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   > À espreita de Papai Noel...



Elisabeth Silva de Almeida Amorim
      CRôNICAS

À espreita de Papai Noel...

 

Entra o mês de novembro e as lojas passam pela transformação. Luzes, brilhos e muitas propagandas enganosas para atrair o consumidor e de uma forma ou de outra abocanhar aquele magro salário extra que o Papai Noel receberá no final do ano e atendendo aos apelos midiáticos devolve para o comércio em troca dos presentes para a prole.

Nada contra esse clima festivo, os presentes trocados, os abraços, os sinceros votos de “Feliz Natal!” Quem realmente não deseja um natal feliz? Quem não aprecia um abraço sincero acompanhado de uma lembrancinha? É muito bom ser lembrado e amado. E deve ser muito triste ser esquecido. O que chamo atenção é justamente para o esquecimento que ocorre com o real sentido do natal.

Natal é uma festa cristã, e em nome dessa data tão importante é comemorada o nascimento de Jesus Cristo, filho de Deus que veio ao mundo para salvar a humanidade de todo o mal, espalhando o amor, a justiça, ensinando a respeitar para ser respeitado, amar ao próximo e amar a Deus sobre todas as coisas. A belíssima mensagem deixada por Jesus não se perdeu no vazio e não poderá ser esquecida, pois diante de tantas misérias( armamentos bélicos e químicos, guerras de tráficos, doenças...) há uma maioria que acredita que o bem reinará. E essa parcela da humanidade faz todos os dias valerem a pena com projetos para uma sociedade mais justa.

No entanto o que inquieta é essa sensação de obrigatoriedade que muitos aderem “ em precisar comprar algo para fulano” ou “ se não comprar sofrerá as consequências”... Um lado consumista que prevalece sobre o lado humano. O homem é um ser social humano, ele precisa de carinho, atenção, respeito, não apenas em um dia do ano... O presente dado a alguém deve ser algo espotâneo, independe de data, não uma devolução do que foi recebido. E não é que os lojistas, também atingidos por essa angústia consumista natalina, investem pesados para espreitar o “papai noel”? É um tal de “compre um sapato e leve o par” como se fosse a grande promoção do momento. E o pior, atordoado com o brilho das luzes das árvores de natal, piscando na cara do papai noel, o coitado “compra uma meia e leva as duas” com aquele sorrisão na cara, e ainda agradece pelo presente.

E eu que não uso nenhum gorro vermelho, quase caio numa dessas armadilhas. Uma simpática vendedora queria que eu carregasse um blusa tamanho “GG” quando meu número é “M”. Tranquilamente, dispenso pois tinha certeza de que aquele tamanho não era o meu, mas insistente, ela dizia: “Aqui, só precisa um apertinho!” Com material sobrando para duas...

_ Amiga, engorde o meu salário porque eu não preciso de nenhum peso extra!

Ao comentar o ocorrido com o meu filho, ele sorriu e dispara:

_ Não tive a mesma sorte...

E mostra um tenis lindo, mas com a numeração menor que o próprio pé.



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