Busca: 

Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha
 
  Área do autor

Publique seu texto
  Gêneros dos textos  
  Artigos (651)  
  Contos (939)  
  Crônicas (730)  
  Ensaios (169)  
  Entrevistas (35)  
  Infantil (202)  
  Pensamentos (640)  
  Poesias (2496)  
  Resenhas (129)  

 
 
Geométricas-01-025
Airo Zamoner
R$ 104,00
(A Vista)



Biologia Ambiental
Maristela Zamoner
R$ 97,80
(A Vista)






   > LITERATURA MENOR: o verso e o reverso na política de uma escrita marginal



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      ENSAIOS

LITERATURA MENOR: o verso e o reverso na política de uma escrita marginal

INTRODUÇÃO
 
Há muito se discute a formação do leitor no Brasil, as políticas para livro e políticas para a cultura definitivamente não caminham  juntas. No entanto, muitas ações afirmativas para implementação e sustentação de projetos geralmente caem em  terras áridas e não florescem  por muito tempo. É possível arar o terreno para colher flores e frutos resistentes às grandes estiagens? Como criar as linhas de fugas para que as produções de estudantes artistas sejam circuladas dentro e fora do âmbito escolar?
As produções marginais, apesar das tentativas frustradas de silenciamentos  saem dos “quartos de despejos” das nossas favelas(Carolina de Jesus, por exemplo), mãos negras que utilizam-se também os “negros” cadernos para fazerem circular as escritas que por muitos anos ficaram distantes das universidades, mãos índias que escapam das fendas das aldeias como símbolo de resistência de um povo, como a luta das índias Truká, na Ilha da Assunção em Cabrobró, PE. E como não falar das mãos de artistas da literatura? Artistas espalhados pelos corredores das escolas públicas e com mãos criativas tocam os textos literários desmonta-os para uma série de novos signos e atraindo leitores.
Falar dos artistas da literatura é lembrar de uma  ordem  do discurso que circula em rede nas instituições espalhando os micros poderes, porém através das linhas de fugas, a arte torna-se instrumento de empoderamento, consequentemente alvo sujeito a controle. No entanto Foucault, 2002 defende que todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes que eles trazem consigo.
Este ensaio está estruturado em dois capítulos e a conclusão, sendo que no primeiro intitulado “A literatura menor modifica a ordem do discurso?”  discutiremos o que representa uma literatura menor e como ela atua nos espaços de poder. Conforme as abordagens de Deleuze e Guattari é possível construir uma literatura revolucionária, uma verdadeira máquina de guerra ou de amor.
Já no segundo capítulo que traz como título “Artistas da literatura, sim! Marginais, não!” abordaremos sobre o que estudantes de educação básica fazem com a literatura, como fazem para que a sua arte seja apreciada dentro e fora da instituição educacional. Neste capítulo, de forma panorâmica será mostrada ao leitor os versos e os reversos da produção desses artistas.
Enfim, na conclusão será mostrada mais linhas de fugas dos significados transcendentais, dos discursos prontos nos manuais didáticos, dos modelos academicistas, da arte auretizada, do fetichismo impregnado em muitos olhares... Cabendo ao leitor refletir sobre o tipo de produto que está consumindo é de interesse de quem? Se estamos a caça de novos leitores por que há tantas resistências as iniciativas políticas e menores  para implementação de projetos desse gênero? Será que estamos caminhando para uma política do “leitor sim, escritor não”?

                   xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

           Obrigada pela leitura! Depois continuaremos...



CADASTRE-SE GRATUITAMENTE
Você poderá votar e deixar sua opinião sobre este texto. Para isso, basta informar seu apelido e sua senha na parte superior esquerda da página. Se você ainda não estiver cadastrado, cadastre-se gratuitamente clicando aqui