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   > A MÁQUINA DE CHURROS



Aldefran Melo da Silva
      CONTOS

A MÁQUINA DE CHURROS

Hugão é o cara mais pagador de mico que já conheci. Na verdade, a maioria dos seus vacilos não presenciei, mas quando me apresentaram a ele, já tinha uma lista enorme de percalços e inúmeras testemunhas. Soube até que comera uma mendiga no auge da embriaguez. Quanto a essa afirmativa, não entendi bem se quem estava no auge da embriaguez era ele ou a mendiga. Acredito até que ambos.
Uma vez estávamos um grupo de amigos lá em casa vendo filme pornô quando percebemos que a atriz principal era a esposa de quem? ... de quem? 
Do Hugão, é claro, que, apesar de muito sem vergonha, nesta ocasião não tinha onde enfiar a cara... ou os chifres.
Lá em casa também, Hugão certa vez bebeu escondido uma garrafa de vinho há muito esquecida num canto da geladeira. Perguntei se fora ele quem tinha bebido, mas o danado negou. O problema era que o líquido já tinha virado vinagre há meses e o usávamos apenas pra temperar carne. 
Mediante sua atitude, eu e os amigos nos fizemos de desentendidos e aguardamos pelo efeito. Mas Hugão tinha um estômago de avestruz e nada mais grave aconteceu.
Essa sorte ele não teve em um episódio bem anterior, quando eu ainda não o conhecia. Diz a lenda que Hugão estava na praia com Ary, quando se empanturrou de salgadinhos. Pra ajudar a digerir, procurou por uma Coca Cola. Foi quando percebeu um engradado deste refrigerante dando sopa. Pertencia a um camelô que estava mais ao longe vendendo as latinhas geladas. A que Hugão usurpou, estava quente, e apesar dos protestos de Ary, ele bebeu assim mesmo.
Salgadinhos oleosos, sol de verão e Coca Cola quente... a combinação não deu certo. Imediatamente Hugão sentiu seus intestinos se contorcerem. E não havia tempo pra procurar um banheiro público. Desesperado, ele adentrou no mar para fazer suas necessidades. Conseguiu até chegar bem longe pra fugir ao olhar dos curiosos e, satisfeito com a distância tomada, deu vazão a suas necessidades. 
Porém, uma enorme onda foi em sua direção, dando-lhe um caixote. Girando para baixo e para cima, ora com a bunda pro fundo, ora com a bunda pro céu, o produto de suas entranhas emanava sem esforço algum, numa espiral cilíndrica marrom à vista de todos. E, enquanto seu amigo Ary se escancarava de tanto rir, todos na areia presenciaram um espetáculo grotesco, que mais parecia uma máquina de churros criada no mais profundo inferno.


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