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   > Eu e minha mãe



Luiz Antonio Polli
      CRôNICAS

Eu e minha mãe

Lembro do meu tempo de criança, quando eu levantava cedo e junto com a minha mãe ia tirar o leite da vaca, eram manhãs frias, o gramado ficava todo branco de geada, as torneiras do quintal congelavam e o cocho onde dava água para a vaquinha parecia ter um vidro por cima. Eu tirava minha luva de lã e quebrava o gelo, minhas mãos logo ficavam vermelhas e pareciam que estavam congeladas, tudo naquele momento era motivo de alegria, como eu queria voltar nesse tempo. Minha mãe tirava o leite, colocava em um balde... Lembro-me que ela carregava em um braço o balde e no outro eu, e ela andava por um bom tempo assim, até chegar em uma casa de madeira bem velha, que tinha um fogão a lenha, ela acendia o fogo e colocava o leite para ferver, não tínhamos água encanada, então ela pegava o balde e descia comigo no colo até a torneira que ficava no quintal, nessas horas o sol já estava derretendo o gelo e na torneira lentamente começava a sair a água, e a cena se repetia novamente, minha mãe me carregava em um de seus braços e no outro, o balde. Eram momentos difíceis os que passamos, mas tenho saudades desse tempo, e assim se repetiam essas cenas em todas as manhãs de inverno da minha infância.


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