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   > FUTEBOL DA VIDA REAL



ANTONIO EDVANIO CHAVES BARBOSA
      CONTOS

FUTEBOL DA VIDA REAL

A vida é uma partida de futebol. Nós somos os jogadores e as nossas escolhas são os dribles que nos levam – ou não – à finalização esperada por toda a equipe e torcedores: o gol. Um bom jogador sabe a hora de driblar e a hora de tocar a bola, e assim também nós devemos reconhecer o momento de agirmos sozinhos, driblando a nós mesmos e nossas inquietudes; mas também precisamos passar a bola para nossos parceiros, aqueles que estão sempre ali, dando força, fazendo as vezes de atleta e torcedor ao mesmo tempo. A partida na qual estamos escalados é apenas uma etapa dentro de um grande e espetacular torneio, que não tem dia nem hora para terminar. Para jogarmos bem precisamos de um bom técnico, que às vezes são um pai e uma mãe presentes, desde muito cedo construindo a base, ou amigos que encontramos em outras escalações do dia-a-dia. Nossa preparação enquanto jogadores do futebol da vida real não é só física, é também mental e espiritual. Muitos jogadores até que têm bom preparador (ou preparadores) e saem em disparada pelo meio do campo, passam pela defesa, ensebam o goleiro e quando ficam cara a cara com o gol, chutam a bola para fora, desperdiçando oportunidades quase sempre conquistadas com dificuldades e, inexplicavelmente, aguardam o contra-ataque da vida para tentar fazer um gol contra, ferindo os princípios da ética e da moral. Esse tipo de jogador é aquele “espírito de porco”, aquela chuteira desamarrada que só bate de mau jeito na bola. No futebol do verdadeiro campeonato os jogadores nem sempre vestem o mesmo uniforme ou cantam o mesmo hino, pois é necessário que haja pensamentos distintos e discursos controversos. Entretanto, a arbitragem da sabedoria administra essa partida sem interromper o jogo e sem uso de cartão vermelho. Vamos jogar – do bater do centro aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo –, vamos torcer, vamos brincar, ou brindar. Não importa se estamos no gramado ou na arquibancada, importa sim, que participemos do torneio como sujeitos ativos: cobrando falta, escanteio e chutando a bola no gol dos sonhos e dos projetos de vida pra ver as redes da vitória balançar. Dê o seu melhor dentro de campo para que os dirigentes (da sociedade ou do universo) o vejam – em vez de mesquinho e bajulador, vejam-no como honesto, sincero e trabalhador – pegando na bola e partindo pro ataque.



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