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   > Fábula amorosa



Amarilia Teixeira Couto
      POESIAS

Fábula amorosa

A verdade

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia. (Carlos Drummond de Andrade)



Fábula amorosa


A porta do Amor estava aberta
mas ninguém se atrevia a entrar
por ela passavam muita gente
dia e noite
e a porta permanecia ali
apenas como imagem

Todos a olhavam
suspiravam até
e passavam ao largo

Até que um dia
ou melhor dizendo
numa noite em que a Lua plena
e brilhante iluminava o céu
Uma mulher sorridente
passou pela porta
E lá dentro se encantou com o que viu
o Amor espocava no ar
como estrelas coloridas
e
em cada luz que brilhava
aparecia o rosto de
uma pessoa querida
Então ela chamou as outras pessoas
que
lentamente iam perdendo o medo
e entravam

As mais tristinhas
esboçaram um tímido sorriso
as impacientes
olhavam para o Amor
com desconfiança
e já queriam sair dali

Aquelas que já traziam consigo
um pesado fardo da vida
não reconheciam nenhuma pessoa querida
e
pensavam consigo mesmas:
quanta ilusão!


Até que de repente
A porta do Amor se trancou por dentro
E de lá ninguém mais podia sair

Foi um tal de :Tenho muito o que fazer!
Me soltem!
Quero ir embora!
Meu Deus,o que é isso?Sequestro?

Até que uma voz se fez ouvir
Em meio ao espocar de luzes:
Mas quem disse que estão presos?
A prisão que veem
A tranca que enxergam
Nada tem a ver com o Amor
Ao contrário do que dizem
as teorias da conspiração
O Amor não aprisiona
É somente libertação

Eu os chamei até aqui
Estendi a mão
Conspirei com a Lua
Mas
Se não quiserem abrir o coração
Estender as mãos
E buscar o abraço
Nenhum laço se dará
E o meu brilho continuará restrito
Àquela que se atreveu
A abrir a porta
Que não se importa em se arriscar
Só quem vence o medo
Está pronto para amar

Depois de sua fala
De pura magia e verdade
As pessoas tiveram a coragem
De olhar com outros olhar
As estrelinhas do Amor


Mesmo com dificuldade
Uma a uma foi vislumbrando
Uma pessoa querida
E os olhos se tornaram brilhantes
E se misturaram ao brilho do Amor

Então deram-se conta
Que não havia nenhum sequestro
E nenhuma tranca
Os corações é que estavam fechados
Empedernidos
E
Quando isso acontece
A cegueira é fatal

Somente vê o Amor
E toda a sua beleza
Aquele que
Cultiva a bondade
A confiança
E não perde a Fé

Qualquer outra visão
Sem o fulgor da verdade
Pode ser qualquer miragem
Mas Amor
Não é



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