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   > O CADÁVER NA HORTA



Aldefran Melo da Silva
      CRôNICAS

O CADÁVER NA HORTA

Mil novecentos e noventa e nove. A escola estava em polvorosa. Os primeiros funcionários, alertados pelas crianças que sentiram um cheiro horrível proveniente da horta, foram procurar a direção para que uma investigação fosse realizada. No mesmo clima daqueles seriados norte-americanos de perícia criminal, as pessoas faziam conjecturas sobre um possível crime ocorrido, cuja vítima teria sido jogada na recém-criada horta da escola. 
Os alunos, lógico, exigiam a suspensão das aulas até tudo ser esclarecido, mas era só baderna mesmo. Eles não queriam é estudar.
A diretora mandou os alunos subirem, justificando que providências seriam tomadas e assim o fez. Pediu aos funcionários da limpeza que fizessem uma busca para ver se encontravam algo suspeito. Isso foi pior porque eles encontraram partes de carne e ossos enterrados, aumentando o clima de suspense policial. Alguém teria sido esquartejado e colocado ali?
Sem alternativa, a direção chamou a polícia, que enviou no mesmo dia seus peritos pra investigarem o local.
Bom, qual a conclusão? 
Cadáver havia mesmo... mas cadáver de boi. Quem o teria enterrado, é outra história. Mas é um caso que só poderia ser desvendado pelo CSI Miami. Não porque nossos peritos não são competentes, mas porque não dispõem de materiais adequados para trabalhar. Assim, o resto da investigação ficou a cargo da própria escola. E a conclusão foi a seguinte:
Alguém deve ter roubado carne da dispensa e escondeu na horta, onde havia plantação de feijão e soja. Essa técnica (não de roubar, mas de se iniciar uma horta) consiste em cultivar esses grãos para posteriormente serem ceifados e revolvidos com a terra a fim de oxigenar o solo. Só depois vem a plantação definitiva, com hortaliças maiores.
Enfim, alguém roubou carne e a escondeu entre os pés de feijão e soja, para recuperar em outro momento. Por azar, mas muito azar mesmo, antes que isso fosse feito, os funcionários de técnicas agrícolas passaram a máquina na horta, ceifando os vegetais, revolvendo-os com a terra e com a carne roubada.
Quem roubou ficou impossível descobrir. Além da falta de equipamentos da nossa polícia, a cena do crime tinha sido, e muito, comprometida.


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