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   > AS ESTRANHAS FORMAS DE AMAR



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      CRôNICAS

AS ESTRANHAS FORMAS DE AMAR

 

Com breves palavras convido o leitor a se levantar desse sofá. Venha, aproxime-se um pouco mais, pronto, chegou? Então, responda-me o que é o amor para você? Você é capaz de amar? Onde esse sentimento tão sublime se esconde e se traduz?

Definitivamente alguém poderia acordar esse sentimento nas pessoas se a cada dia o ódio se propaga com mais intensidade. Enquanto o amor dorme o ódio passeia. Dos programas televisivos para cada notícia de um gesto de solidariedade há uma ‘porrada’, mas porrada mesmo para todos os lados roubando toda a cena e encobrindo a nobreza da cena exibida anterior.

Entristeço-me com tanta violência e incompreensão. Acredito que as pessoas precisam reaprender a amar. E o primeiro sinal é amar a si mesmo. Só o amor próprio é capaz de gerar um outro sentimento nobre para doar ao outro. Não adianta propagar aos quatro ventos que ama alguém se nem sequer consegue amar a si mesmo ou mesma.

Estarrecida, vejo a mídia ganhando milhões às custas de exposição de massacres de famílias, comunidades, crianças, índios, mulheres, religiosos... Quem escapa? A banalização da vida ganha manchete e perde-se a sensibilidade. Quem ficou? Quem chorou? Quem sente ou sentiu a dor da perda? Isso parece ser algo irrelevante. É um mundo capitalista, o acúmulo de riquezas, ibope, status. E a vida? E o amor? E o respeito? Onde se escondem?

Que amor é esse que nunca se revela? Que amor é esse que se esconde entre mil faces para não ser machucado, desmascarado? O amor parece ser algo pecaminoso, irreal. Aprendi desde cedo que os verdadeiros amigos são reconhecidos nos momentos difíceis. Hoje, adulta vejo que esse discurso é um pouco contraditório. Porque nos momentos mais difíceis encontramos amigos e amigos, e eles surgem de forma tão entrelaçadas que às vezes confundimos, quem de fato é um e quem é o outro. Na dor, os dois aparecem juntos. Ambos por diferentes formas de amar.

Os verdadeiros amigos são reconhecidos nos momentos de vitórias, êxtases, alegrias. Só os verdadeiros são capazes de comemorar o seu sucesso. Em toda a sua trajetória de ascenção você contou com esses nobres e raros amigos. Pessoas que te amam gratuitamente, choram e riem contigo em todos os momentos, principalmente nas vitórias.

Todos nós temos amigos e amigos, ambos capazes de amar por diferentes razões. Os verdadeiros são inconfundíveis e os outros se confundem com as estranhas formas de amar...

Onde está o seu amor? Qual a fórmula para propagação? Será que você não é mais um ou uma que tem a estranha forma de amar? Quem tem medo de amar não teme o ódio. Ame-se! Ou dane-se com o seu medo! As redomas estão ai...

Mil vidas eu tiver, caso possa escolher, serei sempre essa pessoa “estranha” por acreditar no ser humano e amar intensamente a vida, por isso que a respeito. Porque é preferível ser ‘estranha’ por ser sensível a tantas maldades a ser indiferente. A indiferença torna o ser humano frio...Insensível ao calor humano e metamorfoseando-se em múmia da pós-modernidade.

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       CAROS LEITORES! 
           Um excelente final de semana!
           Pelas mensagens de incentivo...OBRIGADA!

                               
    
     



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