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   > A AMANTE



Geovani Silva
      CONTOS

A AMANTE

 Você sabe que eu a amo, não sabe? Mas juro-lhe que tentei lhe esperar, afoito, aflito e até mesmo por vezes titubeei a incerteza do seu amor. O tempo passou. E você nunca mais deu bola. Ainda sinto sua falta. Lembra-se de quando pela primeira vez nossos olhares insistiam em se cruzar? Mas o seu sorriso. Ah! O seu sorriso foi mais forte! Ele me derreteu por inteiro. E você soube disso. Mas não me dava nenhuma certeza. Mas quer saber o que foi estranho? Você não me deixava deixá-la. Sempre fazia renascer os desejos com seus olhares sensuais. Eu por vezes tentei não a amar mais. Porque eu só sofria por você. Eu lhe juro que fui além. Rasguei as cartas, as fotos, bloqueei você no face book e até tentei não lembrar-me mais de nossos encontros. Mas saiba que nada disso conseguiu fazer-me distanciar de você. Muito pelo contrário, eu estou só o Xérox daquela página colorida que você amou.
Minhas noites estão intensamente longas. Não observou as minhas olheiras? Os pensamentos estão me corroendo como uma ferrugem consome o ferro. Mas isto é de dentro para fora. Se você olhar um pouquinho diferente para mim vai notar as pequenas marcas no rosto pálido. Mas não! Você insiste em fingir que não me conhece mais. Que o que houve entre nós foi um descuido daquele calor do verão, aquela areia da praia, aquele clima que entrava pelo ritmo da aventura.
Mas sabe o que me fez apaixonar mesmo? Aquela música romântica que dançamos coladinhos na varanda de sua casa. Aquela penumbra, aquele friozinho gostoso do calor de nossos abraços. E agora? Acha que vou me contentar a suportar mendigando as migalhas de seu sorriso? Por que você não me mata de uma vez? Ah! Mas você é má! Já lhe peguei buscando resquícios dos meus olhares, e pedaços dos meus sorrisos.
Depois de tanto, fugaz eu fugia de você. Mas na verdade eu mesmo não me agüentava. Fingia fugir só para lhe ver sentindo minha falta. Confesso-lhe que quase perdi o fio fino da linha a qual me equilibrava.
Ele nunca soube de nada. Porque sei que você não lhe contou. E no fundo ele não a faz mais sorrir. Você pode ate tentar, mas não será convincente para mim. Engraçado que eu continuo negando, me enganando que nada mudou. Que você ainda é a mesma pessoa. Acho que esta apaixonada por ele novamente. Talvez numa forma de se redimir. Porque sinto sua distancia tempestiva.
Recentemente tive leve suspeita que pretende voltar. Mas acho melhor ficar por aí mesmo. Porque você sempre faz a mesma coisa: vai e vem com seus joguinhos. Faz-me beirar a sensação mais deliciosa de nós dois. Mas depois se esvai, escoa pelas trincheiras de nossas fraquezas. Mas continua orbitando a me enlouquecer com este seu sorriso fantástico. Decida-se de uma vez! Só não congele. Eu prefiro que você me esqueça. Mas não se aproxime da jaula em que abriga suas emoções e seus sentimentos. Não pode domá-los, nem eu.
 Jamais irei culpá-la. Acha que agüentará isso por muito tempo?
 E você continua não dando nenhuma certeza...
 
Geovani Silva — Contos e Crônicas


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