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   > LITERATURA COMO ARMA POLÍTICA PARA UMA CULTURA LIBERTÁRIA



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      ARTIGOS

LITERATURA COMO ARMA POLÍTICA PARA UMA CULTURA LIBERTÁRIA

        RELATOS DE EXPERIÊNCIAS EM EDUCAÇÃO BÁSICA


RESUMO:
Não podemos continuar inertes diante de uma sociedade de exceção em que vivemos. A literatura poderá funcionar como uma máquina de guerra para combater os dispositivos e impulsionar a vontade de potência para criação e ruptura com o tradicional alienante. O que pode a literatura? Como escapar de proposta pedagógica que contribui para o aprisionamento literário e negação da criatividade dos estudantes? O presente artigo pretende socializar como o ensino da literatura associada a outros signos poderá ser visto como instrumento de mudança e afirmação de identidade para uma cultura libertária. Sob a abordagem teórica-metodológica de intersemiótica proposta por Roland Barthes (1997), bem como utilizando-se de táticas inventivas(Michel de Certeau, 2012) no cotidiano literário para desmontar a literatura, assim, combatendo o significado transcendental de um signo, cada vez mais essa prática ganha aliados críticos.Não resta dúvida que esse texto dialogará acima de tudo com as vozes de excluídos, estudantes de educação básica de escola pública baiana, grupos que transformam romance de cânone como Machado de Assis, em charge, bilhete, carta, paródia, horóscopo, grafite e... desperta em si e no outro o gosto pela leitura.
 
Palavras-chave: literatura; intersemiótica; educação básica
 
 
Introdução
O que o estudante faz com a literatura? Essa questão levou-nos aos desmontes literários ocorridos em uma escola pública do interior da Bahia que desde 2007 iniciou os registros da desconstrução do signo literário através dos múltiplos sentidos a ele atribuído ao passar de um signo para outro.O método foi aderido em 2009 por uma escola da rede particular, no município de Iaçu resultando também em registros através de cadernos literários. Tais publicações compõem o corpus da pesquisa de Mestrado em Crítica Cultural, linha Margens da Literatura, orientada pelo professor Dr. Osmar Moreira Santos, com a hipótese: “seria a vontade de potência dos estudantes em assimilar e desmontar a literatura uma questão de afirmação de identidade ou negação da literatura imposta?”
Para interpretação de dados foram criados dois grupos para diferenciar as produções atribuídas ao Ensino Médio e Fundamental nas respectivas revistas. O recorte foi dado para as produções com foco na literatura desmontada, sendo o grupo “A” representado pelos estudantes artistas que ajudaram a construir a Perfil: revista literária do Lauro Farani(2007-2011)  e o grupo “B”pelos artistas dos desmontes nos cadernos literários:A Dinâmica em nossa vida(2009-2010).
Através da teoria da intersemiose(BARTHES, 2001) ou seja o jogo dos signos pelo qual se dá o abraço da literatura na desconstrução linguística, os saberes circulam, mostra-se então,   o significado como  uma arte de criar na qual os estudantes são os artistas. Abre-se um leque para as possibilidades de significantes, uma vez que a produção literária desmontada recebe novas conotações e desdobramentos através de charges, cartuns, bilhetes, cartas, cartazes, grafites, tiras, histórias em quadrinhos entre outros. Assim esse artigo terá três seções, sendo a primeira para evidenciar como a teoria da intersemiose ajudou a (des)construir o cenário literário, na segunda seção primará pela discussão do método de desmonte lingüístico adotado pelos estudantes de educação básica tornando as produções rizomáticas, para tal, Derrida e Deleuze e Guattari serão úteis para embasar a discussão. Já na terceira e última seção, mostrará como esses desmontes acontecem com textos canônicos como Vidas secas, no qual o romance é transformado em anúncio, grafite e o que a imaginação pedir.

TEXTO APRESENTADO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - CAMPUS DE SÃO CRISTÓVÃO2013



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