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Airo Zamoner
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   > CONTOS DE CURITIBA



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      RESENHAS

CONTOS DE CURITIBA

 

ZAMONER, Airo. Contos de Curitiba. Curitiba: Protexto, 2005. 112 p.

 

 

 

O escritor, jornalista e sociólogo Airo Zamoner tem aproximadamente vinte títulos publicados, é um colecionador de prêmios e honrarias, com obras traduzidas para o alemão como o conto “ Claudine” e italiano “Bagunçando Brasília”. Mas é a obra “ Introdução à Literatura Paranaense” que desde 1988, ano de sua publicação, vem sendo indicada no Paraná como leitura obrigatória para os estudantes dos cursos de mestrados e doutorados com foco na literatura.

Apesar da vasta biografia desse escritor, farei apenas uma pincelada acerca de “Contos de Curitiba”. O que fez buscar o livro e dedicar algumas horas mergulhando em seus contos? Primeiro, gostaria de esclarecer aos meus leitores (agradecer também, pois há cada dia vem crescendo, algo que muito me honra) que a minha resenha é na verdade um rascunho, um esboço. Muito pouca é a minha leitura em relação as obras do escritor Zamoner. Segundo, porque gosto de deixar registrado as primeiras impressões, caso essas impressões sejam equivocadas, os leitores poderão fazer inferências, pois muito me ajudará.

O livro em destaque traz dez contos, nos quais há uma demarcação de determinado local de Curitiba. Algo bem positivo pois os locais são lembrados, juntamente com alguns traços comuns e algumas celebridades bem familiares para os moradores. Assim, o Jardim Botânico, Teatro Paiol, A biblioteca “Casa Encantada”, “Faróis do Saber” entre outros contribuem com a fantasia do leitor induzindo a mergulhar nesta viagem proporcionada pelas narrativas.

Em “As estrelas do Bôta”, por exemplo, vejo-me tentada a ensinar o Elvo a entrada do Jardim Botânico, uma vez que o sonho era tão pequenino, mas de uma grandiosidade sem limite. A ponto do leitor ao vê-lo preso no arame numa tentativa frustrada de realizar o sonho de conhecer aquele local, torcer para que não se machuque e respirar aliviado quando há o  reencontro com “Tonhão”, o único pai que aquele garoto teve.

É impossível não se envolver nas conversas que os grandes escritores travavam nas caladas da noite nos “ Faróis do Saber”. E passar imaginar o que realmente que esses escritores tanto conversam em segredo...

Da mesma forma fica difícil a indiferença após conhecer “ Nereu e o bondinho” quando o garoto é empurrado pela multidão e se perde da mãe Lusiana e de si mesmo. Ao ver a sua mala aberta e a sua bagagem sendo pisoteada, desfeita...

Bem, como disse é só uma pincelada, vou deixar os demais para outros leitores, no entanto acredito que a superação do escritor encontra-se no conto “O Paiol de Pólvora”. Por quê? É justamente no desencontro de Dermeval e Inês que faz o leitor encontrar com Vinícius, Mário de Andrade, Gregório de Matos... e consigo mesmo. Esse conto é fantástico! Como diz uma certa aprendiz de escritora, é puro desmonte literário!

Em síntese, o livro “ Contos de Curitiba” traz de forma consciente e agradável bem mais que biografia do lugar, mas histórias que mexem com a imaginação do leitor. Seja ele indignado com a displicência de Inês em passar uma informação equivocada e deixar de viver um grande amor; em não conseguir poupar Bôta das violências causadas pela troca constante de “pai”, ou simplesmente satisfeito, por conseguir entrar no trem e sair justamente na “Casa Encantada” e em parceria com a bruxa “Cidinha” propagar para os quanto ventos as histórias que os grandes contam provocando “ O tremor dos faróis”.

 

 

Fico por aqui, agradeço a leitura!



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