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   > SINUOSIDADES



Geovani Silva
      CRôNICAS

SINUOSIDADES

Devaneio-me pelas curvas perigosas aonde a velocidade é um cavalo galopante no cio. Mas não sei aonde me leva cada uma delas. Da minha perspectiva amiúde, anuviada pela curvatura não vejo além... Mas sinto que meus olhos lacrimejam pelo fato do vento frio da noite cortar a minha face.
Então paro e fixo o olhar no vazio que me traz as sinuosidades e sinto uma brisa leve e suave que acalma a adrenalina e o coração bate lento dentro do peito... Mas, o que é suave não dura muito e a cada curva sinto-o disparar feito louco. Ele não entende e não me escuta só que me mata com suas vontades. Até me trairia se lho der as rédeas. Arrasa a razão. Não há paixão, não há nada que interesse mesmo. Só perda de tempo nesta loucura de vida. É uma ferida grande demais para sarar. Faz sentido que eu caía novamente, mas é bem provável que eu me levante. Que eu vá sentir prazer na dor num desses tropeços e que não hei de sofre para sempre? Talvez.
Algumas vezes repito o mesmo caminho, o mesmo sentido.
 Um detalhe: O vento que sacoleja de uma forma sutil as folhas das árvores me trás as lembranças que quero esquecer. O movimento dos carros, as pessoas que ali transitam. Tudo faz sentido ao rumo que me leva tomar na vida. Outro dilema: Este, no entanto, principalmente ao retorno da curva. 


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