Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (651)  
  Contos (939)  
  Crônicas (730)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (204)  
  Pensamentos (640)  
  Poesias (2501)  
  Resenhas (129)  

 
 
Hora-atividade
Maristela Zamoner
R$ 21,10
(A Vista)



Depressão na...
Josiane Rosa Campos
R$ 31,70
(A Vista)






   > DENDÊ



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      INFANTIL

DENDÊ

                                                 
 
 
Era um aquário com uma infinidade de peixes pequeninos, dourados e dóceis. No entanto um peixinho se destacava dos demais. Parecia que destoava daquele lugar. Era inteligente e não estava satisfeito com aquela ração. Acreditava que além do vidro havia um outro lugar melhor a ser visto.
Desde que percebera que à proporção que  crescia o aquário diminuía, Dendê começa a procurar uma saída. O peixinho era uma sardinha, mas só porque veio parar naquele aquário por indicação de um baiano... Já sabe, o nomearam de Dendê.
_ Dei sorte, já pensou se me apelidam de acarajé? Ou então de caruru? Vatapá! 
De tanto Dendê querer ser chamado de sardinha, chamavam ele de tudo, menos de sardinha.
_ Ô pequeno, venha cá!
_ Você mesmo, baiano!
_Oxente, axé, mainha, painho... Tudo! Agora chamá-lo de SARDINHA, ninguém acertava.
Era isso o dia todo naquele aquário. E o peixinho sonhava em sair daquele lugar para ter a honra de ser chamado pelo seu legítimo nome: Sardinha!
Dizem que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” , no caso de Dendê a chance de sair foi justamente no dia de trocar a água do aquário. Ele sabia que os coleguinhas mortos eram devolvidos ao rio que passava a poucos metros... E fingiu-se de morto.
Foi um sacrifício e tanto ficar imóvel prendendo toda a respiração, enquanto ouvia os coleguinhas dizendo:
_Vixe mainha, Dendê morreu, foi?!
_Ó paí, ó ! Lá se foi o Dendê...
A vontade era dizer que estava bem. Mas  se falasse com um seria aquela confusão e  voltaria para o aquário. Então continuou o seu teatro. E foi parar no rio.
_ Que maravilha! Agora eu tenho esse rio só para mim!
Nem bem começa a comemorar, aparece um cardume de traíras protestando:
_Esse rio é nosso! Quem é você que ousou entrar no nosso rio?
Com um prazer enorme, Dendê  se identifica como sempre sonhou:
_ Eu sou Sardinha!
As traíras trocaram olhares e ...
 
Zás!
 
Colocaram Dendê numa latinha  e entregou ao chefe dos Capitães da Areia para negociar com o dono do supermercado.
 
 
 
   
 



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui