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   > Crônica de fim de ano



Vera Maria Barbosa
      CRôNICAS

Crônica de fim de ano

 
CRÔNICA DE FIM DE ANO
 
             No escorrer dos últimos grãos de areia da ampulheta do ano, venho fazer um balanço do que ele foi. Não digo que ele tenha sido bom, ou que tenha sido mau, pois isso é muito relativo e pode ter sido muito bom para uns e péssimo para outros. O ano simplesmente foi. Pode ter sido repleto de realizações para mim e cheio de perdas para meu vizinho; acontecimentos angustiantes para alguns e recebimentos de grandes alegrias para outros.
             Como tudo neste mundo, nada é absoluto, tudo está em perpétua mudança. A terra do morro pode estar no fundo do rio na próxima chuva que vier. O que está quieto nas profundezas da Terra pode ser abalado por um terremoto ou eclodir numa erupção vulcânica e atingir milhares de altura na atmosfera em forma de ardente lava e nuvens de poeira sufocante. A água da nascente logo será a da foz, caso não evapore no trajeto para formar o ciclo das águas. Nossa vida também é um ciclo, mas, ao contrário da gota d’água, nada é predeterminado. Podemos girar no ciclo do Amor e da Esperança, ou no do ódio e da violência. Somos construtores de nosso destino.
            Não vou pedir que todos os meus sonhos se realizem, porque isso só depende de mim. Como diz no Tao te king:” o que está fora é igual ao que está dentro, e o que está em cima, igual ao que está embaixo, o da direita é igual ao da esquerda; não há luz e treva, há somente luz ou ausência dela, assim como não há frio, somente ausência de calor, e não existe o mal, mas a ausência do bem”.
             No balanço da existência não há ativos ou passivos. Somos todos devedores de Amor ao próximo e credores da divina Compaixão. Não há lucros nem perdas que não forem plantados e cultivados. Se eu investir no Bem, lucrarei Bem; ao contrário, se minhas apostas forem no Mal, é ele que virá em abundância. Se quero pão, tenho que plantar trigo, pois se plantar espinheiros, só colherei espinhos. E se eu desejar o perfume do jasmim, não adianta plantar urtiga. É uma lei natural, tão natural, previsível e infalível quanto a lei da gravidade.
             No início de cada ano, que cada um possa semear o seu destino, para que colha o que realmente deseja e fazer que o futuro possa acontecer à sua maneira.
              Plantemos, pois, as luzes que iluminarão o Ano Novode toda a Paz, Amor, Harmonia, Saúde e Fraternidade que todos almejamos!
 





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