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   > XÔ! XÔ! ASSOMBRAÇÃO!



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      CONTOS

XÔ! XÔ! ASSOMBRAÇÃO!

Em  tempos de vacas magras, cada um quer se aparecer como pode, deve ou sabe.  Essa história é bem curta, não irá tomar mais que dois minutos do seu precioso tempo. Mas a reflexão sobre esse assunto fantamasgórico poderá levar uma vida. A história muito parecerá com a infinidade de lendas que vem circulando nesse período que antecede o dia do folclore. Mas, o que é mesmo uma lenda? Como ela se constrói?
Isso é apenas um detalhe. Sou contista, não detalhista!
Zefelino é o seu nome. Como uma pessoa pode ter um nome tão esquisito quanto esse? Zé como costumava ser chamado era um senhor de aproximadamente 60 anos, negro, gordo, sorriso fácil. Tinha tudo para ter um bom papo, mas a maldita mania de ser achar o mais entendido dos entendidos lhe custou esse apelido: Zefelino!
Se algum conhecido adoecia, ele queria saber mais que os profissionais da saúde, indicava-lhe logo o remédio e pedia que rasgasse a receita. Claro, ninguém obedecia. Música? Só quem entendia era ele. Tudo ele dominava mais que os outros.  Um assunto que ele não se metia muito era a tal da literatura. Essa bicha, entendida por poucos, mesmo sem dominá-la dava um palpite aqui e acolá, não aprofundava... A sua experiência vinha dos mal vividos anos gloriosos de intromissão. Um dia, Zé encontra com um grupo de cinco profIssionais da educação discutido sobre o evento para homenagear o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes. Ele sem saber mesmo qual o rumo da conversa fica à espreita, doidinho para participar, mas não sabia como. E capta daqui, dali... Até que surge a brecha ao ouvir de um dos professores algo sobre "A rosa de Hiroshima". Era a oportunidade de ouro, para o Zé: _ Pessoal, posso ajudar vocês? Pois tenho muito a dizer dessa flor. Pois fui eu o responsável pelo casamento, se não fosse eu, Zé, esse  tal de Vinícius não teria se casado. Eu levei a rosa para dona Hiroshima! E daquele dia em diante, explodiu: Zefelino: o homem bomba! Para espantá-lo de sua vida, dê três pulinhos acompanhado do tradicional: XÔ! ASSOMBRAÇÃO!



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