meras crenças dos personagens. Mesmo o herói Aquiles relatando que os conheceu, inspira algo transcendente, figurado, um sentido mais poético do que nos relatos de Homero, onde os deuses aparecem vivos, interagindo-se com as pessoas, tendo uma relação bem carnal, com sentimentos tipicamente humanos. O próprio Aquiles quando indagado por um garoto sobre a sua invulnerabilidade, responde que se fosse de fato invulnerável não precisaria usar escudo, indo totalmente contra o poema, onde Aquiles é mergulhado, pela sua mãe a ninfa marinha Tétis, no Lago Estige adquirindo a invulnerabilidade questionada pelo garoto, que no filme foi retratada como uma lenda folclórica, provavelmente criada em torno da capacidade militar do herói. É quase impossível ver ao filme sem questionar os personagens dizendo: Os deuses não existem. Diferentemente de outros filmes que não pensamos nos seres do Olimpo como algo distante, pois são vivos e presentes, e mesmo indo contra nossas crenças (quaisquer que sejam) assistimos como uma ficção qualquer, exemplos de filmes assim são: Fúria de Titãs (2010) do diretor Louis Leterrier, ou A Odisséia (1997) de Andrei Konchalovsky, esta última também baseada no texto de Homero de mesmo nome.  
      O que nos parece ao assistirmos ao filme, é que tanto o roteirista quanto o diretor tentam trazer o enredo para a nossa realidade histórica, assim como fez Homero, que talvez nem tenha criado a estória, mas que apenas escreveu relatos orais passados de geração em geração ao longo dos séculos. 
      Muito são os mitos em torno da figura de Homero e de seus dois poemas épicos: Ilíada e A Odisseia. Os gramáticos alexandrinos, Zenão e Helânico acreditavam na improbabilidade desses dois textos serem obras de um único autor, pois, para eles, A Odisseia pode ter sido escrita um ou dois séculos após a Ilíada.
      Aristarco duvidou dessa afirmação, mas desenvolveram a teoria de que fora realmente Homero o responsável pelos textos, contudo, ambos os escritos sofreram acréscimos.
      Portanto, quando se fala nos textos épicos de Homero há três grandes formas de pensar: Homero foi quem escreveu os dois poemas; Homero escreveu apenas um, Ilíada, o primeiro; e, Homero escreveu os dois, mas com um conteúdo bem menor do que há, sofrendo acréscimos de outros poemas independentes com o passar do tempo.    
         
Referências:
 
Ilíada. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%ADada> , acessado em: 21/03/2012.
Troia. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Troia>, acessado em: 21/03/2012.
Homero. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Homero>, acessado em: 21/03/2012.



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