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   > ALGUMAS RAZÕES PARA VOCÊ NÃO SE APAIXONAR



Perla Alessandra Tito Gomes
      PENSAMENTOS

ALGUMAS RAZÕES PARA VOCÊ NÃO SE APAIXONAR

Certamente você começará a ler este texto só por curiosidade e imaginará que eu sou uma louca, mal amada e recalcada, que nunca se apaixonou. Não é verdade. Claro que sou louca, mas não sou mal amada e já me apaixonei algumas vezes, sendo duas pela mesma pessoa (?) – eu falei que era louca.
 
O problema é que eu não suporto a urgência da paixão. Todo aquele desespero e insanidade me incomodam. Então, como eu sei que você tem muitos argumentos para me contestar, apontarei, primeiramente, os meus:
 
1. A PAIXÃO "EMBURRECE":
 
A criatura apaixonada não pensa em outra coisa que não seja o “alvo” de sua adoração, dificultando a concentração e reduzindo o desempenho. Nesse ponto, paixão e gravidez se assemelham bastante. Mulheres grávidas também ficam com o raciocínio mais lento, porque não conseguem se desligar de seu “estado interessante”. No caso das grávidas, é plenamente justificável e louvável, pois se trata de uma preparação para a mudança radical que acontecerá em suas vidas com o nascimento da criança. Todavia, lembre-se que mulheres grávidas não podem ser demitidas, mas você, pombinho (a), poderá.
 
2. A PAIXÃO APRISIONA
 
Mera consequência do “emburrecimento”. Se você não tira a (o) linda (o) da cabeça, tem vontade de ficar o dia inteiro sem fazer nada, só ouvindo musiquinhas românticas (daquelas de se arrastar pelo chão) e pensando nela (e), seu coração, sua mente e seu ser estão aprisionados. Não consegue enxergar isso? Vou desenhar: sua mente fica aprisionada a uma ideia fixa, qual seja, a de estar com a pessoa “amada” o tempo todo, pois nada tem graça quando ela não está por perto. Entendeu?
 
3. A PAIXÃO É BREGA
 
É meu amigo (a), a paixão é brega. Nem adianta me dizer que você só ouve rock clássico, hardcore ou Chico Buarque. A paixão é capaz de acionar um dispositivo até então desconhecido pelo seu cérebro, que fará você entender - como ninguém – por que Amado Batista está milionário. Ele será um ícone em sua vida, embora você jamais admita isso. Mas, quando ninguém estiver por perto, você confessará baixinho: “Amadão, TAMO JUNTO!”.
 
 
4. A PAIXÃO AFASTA VOCÊ DOS AMIGOS
 
Claro que a gente fica feliz quando um (a) amigo (a) encontra uma pessoa legal. É perfeitamente compreensível que os dois, no início, queiram ficar sozinhos para se conhecer melhor e aproveitar a companhia um do outro. Mas, na boa, tudo tem limite - coisa que o “ser” apaixonado desconhece. Simplesmente não dá para conversar com um (a) amigo (a) em estado de paixão, porque ele (a) não acompanha seu raciocínio (emburreceu), só pensa e fala na criatura (está aprisionado), não gosta mais das mesmas músicas que você (só do Amadão, lembra?) e não tira aquele sorriso idiota do rosto. Céus! Pior do que estar apaixonado é aturar amigo (a) apaixonado (a)!
 
5. A PAIXÃO ANGUSTIA
 
Para mim, o pior sintoma. Todos os outros são superáveis e acabam virando motivo de chacota, mas esse não. Pessoas apaixonadas sofrem. Muito. Ficam obsessivas, ainda mais hoje em dia. Antigamente, ninguém saía de casa porque (Deus o livre!) se o telefone tocasse e você não estivesse lá apara atender, o mundo não caía: desabava (Salve, Maysa!). Hoje em dia, a angústia é muito pior. Impossível alguém não te encontrar no celular, SMS, e-mail, Facebook, WhatsAPP, Skype, Nextel... Af! Angustiante demais! É muito sofrimento querer estar o tempo inteiro com a pessoa e não poder porque você precisa trabalhar. E é nesse exato momento que você, workaholic inveterado (a), considerará a possibilidade de “um amor e uma cabana” e achará plausível.
 
6. A PAIXÃO ACABA
 
Sim, ela acaba e nem sempre vira amor. Quando Cazuza cantou que queria “a sorte de um amor tranquilo” ele sabia exatamente sobre o que estava falando. A paixão vai morrendo e você, lentamente, recobrando a sanidade. Algumas vezes você gosta do que vê, outras não. Triste, mas é assim - simples e cientificamente comprovado. Por que você acha que o número de divórcios é tão alto? As pessoas, normalmente, casam no auge da paixão e depois não sabem o que fazer para manter o relacionamento, pois o “ser perfeito” não era lá essa maravilha toda.
 
E é por já ter vivido tudo isso que falo com tanta propriedade. Mas, eu te dei apenas seis razões para não se apaixonar... É muito pouco, não acha? Por isso, apaixone-se. Viva. Depois, decida se quer “a sorte de um amor tranquilo” ou um “mundo de agonias”, bem ao estilo Maysa.


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